Cassilândia, Quinta-feira, 20 de Junho de 2019

Últimas Notícias

18/05/2019 18:30

Com custo alto, emissão de CNH tem queda de 22% em MS

Correio do Estado

A quantidade de emissões da primeira Carteira de Habilitação caiu 22,36% em Mato Grosso do Sul, nos quatro primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2016. O levantamento do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS), feito a pedido do Correio do Estado, apontou que as novas Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) passaram de 10.318 para 8.010.

A queda vem sendo registrada há quatro anos e, para representantes do Detran, comprova a dificuldade financeira das pessoas. Para tirar uma CNH, o condutor gasta, em média, R$ 2,5 mil, e tem um ano para concluir todo o processo.
Após ser demitida, em setembro do ano passado, Camila Monteiro, 18 anos, decidiu usar o que recebeu na rescisão para fazer a CNH.

Mas oito meses depois ela ainda não conseguiu finalizar o processo e enquanto isso adia os planos de se tornar motorista de aplicativo. “Foi a alternativa que pensei depois que fiquei desempregada. Achei que seria mais rápido conseguir a habilitação, mas reprovei no exame psicotécnico e agora está demorando para terminar o processo”, explicou .

Também com dificuldades financeiras, o agente de saneamento Jonatas de Paula, 21 anos, tenta incluir a categoria A - para conduzir moto - e assim deixar de andar de carro, por conta dos gastos. “Carro é mais caro, pra manter, abastecer. Como quero reduzir custos, vou ter que andar de moto mesmo”, diz.

O instrutor de auto-escola Jefferson Matos, 27 anos, observa que atualmente a maioria das pessoas que querem fazer a CNH é para poder exercer atividade remunerada como motorista. “A pessoa que não tem faz para isso, e as que tem, apenas para moto querem incluir carro para dirigir os aplicativos. Isso de dois anos prá cá, aumentou muito. Além disso, é um facilitador para que se consiga emprego, qualquer lugar pede que a pessoa tenha CNH”.

Na prática, a emissão de pedidos para quem vai fazer o documento pela primeira vez diminuiu a partir de 2016. A maior queda foi em 2017, quando passou para 8.005, no ano seguinte aumentou um pouco para 8.640 no período. Mas, em 2019 voltou a ter queda, com registro de 8.010 nos quatro primeiros meses do ano. Enquanto isso, no mês de maio a redução também se confirma, passando de 2.325, em 2016, para 2.251 no ano passado. Este ano, até o dia 14 de maio foram apenas 590 novas CNH, no caso de primeira habilitação.

O chefe de divisão de exames de habilitação do Departamento, Marcelo de Moraes Vaz, explica que paralelamente a queda da primeira habilitação, a quantidade geral de emissões referente a CNH- que incluem renovação e mudança de categoria, por exemplo - aumentou, passando de 254.531, em 2016, para 267.190, em 2018.

Este ano foram 94.942 até o dia 14 de maio. “Na minha observação, o aumento geral ocorreu porque as pessoas que não dirigiam passaram a ter interesse justamente por conta dos aplicativos de carona e viram uma possibilidade de emprego. E outra situação é relativa a idosos, que caso comprovada a incapacidade de dirigir, podem adquirir veículo com isenção fiscal”, explicou Vaz.

IRREGULAR

Dirigir sem CNH não é crime, mas caso o condutor cause danos o crime fica congurado e ele pode ser preso. Dados do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) revelam que a cada ano aumenta a quantidade de pessoas flagradas em blitze sem habilitação.

Em 2017, foram 3.151 casos, já no ano passado foram 3.508. A tenente Zélia da Conceição, do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran), explicou que entre janeiro e abril deste ano foram 996 notificações de condutores que não possuem autorização para dirigir.

“Quando encontramos um condutor sem habilitação ele é notificado e o proprietário do veículo também. O veículo só é apreendido quando não há uma pessoa habilitada para conduzi-lo. Mas se essa pessoa sem CNH provocar ou se envolver em acidente ela pode ser presa”, explica.

A policial militar de trânsito disse ainda que nas abordagens, as pessoas que não tem habilitação justificam a situação com a falta de dinheiro. “É comum, sempre ouvirmos de quem dirige sem CNH que não fez porque ganha salário mímino e o documento custa mais de R$ 2 mil. Sabemos que são 13 milhões de desempregados, mas não justifica. Pois sem a habilitação é muito grande o risco de acidente e até de provocar a morte de alguém ou de si próprio”, afirmou a tenente.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Quinta, 20 de Junho de 2019
Quarta, 19 de Junho de 2019
09:00
Santo do Dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)