Cassilândia, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

31/10/2008 09:56

Com ação, MS quer evitar contratar 1,9 mil professores

Aline dos Santos e Paulo Fernandes/ABr

O governador André Pucccinelli (PMDB) afirmou hoje que o principal motivo do Estado ajuizar uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a lei do piso salarial dos professores foi o tempo destinado ao planejamento das aulas, que deverá consumir 33% da jornada de trabalho de 40 horas semanais. “Com a mudança, vou ter que contratar 1.900 professores”, salienta.

Ele acrescenta que considera 33% muito tempo para ser gasto com planejamento do ensino. “Acho muito. Sou um cirurgião e se o paciente estiver precisando da cirurgia, não vou ficar estudando”, argumenta.

Atualmente, das 40 horas semanais, dez são dedicadas ao planejamento do ensino. Nesta sexta-feira, Puccinelli declarou não ser contra o pagamento do piso salarial, no valor de R$ 950, a partir de 2009, mas a forma como a lei federal foi imposta aos Estados. Um dos itens contestado pelo governador é o pagamento retroativo. “Não havia previsão orçamentária. Aí não é combinação de gente séria”, reclama.

Segundo o governador o magistério tem “99% de gente séria” e vai receber o que estava acordado com a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). “A crise não vai afetar o aumento dos servidores”.

Na Adin ajuizada no STF (Supremo Tribunal Federal), os governadores de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará apontaram que a aplicação do piso, conforme consta na lei, vai causar despesas exageradas e forçará novas contratações, pois prevê que o professor dedique um terço da carga horária de trabalho em atividades fora da sala de aula.

Os governadores solicitaram que sejam considerados inconstitucionais itens da lei federal 11.738 que versam sobre: composição da jornada de trabalho, retroação do valor estabelecido como piso salarial, transformação do piso salarial em vencimento básico e eficácia imediata da jornada de trabalho.

Golpe – Para o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Geraldo Alves Gonçalves, ao entrar no STF o governador inviabilizou toda a lei. “Para os professores, a Adin depois do segundo turno das eleições soa como golpe”, enfatiza. No próximo dia 16, o vice-presidente da CNTE (Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação) vai participar de uma reunião sobre o impacto da Adin. O encontro será às 13h30, na Unaes.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Terça, 12 de Dezembro de 2017
Segunda, 11 de Dezembro de 2017
20:42
Loteria
10:00
Receita do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)