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02/09/2004 17:02

Como detectar ruptura em prótese de silicone

Agência Notisa

Cada vez mais as mulheres recorrem aos implantes mamários de silicone. Elas querem reconstruir as mamas após a mastectomia; corrigir deformidades congênitas ou traumáticas; aumentar ou remodelar os seios por vaidade. Seja qual for o motivo, esses implantes podem ajudar a elevar a auto-estima das pacientes e, assim, oferecem benefícios psicológicos. Porém, o uso do silicone pode também causar uma série de complicações, como a ruptura da prótese. De acordo com artigo assinado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e publicado na edição de março-abril de 2004 da revista São Paulo Medical Journal, “a ressonância magnética é o método preferencial isolado a ser utilizado” na detecção de uma possível ruptura da prótese mamária de silicone em pacientes assintomáticas.

O exame físico dificilmente permite o diagnóstico do rompimento do implante, já que os sintomas e sinais apresentados pelas pacientes costumam ser vagos. “Métodos diferentes de imagem podem identificar a integridade das próteses mamárias e também a extensão de um possível extravasamento do silicone”, diz no artigo a equipe da Unifesp, formada por Anabel Scaranelo, Américo Marques, Elizabeth Smialowski e Henriquel Lederman. Os autores realizaram um estudo com o objetivo de comparar a eficácia de três métodos de imagem – mamografia, ultra-sonografia e ressonância magnética – na detecção da ruptura das próteses em pacientes assintomáticas.

Participaram da pesquisa 44 mulheres: 23 recorreram aos implantes por terem tido câncer de mama e precisado se submeter à mastectomia, enquanto as outras 21 colocaram as próteses de silicone por razões estéticas, sem motivos de doença envolvidos. Toda as participantes do estudo estavam insatisfeitas com seus implantes e, por isso, iriam removê-los ou trocá-los. Porém, antes da cirurgia – na qual os médicos poderiam confirmar ou não a ocorrência de extravasamento do silicone –, as próteses foram analisadas por aqueles três métodos de imagem.

“Entre as 83 próteses estudadas, 30 delas foram encontradas rompidas (36%) durante a cirurgia e 53 não estavam rompidas (64%). Além disso, 27 (32,5%) dessas próteses não-rompidas já apresentavam vazamento de gel e 26 (31,5%) estavam intactas”, afirmam os pesquisadores no artigo.

Quanto à detecção, antes da cirurgia, através dos métodos de imagem, do rompimento dos implantes, a equipe da Unifesp diz que “a sensibilidade e a especificidade da mamografia foram de 20% e 89%, respectivamente; da ultra-sonografia, de 30% e 81%, respectivamente; e da ressonância magnética, de 64% e 77%”.

No artigo, os pesquisadores definem sensibilidade como “a relação entre os implantes rompidos encontrados durante a cirurgia que foram corretamente diagnosticados com ruptura pelo método de imagem e o número total de implantes rompidos”. Já a especificidade é definida como “a relação entre os implantes não-rompidos encontrados durante a cirurgia que foram corretamente diagnosticados como tal pelo método de imagem e o número total de implantes sem ruptura na amostra”. Então, de acordo com a análise do grupo da Unifesp, a ressonância magnética apresenta uma sensibilidade significativamente maior, enquanto a especificidade não difere tanto entre os três métodos.

Agência Notisa (jornalismo científico - scientific journalism)

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