Cassilândia, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

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01/11/2004 07:47

Confira a entrevista de Nelsinho Trad à Rádio Nacional

Agência Brasil

Brasília - Eleito no primeiro turno para a prefeitura de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, Nelson Trad Filho (PMDB) começou a trabalhar junto a uma equipe de transição para preparar um diagnóstico da situação municipal. Trad disse que quer "priorizar o social", dando maior atenção à saúde, assistência social e educação.

Trad é médico especializado em urologia e medicina do trabalho, foi presidente da Câmara Municipal e deputado estadual. A capital sul-matogrossense elegeu o peemedebista com 55,7% dos votos válidos. Em segundo lugar ficou Vander Loubet, do PT, com 22,9% dos votos. Leia abaixo a entrevista concedida pelo prefeito à Rádio Nacional:

Rádio Nacional: A coligação que o elegeu é composta de oito partidos: PMDB, PSDB, PFL, PPS, PV, PSC, PRTB, PTC e PT do B. Todos eles atuarão no governo?

Nelson Trad: Em princípio sim. Nós estamos iniciando hoje o trabalho da equipe de transição, que tem a finalidade de fazer um raio-x de toda a situação da prefeitura. E, em cima dessa nova realidade, vamos adequar as nossas propostas, aquilo que queremos implementar nesses quatro anos da futura administração. Procuraremos ouvir toda a nossa base de estrutura política que nos ajudou a conquistar essa vitória.

Rádio Nacional: O senhor já elegeu as prioridades que poderão ser traduzidas em grandes desafios?

Nelson Trad: Sim. Nós tivemos uma administração de sucesso com o atual prefeito que é do PMDB, o André Puccinelli. Ele se elegeu pela primeira vez em 1996 e se reelegeu em 2000. E a capital experimentou um desenvolvimento e um avanço na infra-estrutura e nas obras de maneira muito forte. Então, vamos implementar uma ação de uma prioridade mais efetiva no social. Vamos procurar dar atenção maior à saúde, que foi um assunto muito debatido na nossa capital nas últimas eleições, além da assistência social e educação.

Rádio Nacional: O senhor anunciou também que contrataria profissionais de saúde, construiria cerca de 2 mil casas populares por ano para acabar com as favelas até 2007. Como executar todos esses projetos, principalmente com a Lei de Responsabilidade Fiscal a ser cumprida?

Nelson Trad: Temos uma interpretação bastante aguçada da Lei de Responsabilidade Fiscal. Quando entrei para ser o presidente da Câmara Municipal, tive a oportunidade de implementá-la no Legislativo. E nós sabemos das suas particularidades. O orçamento da nossa capital chega perto de R$ 700 milhões e já estamos em contato com a Câmara Municipal para poder priorizar alguns investimentos em determinadas secretarias para garantir o cumprimento das verbas.

Campo Grande tem também outra particularidade: é a capital com o menor índice de favelas do Brasil. Quando o prefeito André Puccinelli assumiu a prefeitura em 1997, tínhamos 172 favelas, hoje nos resta menos de 20. E nós temos a obrigação, conforme o debate durante a campanha, de erradicar todas as favelas no nosso município. E não só erradicar, mas oferecermos às pessoas condições ideais para o desenvolvimento da sua família em casas populares e ter um programa habitacional interessante aqui na capital. Além de buscarmos parcerias com o governo federal através do Ministério das Cidades, que sempre esteve de mão estendida para a nossa capital.

Rádio Nacional: Como o senhor pretende atuar em relação ao programa Bolsa Família, já que esse benefício do governo federal depende também da atuação do executivo municipal?

Nelson Trad: Entendo que esses programas que normalmente são lançados têm eficiência maior, até mesmo do próprio controle da fiscalização, quando eles são municipalizados. Nós temos aqui uma comissão que atua de forma decisiva no sentido de priorizar as pessoas que precisam e têm a necessidade da garantia desses programas. Vamos incrementar essa comissão para fazer com que os benefícios possam chegar exatamente para aquelas pessoas mais carentes.

Rádio Nacional: O senhor também pretende transformar Campo Grande numa ilha de desenvolvimento no Pantanal. Como seria?

Nelson Trad: A nossa capital é a grande metrópole que faz com que os visitantes do Pantanal passem por nossa cidade. Temos que aproveitar esse dom de desenvolvimento que Campo Grande tem. E temos um programa muito interessante que se chama "Prodes - Programa de Desenvolvimento Econômico-Social". Por meio de incentivos fiscais, conseguimos atrair indústrias de outras cidades e de outros estados para se instalar aqui. A prefeitura entra com incentivos fiscais, oferece o terreno, toda a infra-estrutura, terraplanagem, isenção de impostos por um ou dois anos. E, com isso, nós temos diminuido muito a questão do desemprego na nossa capital.

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