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20/08/2010 12:31

Cassilândia: o desabafo de um médico

Bruna Girotto

Durante o programa Rotativa no Ar, o médico Carlos Geremonte ligou e pediu para falar sobre o problema da saúde e ação instaurada pelo Ministério Público.

“Acho que eu não preciso fazer propaganda. A ação é contra médicos de 25 a 30 anos que atendem a população. O ideal é que todos tenham um atendimento e tenham seus anseios aceitos e levados até a última instância. Prefeito gostaria de pagar bem seus funcionários. Isso acontece? Não acontece. Abre o jornal e vê que 65 prefeituras de MS estão trabalhando em meio expediente para reduzir gasto. Como que a Saúde estaria em outra bolha? É deficiência financeira. Como conseguir manter a saúde sem um suporte financeiro? Foram oferecidos direitos para os pacientes, mas se esqueceu de ver como que isso seria mantido”, disse Carlos.

“Eu tenho família constituída aqui em Cassilândia. E fiquei envergonhado de sair aqui na terça-feira de manhã, porque eu não sou bandido. Eu trabalhei. Não tem um tijolo aqui em casa que foi colocado indevidamente. A ação atingiu minha moral. Existe lei, que é para cumprir, mas existem situações que devem ser olhadas com mais delicadeza. Agora eu pergunto: o que estaria melhor, o atendimento como estava ou a paralisação? Eu e os outros colegas gostaríamos de estar atendendo a população. Eu fiquei mal porque sei que existem vários pacientes meus que estão lá me esperando para ser atendido”, afirmou o médico.

“Especificamente, na hora que o MP vai à unidade e não vê o profissional lá, não significa que o médico não esteja trabalhando. Ele pode estar fazendo uma visita domiciliar, e por isso não estar na unidade”, disse. “O prejuízo maior é daqueles que precisam. Os necessitados, que vão à unidade, a procura de saúde”.

E finalizou: “A classe medica está sempre aberta às negociações. Ande nesse Brasil a fora, para vocês verem, numa cidade igual Cassilândia de vinte mil habitantes, se tem uma saúde de qualidade igual fazemos aqui. O ‘arroz com feijão’ nós fazemos bem feitinho. Nós não podemos fazer uma ‘mistura’ maior porque não temos condição, isso é para centros maiores. Eu não posso abrir uma cabeça de traumatismo de crânio para operar. É só olhar para trás, ver as outras gestões. As ações de saúde que estão sendo feitas nos últimos 10 anos. Ver a melhoria que tem sido feito na saúde. Este é um desabafo de um médico que está há 25 anos numa comunidade”.

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