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06/12/2008 07:16

Cirurgia para megacólon da doença de Chagas

Agência Notisa

Após analisar todas as operações realizadas enter 1977 e 2003, pesquisa identificou os quatro procedimentos mais utilizados: retossigmoidectomia anterior, hemicolectomia esquerda, abaixamento de cólon à Duhamel-Haddad e colectomia total.

O megacólon é a dilatação e perda da elasticidade do intestino que ocorre em pessoas que são portadoras da doença de Chagas. Atualmente, existem diversos procedimentos cirúrgicos para o tratamento do quadro, e tal multiplicidade deve-se ao conhecimento incompleto de seus mecanismos de ação na evolução da doença. Interessados no assunto, pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto investigaram todos os procedimentos realizados para tratamento cirúrgico do megacólon chagásico no Hospital das Clínicas da cidade, de 1977 a 2003.

De acordo artigo publicado de na última edição da Acta Cirurgica Brasileira, ao longo dos 26 anos analisados, foram realizadas 351 operações eletivas (indicadas sem urgência) e 79 de urgência. Dentre os diversos procedimentos utilizados, os autores destacaram no estudo os quatro que foram mais comuns: retossigmoidectomia anterior (52,71%), hemicolectomia esquerda (18,23%), abaixamento de cólon à Duhamel-Haddad (15,95%) e colectomia total (5,98%). Já entre as 79 laparotomias exploradoras realizadas em regime de urgência, em 53 (67,09%) houve ressecção intestinal. Ainda segundo os dados, dos 430 pacientes operados, 268 (62,33%) evoluíram sem recidiva e 71 (16,51%) com recidiva da constipação intestinal.

“Com base nos resultados obtidos concluiu-se que: a hemicolectomia esquerda, comparada às demais operações, apresentou maior recidiva da constipação intestinal; a retossigmoidectomia anterior comparada à operação de Duhamel-Haddad apresentou menor número de complicações e maior recidiva da constipação intestinal; as operações de urgência para o tratamento do volvo e do fecaloma apresentaram alta morbimortalidade, exigem resseções intestinais, estomas e reoperações”, afirmam os autores do estudo, Ricardo Luiz Santos Garcia, Bruna Meyer de Matos, Omar Feres e José Joaquim Ribeiro da Rocha.

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