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17/10/2014 09:04

Com a temperatura subindo, roupa diminui e as cantadas sem graça aumentam

Campo Grande News

Independente da roupa, ser assediada na rua não é nada legal. Mas no calor, a mulherada pede respeito, pelo direito de usar as roupa que quiser, independente do cumprimento ou decote. Com as temperaturas chegando a 40°C, optar por short, saia, vestido ou qualquer roupa mais fresca. Agora, isso é muito mais questão de conforto do que estilo. O ruim é ter que aguentar piadinha dos homens na rua.

A recepcionista Ellen Cristina Medeiros, de 21 anos, conta que um dos assuntos na hora do intervalo no trabalho entre as mulheres da empresa onde trabalha é esse. “Tá complicado. No calor parece que os meninos ficam mais assanhados, e aumentam muito as cantadas, acho que é por causa das roupas mesmo”, comenta. Ela tem que trabalhar de calça jeans, por exigência da empresa, mas para amenizar o calor adotou uma tática, ir de blusa de alcinha e vestir um colete no estilo blazer por cima.

Amanda Silva, de 21 anos, também sente a diferença dos olhares quando as temperaturas aumentam e já passou por situações constrangedoras. “Eu prefiro usar shorts, porque realmente está muito quente e as vezes a gente dica sem jeito com que os homens falam”, diz.

As amigas Cyandra Khrystal e Giovanna Messa também se sentem incomodadas. "Aumenta sim, se de calça eles mexem com a gente, imagina de short ou vestido. È muito chato”, comenta Cyandra.

Já a bióloga Larissa Souza, de 25 anos, não concorda. Para ela, não importa a estação e nem a temperatura, o desrespeito masculino é questão de caráter. “Acho que não faz diferença não a estação. Se eles querem mexer, eles vão incomodar independente da roupa”, afirma.

Mas apesar da lógica determinar o contrário, andando pelo Centro de Campo Grande é fácil perceber que mesmo neste calorão o que domina o vestuário, tanto de homens ou mulheres, é a calça jeans. Talvez por uma questão social, e de normas estabelecidas pelas empresas que determinam a peça, quase como um uniforme.

Por outro lado, e a peça escolhida justamente para evitar constrangimento, dia a funcionária pública, Keila Portela, de 29 anos. O medo de enfrentar os olhares e o preconceito velado contra quem usa roupa curta justifica a escolha dela em passar calor. “Primeiro é pelo trabalho, que acho a calça melhor. Depois é porque eu ando de ônibus e não acho legal andar de ônibus de short”, admite.

 

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