Cassilândia, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

Últimas Notícias

20/08/2010 12:31

Cassilândia: o desabafo de um médico

Bruna Girotto

Durante o programa Rotativa no Ar, o médico Carlos Geremonte ligou e pediu para falar sobre o problema da saúde e ação instaurada pelo Ministério Público.

“Acho que eu não preciso fazer propaganda. A ação é contra médicos de 25 a 30 anos que atendem a população. O ideal é que todos tenham um atendimento e tenham seus anseios aceitos e levados até a última instância. Prefeito gostaria de pagar bem seus funcionários. Isso acontece? Não acontece. Abre o jornal e vê que 65 prefeituras de MS estão trabalhando em meio expediente para reduzir gasto. Como que a Saúde estaria em outra bolha? É deficiência financeira. Como conseguir manter a saúde sem um suporte financeiro? Foram oferecidos direitos para os pacientes, mas se esqueceu de ver como que isso seria mantido”, disse Carlos.

“Eu tenho família constituída aqui em Cassilândia. E fiquei envergonhado de sair aqui na terça-feira de manhã, porque eu não sou bandido. Eu trabalhei. Não tem um tijolo aqui em casa que foi colocado indevidamente. A ação atingiu minha moral. Existe lei, que é para cumprir, mas existem situações que devem ser olhadas com mais delicadeza. Agora eu pergunto: o que estaria melhor, o atendimento como estava ou a paralisação? Eu e os outros colegas gostaríamos de estar atendendo a população. Eu fiquei mal porque sei que existem vários pacientes meus que estão lá me esperando para ser atendido”, afirmou o médico.

“Especificamente, na hora que o MP vai à unidade e não vê o profissional lá, não significa que o médico não esteja trabalhando. Ele pode estar fazendo uma visita domiciliar, e por isso não estar na unidade”, disse. “O prejuízo maior é daqueles que precisam. Os necessitados, que vão à unidade, a procura de saúde”.

E finalizou: “A classe medica está sempre aberta às negociações. Ande nesse Brasil a fora, para vocês verem, numa cidade igual Cassilândia de vinte mil habitantes, se tem uma saúde de qualidade igual fazemos aqui. O ‘arroz com feijão’ nós fazemos bem feitinho. Nós não podemos fazer uma ‘mistura’ maior porque não temos condição, isso é para centros maiores. Eu não posso abrir uma cabeça de traumatismo de crânio para operar. É só olhar para trás, ver as outras gestões. As ações de saúde que estão sendo feitas nos últimos 10 anos. Ver a melhoria que tem sido feito na saúde. Este é um desabafo de um médico que está há 25 anos numa comunidade”.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Sábado, 03 de Dezembro de 2016
10:00
Receita do Dia
06:50
Loterias
Sexta, 02 de Dezembro de 2016
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)