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08/03/2005 14:38

Conab confirma quebra da safra brasileira de grãos

Acrissul

Com a produtividade afetada pela forte seca no Sul do país e em parte do Mato Grosso do Sul e da Bahia, a atual safra de grãos encolherá pelo menos 8,5 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior de 131,9 milhões de toneladas, feita em dezembro de 2004. Assim, a safra deste ano deve somar 123,4 milhões de toneladas, ou 3,6% acima das 119,15 milhões de toneladas da colheita passada, segundo previsão divulgada ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As perdas provocadas pela estiagem ainda não foram totalmente calculadas pelo governo, mas devem ser maiores que a estimativa de 6,5%. Em outubro de 2004, a Conab previa uma elevação entre 9,6 milhões e 11,7 milhões de toneladas na safra. Agora, esse aumento não passará de 4,2 milhões de toneladas. "Houve uma quebra de expectativa de produção, mas não há risco de termos uma safra menor que em 2004", afirmou Jacinto Ferreira, presidente da Conab. "A seca foi mais forte que o previsto, mas as perdas já estão consolidadas".

A seca prejudicou sobretudo as lavouras de milho, soja, feijão e sorgo. O Rio Grande do Sul foi a região mais atingida. A produção no Estado cairá 6,7% no arroz, 45% no feijão, 1,7% no trigo e 38% no milho. O caso do milho é, aliás, o mais grave em todo o país. Principal matéria-prima da ração usada para a alimentação de aves e suínos, principalmente, o grão terá produção de 4,1 milhões a 3,1 milhões de toneladas menor - entre 7,5% a 9,5%. A colheita total não passará de 39,03 milhões de toneladas considerando a produção da safra de verão e da safrinha.

Pior: os estoques de passagem estão baixos - caíram de 4,9 milhões para 2,15 milhões de toneladas - e o governo ainda não tem recursos para recompô-los. Isso indica que haverá impacto nos preços do milho e que pode haver riscos para o abastecimento interno e até mesmo para os índices de inflação. A produtividade foi baixa. Recuou 1,8% no Paraná; 4,7% em Goiás; 4,9% em Santa Catarina; e 54% no Rio Grande do Sul.

O analista Leonardo Sologuren ponderou, no entanto, que é cedo para falar em necessidade de importar milho este ano. Ele argumentou que ao ver a valorização dos preços do grão no mercado interno, o produtor pode se animar a plantar a safrinha. Sologuren reconheceu, porém, que isso depende do comportamento do clima, ou seja, é preciso que volte a chover nas regiões produtoras.

A produção de soja deve oscilar entre uma queda de 7% sobre a previsão anterior ou crescimento de 14,6% em relação à safra passada, que havia tido uma forte quebra. No máximo, o Brasil produzirá 57,02 milhões de toneladas, bem abaixo dos 61,4 milhões de toneladas esperados em dezembro, segundo a Conab.

O Rio Grande do Sul, que responde por 10% da safra nacional, teve queda de 40% na produtividade esperada em dezembro - de 2,25 mil quilos para 1,36 mil quilos por hectare. Paraná (-13%), Goiás (-2%) e Mato Grosso (-1,7%), os principais produtores, também não cumpriram as expectativas de produtividade.

No sorgo, uma opção ao milho nas rações, a situação também é difícil. A queda deve ficar entre 4,5% e 5%, com a produção de 1,91 milhão de toneladas. A primeira safra de feijão, já praticamente colhida, registra queda de 11,7% sobre 2003/2004. A segunda safra, em fase de colheita, deve ser 1,2% menor. No total, o feijão terá uma safra 5,2% inferior a 2003/2004, somando 2,83 milhões de toneladas.

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