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18/10/2004 14:06

Cientistas discutem hipótese do ferro para proteção

Agência Notisa

Em artigo que será publicado na revista Atherosclerosis, pesquisador do departamento de patologia, imunologia e laboratório médico da Universidade da Flórida contesta a assertiva de que doar sangue protegeria os doadores para infarto, por exemplo.

Em correspondência que será publicada na revista Atherosclerosis, Jerome Sullivan, da Faculdade de Medicina da Universidade da Flórida, contesta conteúdo de artigo anteriormente publicado no mesmo periódico cujos resultados propõem como efetiva a hipótese que afirma a correlação entre existiria entre a depleção dos estoques de ferro, inclusive causada pela doação de sangue, e a conseqüente proteção contra doença isquêmica cardiovascular que seria conferida por tal condição.

Segundo Sullivan, os autores do artigo originalmente publicado em fevereiro de 2004, Van Hoydonck e colegas chamam depleção do ferro a um estado em que os estoques do elemento estão em baixa, mas a hemoglobina é normal, o que é similar à outra nomenclatura que classifica tal condição como “próxima à deficiência de ferro”. Até aí, tudo bem, até no que diz respeito à associação entre doação de sangue e diminuição do estoque de ferro, já que, segundo ele, tal fato é verdadeiro. O que o pesquisador discute, inclusive sugerindo falhas metodológicas na descrição da literatura, é, por exemplo, a associação entre doação de sangue e a referida proteção para doença cardiovascular como algo já provado. “Embora este processo estudado produza e mantenha um real estado de depleção de ferro ou próximo à depleção, os achados são de limitada relevância para a hipótese do ferro”, diz sugerindo que os autores que critica conflitem todos os dados de literatura que já existem sobre o assunto.

O que o cientista da Flórida não afasta é a possibilidade de existir realmente uma relação entre tal hipótese e a diferença do comportamento do IAM em mulheres e homens já que — afirma no texto — “em particular, os achados não excluem o hipótese do ferro como uma explicação para a diferença entre sexos com relação à doença cardíaca isquêmica ou para o aumento de sua incidência na mulher após o término definitivo de suas menstruações. Menos mal.

Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)

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