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17/01/2006 14:37

Cheques não eram para caixa 2, diz Mentor

Luciana Vasconcelos - Agência Brasil

O deputado José Mentor (PT-SP) confirmou hoje (17) ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara que recebeu, em 2004, dois cheques no valor de R$ 60 mil cada, referentes ao pagamento de serviços de advocacia prestados a Rogério Tolentino, sócio do empresário Marcos Valério de Souza, apontado como operador do suposto esquema de pagamento de mesadas a parlamentares em troca de apoio ao governo (o chamado "mensalão").

"O pagamento foi devidamente contabilizado. Não é caixa 2", ressaltou Mentor, informando que os cheques foram entregues por Tolentino, um assinado pelo próprio e outro em nome da 2S Participações Ltda. Segundo o deputado, não houve "clandestinidade" na transação, pois tanto a origem como o destino do dinheiro estão identificados. "Essas notícias são verdadeiras infâmias", acrescentou, referindo-se à acusação de que teria participado do "mensalão".

Mentor pediu aos conselheiros que avaliem individualmente cada caso apresentado no Conselho de Ética. Ele lembrou que seu nome não foi citado pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), não estava na lista de sacadores de Valério ou de Simone Vasconcelos (gerente financeira da SMP&B, empresa de Valério) e nem aparece como sacador da agência do Banco Rural em Brasília.

O deputado disse ainda que se encontrou com Valério em 31 de outubro de 2003, para discutir a campanha eleitoral do ano seguinte. "Não falei com Marcos Valério sobre pastas, Banco Rural ou CPI do Banestado", disse.

Entre junho de 2003 e fevereiro de 2005, Mentor foi relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banestado, que investigava a responsabilidade sobre evasão de divisas do Brasil para os paraísos fiscais. À época, foi acusado de favorecer o Banco Rural, mas, segundo o deputado, isso não ocorreu. "O Banco Rural, na CPI do Banestado, não teve privilégio", afirmou. Mentor informou que na ocasião, a pedido do deputado João Magno, recebeu representares do Banco Rural e teve encontros com integrantes de outras instituições financeiras, como Banco do Brasil e Itaú.

Mentor fez críticas à atuação do presidente da CPMI, senador Antero de Barros, que apresentou relatório substitutivo ao seu, o que teria impedido o avanço das investigações, encerrando de forma "abrupta" os trabalhos da comissão.

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