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17/12/2006 07:02

Confirmado para segunda-feira depoimento de Marconi

TJ/GO

Está confirmado para segunda-feira (18), às 13h30, o depoimento que o ex-governador Marconi Perillo prestará ao juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, na ação penal movida contra seis policiais militares envolvidos na operação de desocupação das famílias abrigadas no Parque Oeste Industrial, fato ocorrido durante seu mandato. A audiência seria realizada no dia 13 de novembro, mas teve de ser adiada poucos minutos antes, quando o magistrado recebeu um atestado médico assinado por Fernando Cupertino, informando que Marconi Perillo estava com febre de 38,9 º e deveria permanecer em repouso absoluto durante todo o dia, razão pela qual não compareceria à audiência.

Marconi não é testemunha arrolada nem pela defesa nem pelo Ministério Público (MP). O juiz resolveu requisitar o depoimento do ex_governador porque muitas vítimas que prestaram declaração em juízo mencionaram seu nome, atribuindo_lhe responsabilidade em razão de que, à época, era ele o chefe do Poder Executivo estadual e havia tranqüilizado as famílias, afirmando que poderiam permanecer no local em segurança e, posteriormente, permitiu que a desocupação forçada ocorresse. Também em seus interrogatórios, alguns réus afirmaram que a ordem para que a operação fosse realizada partiu de Marconi. Durante o procedimento, ocorrido em fevereiro do ano passado, duas pessoas morreram e várias ficaram feridas.

Caso

Foram acusados pela promotoria o tenente coronel José Divino Cabral; sargento Rorion Alves Martins; tenente Wendel de Jesus Costa; capitão Alessandri da Rocha Almeida; capitão Wilmar Rubens Alves Rodrigues e tenente Eduardo Bruno Alves. Os cinco primeiros foram denunciados por omissão, homicídio qualificado (com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e tentativa de homicídio, enquanto o último foi acusado de tortura. Em seus interrogatórios, os seis negaram as acusações do MP.

De acordo com a promotoria, no entanto, José, Rorion e Wendel eram comandantes de batalhões e não impediram que seus subordinados agissem com violência, o que acabou causando ao morte de Pedro Nascimento da Silva e de Wagner da Silva Moreira. Segundo a denúncia, a entrada dos agrupamentos de choque foi violenta, com os policiais usando camuflagem (pintura com tinta preta e verde) no rosto e com a tarjeta identificadora escondida. Os pelotões comandados por José, Rorion e Wendel entraram na invasão desferindo tiros com balas de borracha e letais, lançando bombas de efeito moral contra os invasores que estavam nas barricadas.

Na denúncia, a promotora ressalta que foram vítimas de tentativa de homícídio Antônio Luiz Bernardes, Francisco Carlos Tereza, Eurípedes Lopes Soares, Anael Antônio Moreira, Etevaldo Costa Guimarães, Clebson dos Reis Cardoso e Nelson Vair Ferreira de Brito. Ainda conforme o MP, durante a operação, Alessandri, juntamente com Eduardo, teria se desligado do Batalhão Tarefa, ao qual ambos pertenciam, e desferido tiros contra um agrupamento de moradores, sendo que uma das vítimas, Cláudio de Souza Lima, foi torturado por Eduardo. "Sob comando de Alessandri, foi praticado crime de homicídio contra Wagner da Silva Moreira e tentativa de homicídio contra as vítimas Jozelino Pereira Alves, Divino Carlos Pires Ferreira e Edgar Luiz Pereira", narrou a denúncia.

O MP relata, ainda, que cerca de 20 policiais, comandados por Wilmar Rubens chegaram às proximidades do Posto Caramuru, onde havia uma barricada. Lá, encontrava_se Marcelo Henrique Dias. Ao perceberem que os policiais militares estavam armados, ele e outros ocupantes tentaram recuar para dentro da invasão, momento em que Marcelo foi atingido por um tiro que, embora não lhe tenha causado a morte, o deixou paraplégico. Para o MP, ao permitir que seus subordinados utilizassem armas letais, Wilmar Rubens assumiu o risco dos danos, sendo portanto responsável pelo resultado destes. (Patrícia Papini)

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