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27/07/2015 09:08

Cirurgião busca experiência mexicana para combater a obesidade no Brasil

Portal Segs

Após se tornar o país mais obeso do mundo, o México implementou no ano passado medidas rigorosas para conter o avanço da obesidade entre crianças, jovens e adultos. O cirurgião bariátrico e professor paranaense, Caetano Marchesini, esteve esta semana no México, buscando informações junto à autoridades e especialistas da área de saúde que auxiliaram na elaboração da política mexicana.

“Estamos buscando informações, subsídios técnicos e científicos para propor uma medida semelhante a que foi aplicada no México para o Brasil”, relatou Marchesini. Ele esteve no México a convite da Federação Internacional de Cirurgia Bariátrica (IFSO)

Após se tornar o país mais obeso do mundo, o México implementou no ano passado medidas rigorosas para conter o avanço da obesidade entre crianças, jovens e adultos. O cirurgião bariátrico e professor paranaense, Caetano Marchesini, esteve esta semana no México, buscando informações junto à autoridades e especialistas da área de saúde que auxiliaram na elaboração da política mexicana.

Desde o ano passado, o México aumentou os impostos sobre alimentos muito calóricos como os refrigerantes e outros. Todos os alimentos que contém mais de 275 calorias por 100 gramas foram tributados para 8 % de IVA (imposto sobre o valor acrescentado).

"Estamos buscando um incentivo para as empresas reformularem seus produtos para que fiquem mais saudáveis”, disse o secretário da Saúde da Cidade do México, Dr. José Armando Ahued Ortega, em encontro com o médico paranaense. Ele se propõe a vir ao Brasil para contribuir com iniciativas semelhantes.

Mais tributos, menos obesos - Marchesini conta que pretende retomar a sua proposta de Projeto de Lei para combater a obesidade no Brasil, por meio de estratégias que vão, desde a diferenciação tributária para alimentos calóricos, até a implementação de uma disciplina específica de educação alimentar nas escolas.

“Estamos buscando informações, subsídios técnicos e científicos para propor uma medida semelhante a que foi aplicada no México para o Brasil”, relatou Marchesini. Ele esteve no México a convite da Federação Internacional de Cirurgia Bariátrica (IFSO) e do Colégio Mexicano de Cirurgia para a Obesidade e Doenças Metabólicas.

"As autoridades mexicanas estão restringindo a propaganda de alimentos para crianças na televisão e no cinema, parte de uma estratégia para combater os crescentes problemas de saúde registrados com o aumento da obesidade entre os mexicanos", contou Marchesini.

Rigor no combate à obesidade - Os novos limites, que entraram em vigor no México, vão muito além de qualquer medida já tomada em vários países para restringir a publicidade de alimentos. Com um terço das crianças mexicanas acima do peso, e com a população lutando contra uma alta taxa de diabetes tipo 2, o governo aprovou impostos especiais para bebidas açucaradas e lanches altamente calóricos.

Resultados iniciais mostram que o imposto sobre os refrigerantes do México pode ter reduzido o consumo da bebida este ano. O maior engarrafador do país, a Coca-Cola Femsa, divulgou uma queda anual de 6,4% nas vendas de bebidas gaseificadas nos territórios em que atua no México, nos primeiros seis meses de 2014.

Obesidade no Brasil - A prevalência da obesidade aumentou em países emergentes de forma muito mais rápida que a renda, e mais rápida do que em países desenvolvidos, ao longo das três últimas décadas.

Uma pesquisa divulgada na revista científica Lancet aponta o Brasil como o 5º no ranking mundial, com 60 milhões de pessoas acima do peso e 22 milhões de brasileiros considerados obesos. No Brasil a obesidade cresce mais rapidamente entre as crianças. Cerca de 16% dos meninos e 12% das meninas com idades entre 5 e 9 anos são hoje obesas no país, quatro vezes mais do que há 20 anos.

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