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27/06/2014 17:32

Com histórias cômicas de casos de furtos, supermercados trabalham com 'quebra'

Midiamax

Na última quarta-feira (25), duas irmãs foram presas em flagrante após furtarem cerca de R$ 3 mil em produtos de um hipermercado localizado na Avenida Afonso Pena. Na lista de furto havia 137 produtos entre gêneros alimentícios, produtos de higiene, cama, mesa, banho e até um home theater. Se a ousadia das irmãs em sair com um carrinho cheio sem pagar do hipermercado surpreendeu muita gente, os donos de supermercados não se espantam com as artimanhas utilizadas para furtar os estabelecimentos.

O presidente da Amas (Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados) Marcelo Gutierre Gonçalves, diz que diariamente os supermercados são alvos de furtos e a engenhosidade não é novidade para os donos. “Tem os furtos de falsos clientes das mais variadas formas. Tem gente que leva criança para esconder os produtos na bolsa da criança, já teve peixe embaixo da saia e picanha escondida na jaqueta. Quando esfria, tem gente que esconde na parte de trás do casaco”, conta.

Os supermercados já trabalham sabendo que vão ter prejuízo todos os anos. Não há números locais, mas a associação trabalha já sabendo que terá um prejuízo mensal de 2%, estimando em uma pesquisa nacional da Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Os empresários também possuem uma lista de produtos de alto risco de furto, na qual estão bebidas, pilhas, chocolates, desodorantes, cera para carros, produtos que possuem um maior valor agregado.

Mesmo não tendo uma época campeã de furtos, Gonçalves diz que há os horários preferidos para os furtos, são os que possuem menos clientes nas lojas. “Eles não se esquivam só dos funcionários, mas dos outros clientes. A maioria dos furtos são no final da tarde, após o horário de almoço”.

Para diminuir os prejuízos, os empresários investem na contratação de seguranças e no sistema de câmeras para monitoramento. Em mercados pequenos, os empresários orientam aos funcionários para cuidar atitudes suspeitas. “Muitas vezes são pessoas que são clientes habituais e que conhecem pontos cegos do local. Já os maiores optam por sistemas de câmera de vigilância”.

Mesmo indignando ou gerando histórias engraçadas, os pequenos furtos não são os responsáveis pela maior parte do prejuízo dos supermercadistas. A maior parte dos produtos é furtada pelos próprios funcionários. “Para prevenir há um maior controle e gestão dos estoques. Para médios estabelecimentos é trabalhoso, mas ainda é a melhor forma”.

Para o presidente do Sindisuper (Sindicato de Supermercados de Campo Grande), Adeilton Feliciano do Prado, além das câmeras, a solução para diminuir os furtos seriam as etiquetas eletrônicas em cada produto. “O ideal seria a etiqueta eletrônica, mas ainda é muito caro, devido aos encargos e impostos. Teria que ter uma legislação que facilitasse a importação”, comenta.

O delegado Dimitri Erick Palermo, da 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, explica que os casos de furto em supermercados são analisados de forma diferente, de acordo com a circunstância. “Cada crime tem uma característica diferente. Para saber se a pessoa vai presa é analisado se tem antecedente, se furtou por fome, se era para comprar drogas, se foi um produto de R$ 5 mil”, diz.

Conforme o delegado, a pessoa pode ser presa em flagrante, em casos de furto simples cabe fiança. Em alguns casos, mesmo que a pessoa não seja presa em flagrante, ela é indiciada e irá responder perante a justiça pelo crime de furto.

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