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03/12/2007 09:08

Comício? Não decide eleição, segundo Manoel Afonso

Manoel Afonso

Como diz o experiente dr. Osvaldo Dutra, hoje médico da Assembléia Legislativa: “foi-se o tempo em que o comício final decidia a eleição”.
Hoje o comício deixou de ser a mola mestra ou prioridade de campanha eleitoral. Com o advento da figura do marqueteiro, campanha virou coisa para profissional, onde se trabalha com pesquisas e números para se descobrir os anseios do eleitorado e as formulas para atender a esses desejos. Parece coisa de Lúcifer, diriam os nordestinos, mas a verdade é que os resultados das urnas quase sempre batem com o que mostram as pesquisas. Raramente acontece uma zebra.
Vale lembrar o que ocorria no passado: o comício tinha uma importância simbólica de peso, refletia o sucesso da campanha e as chances do candidato nas urnas. Comício sem gente era um desastre! Pegava mal e dava munição para os adversários. O foguetório, as atrações artísticas, distribuição de refrigerantes, lanches e brindes faziam parte do contexto. Isso exigia preparação e muito dinheiro. Às vezes todo esse esforço acabava frustrante por culpa de São Pedro: as chuvas espantavam o público. Aliás, dizem que os candidatos rezavam para chover o ano todo, menos nos dias de comício.
Hoje a eleição começa a ser decidida na escolha do candidato; ou melhor: na imagem do candidato. As fotos são retocadas artisticamente através de computador e as cores espetaculares. A lente da televisão não mente, mostra tudo que o candidato tem e não tem. Nada passa despercebido: seu tom de voz, suas expressões e convicções sobre esse ou aquele tema. Um simples deslize e pronto: põe tudo a perder. Foi assim com Ciro Gomes, (lembra-se?): estava bem nas pesquisas e mostrou-se machista numa declaração abordando suas relações com a companheira Patrícia Pillar. Depois até que tentou consertar, mas não teve jeito. Valeu a primeira impressão do eleitor.
Nas eleições municipais das pequenas cidades, o mito do comício ainda sobrevive, apesar de já ter chegado a influência das pesquisas. Serve mais para animar os correligionários do que para decidir, pois não há garantia de que todos os presentes votem naquele candidato do palanque. Mas a própria legislação eleitoral tem ajudado a tirar o charme do comício: proibiu quase tudo. Como diria um político da velha guarda: assim não vale, ficou sem graça!


Manoel Afonso

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