Cassilândia, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

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28/02/2008 12:48

Cassilândia: leitor conta seu caso com a Saúde em 2004

O leitor Gilberto Costa Justino envia e-mail contando fatos ocorridos com ele em 2004, no setor da saúde. Vamos ao relato:

Prezado Girotto, eu não conheço o conteúdo da entrevista e/ou das críticas do vereador Silvoney. No entanto, acredito que o sistema público de saúde precisa melhorar e muito. O problema da saúde, você deve saber melhor do que eu, isso não é exclusividade de nosso município. A qualidade do serviço de atendimento ao público no contexto da realidade brasileira é bastante complicada. Essa visão gerada por nossa cultura, a idéia que as pessoas tem do que é público, atrapalha bastante. No geral, um órgão público não está preocupado com os clássicos imperativos da concorrência (COMPETITIVIDADE, QUALIDADE, RENTABILIDADE), deveria! Tudo isso pode gerar lucros, mas em um contexto que está além da capacidade de percepção da comunidade, inclusive, daquela do nosso município. Todos os lucros serão para a comunidade, para o país. Um povo saudável e feliz fera muito mais lucro. Isso, contudo, passa por um processo de educação, de envolvimento da comunidade, de políticos, de pessoas que podem e são ouvidas. Sem isso, fica complicado. No entanto, isso é um outro assunto. Como é um outro assunto que um povo educado, não fica doente. Tudo começa por aí, mas enquanto isso não vem...



Melhorias podem começar pelo modo como as pessoas são atendidas nos postos de saúde de Cassilândia. Não vou generalizar, mas o atendimento não é padrão. Muitas pessoas são tratadas de acordo com o seu nível sócio-econômico, o que acho um absurdo. É uma cultura de favores, de dependência e de valorização material acima de tudo. TODAS AS PESSOAS TÊM O DIREITO DE RECEBER O MESMO OBRIGATÓRIO E EDUCADO TRATAMENTO.



Eu acho que a avaliação do atendimento é a porta de entrada para a investigação da qualidade do serviço público em nosso município, vamos parar de hipocrisia? Vamos avaliar o atendimento do médico, do enfermeiro, do psicólogo, do assistente social, de todas as categorias. No entanto, aos olhos daqueles mais humildes e que mais necessitam e que muitas vezes tem medo de falar. No entanto isso não é somente culpa do funcionário público (atendente) que muitas vezes é pessimamente remunerado e com carências profundas de treinamento. O atendimento é um serviço bastante complexo, escondido atrás de sua simplicidade, apenas aparente. O mais triste de tudo isso é saber que o atendimento no posto, no comércio é o nosso reflexo, de nossa comunidade, é preocupante.



Acho que o serviço deveria ser um pouco mais eficiente, só para o seu conhecimento: no ano de 2004 eu precisei viajar para São José do Rio Preto por recomendação do Dr. Sandro. Eu fui exaustivas vezes tentar agendar esse atendimento no posto de saúde. Girotto é desestimulante e humilhante. Não vou citar o nome da pessoa (na verdade nem me lembro do nome), mas ele me atendeu e, segundo ele, já estava tudo certo. Eu cheguei em São José do Rio Preto e a atendente disse que não havia consulta nenhuma em meu nome (isso pode ter sido um erro em São José do Rio Preto também, no entanto, tenho dúvidas). Eu acho isso, um descaso com a comunidade. A secretária em Rio Preto me disse que se alguém faltasse, eu poderia ser atendido, isso aconteceu. Girotto, eu passaria horas refrescando a sua memória sobre as antigas e contemporâneas histórias deste posto de saúde. Você sabe melhor do que eu. Você escuta isso todos os dias. As pessoas que trabalham nos órgãos públicos precisam parar de pensar que elas estão nos fazendo favores, parar de pensar que estamos ali recebendo um serviço “de Graça”. Isso não é verdade.



O pior de tudo, você chegava no posto e quando você precisava resolver um problema, dificilmente o funcionário estava no lugar em que deveria. Não sei como estão as coisas por aí hoje, espero que tenham melhorado.



Eu quero avisar que estamos ficando mais exigentes, cidadãos mais conscientes de nossos direitos de cidadania o que anda crescendo com a consolidação do regime democrático (se é que existe democracia). Passaremos a cobrar não só o aumento da oferta de saúde, nós vamos querer qualidade também. NA VERDADE, JÁ EXIGIMOS HOJE!


UM ABRAÇO E MUITO OBRIGADO.



Gilberto Costa Justino

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