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26/09/2017 13:30

Cientistas 'editam' DNA de embrião e abrem caminho para novas terapias a casais

Epharma Notícias

Cientistas revelaram o papel de um gene importante nos primeiros dias de desenvolvimento de embriões humanos, descoberta que ajudará casais com dificuldades para ter filhos. Para chegar ao feito, eles utilizaram a famosa “Crispr”, técnica que permite cortes precisos no DNA e tem contribuído para diversas descobertas científicas.

Segundo autores de estudo publicado na “Nature” nesta quarta-feira (20), é a primeira vez que a edição do genoma foi usada para estudar a função dos genes em embriões humanos -- e, por isso, a técnica abre caminho para terapias ainda no embrião.

A estratégia dos pesquisadores foi a de usar a Crispr para editar um gene específico no embrião e, com isso, tentar identificar qual o seu papel no desenvolvimento humano.

“A melhor maneira de descobrir o que um gene faz no embrião em desenvolvimento é ver o que acontece quando ele não está funcionando”, diz Kathy Niakan, do Instituto Francis Crick, no Reino Unido, em nota.

A equipe utilizou a Crispr para impedir que o embrião produza uma proteína chamada OCT4, normalmente ativa nos primeiros dias do desenvolvimento do embrião humano.

Depois que o óvulo é fertilizado, ele se divide até cerca de 7 dias e forma uma bola de cerca de 200 células chamada blastocisto. O estudo descobriu que embriões humanos precisam de OCT4 para formar corretamente um blastocisto.

Como a formação dessa estrutura é crucial para o desenvolvimento do feto, pesquisadores observaram que o gene é crucial para o desenvolvimento embrionário.

“O estudo ajudará significativamente o tratamento de casais inférteis. Será possível identificar o que torna embriões humanos em bebês saudáveis”, diz Kay Elder, co-autor do estudo, e pesquisador Bourn Hall Clinic, no Reino Unido.

A pesquisa foi liderada por cientistas do Instituto Francis Crick, em colaboração com colegas da Universidade de Cambridge, da Universidade de Oxford, do Instituto Wellcome Trust Sanger, da Universidade Nacional de Seul e da Bourn Hall Clinic.

Pesquisadores receberam financiamento principalmente de instituições no Reino Unido. Ao todo, cientista passaram um ano testando a técnica em cobaias e células embrionárias antes de iniciar o trabalho em embriões humanos.

Embriões foram doados por casais que passaram por tratamentos de fertilização in vitro e tiveram embriões que não foram utilizados.

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