Cassilândia, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

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04/12/2009 05:26

Cassilândia News entrevista o professor Ricardo

Bruna Girotto
Arquivo PessoalArquivo Pessoal

Ricardo Pereira formou em Direito, pela Universidade Católica Dom Bosco, em 2002. Além de ser "concurseiro", ele é professor universitário e de cursos preparatórios em Campo Grande (MS).

O Cassilândia News conversou com o professor Ricardo, que falou sobre a docência, a metodologia usada em suas aulas, o desinteresse do aluno, o que acha do ensino jurídico e deu dicas para quem pretende seguir o magistério. Confira!

Cassilândia News - Após formar-se em Direito, por qual motivo escolheu a docência? 

Professor Ricardo - Em primeiro lugar vocação, sempre tive interesse pela docência, ensinar, educar, sempre foram palavras que me marcaram muito, além do fato de gostar muito do ambiente universitário, pois é onde surgem as idéias, as lutas, os ideais, e além do mais, para ser um bom médico, advogado, jornalista, o profissional teve que passar em algum momento de sua vida pelas mãos de um professor.

Cassilândia News - Se o aluno não presta atenção na aula, a culpa é do professor?

Professor Ricardo - Muito complexa a pergunta, o aluno pode não prestar atenção na aula, por uma série de fatores, ele é ser humano. Pode estar com problemas, pode estar doente, ou ser um aluno que tem déficit de atenção, ou pode ser por falta de pulso, ou didática do docente. Às vezes o professor colabora para que o aluno não tenha atenção na aula, mas culpar o professor por isso é muito simplista, a problemática vai além de uma simples resposta. A questão educacional é muito complexa e deve ser encarada sob está ótica.

Cassilândia News - Qual metodologia você usa para preparar seus alunos para prova da OAB e os concursos públicos?

Professor Ricardo - Como professor universitário e de cursos preparatórios, verifico que a metodologia é inteiramente diferente, pois na universidade além de ensinar/educar, tenho que avaliar, o que não é simples. Já no âmbito dos concursos público, a didática é outra, o ritmo é outro, neste campo profissional, o docente tem que estar mergulhado neste ramo, fazer as provas dos concursos, ver os pontos que são mais cobrados, saber as características de cada banca examinadora, para direcionar bem o aluno, pois um décimo é o diferencial.

Cassilândia News - Como deve ser a postura do professor diante de um aluno desinteressado ou mal-educado?

Professor Ricardo - Uma postura firme, mas coerente e de dialogo. O aluno não pode ter medo do professor, mas ao mesmo tempo ele não pode ter o professor como um amigo de bar, mas como alguém a quem ele deve respeito (como todo ser humano), sem, é claro, um temor reverencial. Diálogo é fundamental na relação aluno/professor.

Cassilândia News - O que você acha que pode ser feito para melhorar o ensino jurídico? 

Professor Ricardo - Uma reformulação na grade, mudar o cronograma de algumas matérias, incentivar as matérias práticas e o estágio, pois corremos o risco de ter teoria demais e prática de menos, o que não é o ideal. Sou favorável ao ensino jurídico em 6 anos, e neste último o aluno seria direcionado para um ramo do direito, dentre o leque de opções que ele pode escolher, além de uma séria de mudanças pontuais.

Cassilândia News - Qual é o conselho que você dá, para quem pretende seguir o magistério?

Professor Ricardo -  Primeiro se especializar, partir para um mestrado e doutorado, não tem futuro a docência, sem titulação. No caso de advogados e professores, as vezes abandonar de vez a advocacia não é viável economicamente, tentar conciliar é a melhor opção, pois infelizmente a remuneração ainda deixa a desejar. Do aspecto didático, estudar muito, muito mesmo, fazer curso de aprimoramento da didática, pois não adianta ser um grande conhecedor do tema, sem conseguir passar isso adiante. Mas a recompensa, com o olhar de satisfação de um aluno que conseguiu entender a matéria, que logrou êxito na vida, não tem preço. Ao contrário da advocacia em que o embate, um contra outro, a discussão em torno de quem tem razão, de quem tem direito, o magistério, é a soma, onde eu posso ganhar a vida compartilhando, pois o meu sucesso não depende da derrota da outra parte, mas sim do seu sucesso. Aí se encontra a chave mestra, para ser um bom professor!

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