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08/04/2011 17:01

Cassilândia: família conta tudo sobre a morte de Adriele

Bruna Girotto
Aos 16 anos, Adriele for morta a facadas e enterrada de cabeça para baixo em uma fazenda de ItarumãArquivo pessoalAos 16 anos, Adriele for morta a facadas e enterrada de cabeça para baixo em uma fazenda de ItarumãArquivo pessoal

Na madrugada do dia 13 de março, Adriele Camacho de Almeida, em companhia de um amigo menor de idade, deslocou-se para a cidade de Itarumã (GO). Ela teria recebido diversas ligações, segundo informou sua irmã Késia Camacho ao programa Rotativa no Ar, da Rádio Patrairca, daquele que seria um dos principais suspeitos por tirar sua vida.

Este, também menor de idade, dizia que a irmã dele – com quem Adriele tinha um suposto relacionamento – estava sendo presa pelo pai. E que se Adriele fosse até sua cidade em Goiás, ele ajudaria a mesma a fugir com a jovem.

Os dois combinaram, por telefone, que ela iria esperá-los no cemitério de Itarumã, local onde ele levaria a irmã, e as duas fugiriam.

Adriele e o amigo chegaram cedo à cidade e ficaram aguardando o rapaz. Como não havia dormido à noite, Adriele dormiu dentro do cemitério a espera do encontro. 

Ainda, segundo a irmã, às 11h, Adriele teria dito ao amigo que ninguém iria aparecer. Então, os dois decidiram dar uma volta pela cidade. Ao passarem por uma pensão, Adriele pediu emprestado o celular de um homem que estava no local. Ligou para o jovem com quem havia combinado o plano de fuga e disse que estava na cidade. Ele pediu que ela esperasse que já iria encontrá-la.

Segundo o que o amigo da Adriele informou aos familiares, após encontrar o jovem, eles foram a um bar, beberam refrigerante e conversaram amigavelmente. Depois, Adriele pediu a moto do amigo emprestada, para poder levar o rapaz – que viria a ser um dos suspeitos de sua execução – à fazenda. 

“Ela pegou a moto com o rapaz e não voltou. Como não mais voltou, o rapaz que levou ela foi à pensão e pediu o mesmo celular”, contou a irmã Késia.

O amigo de Adriele ligou para o adolescente e este teria dito que Adriele havia o deixado no meio do caminho e sumido com a moto. O amigo se propôs a ir até o local onde estava o jovem e buscá-lo. Este teria dito que não precisava, porque estava chegando uma carona e ele já estava perto da fazenda.

Achando muito estranho, o amigo de Adriele pegou uma moto emprestada e foi até a entrada da fazenda. Segundo Késia, ele andou perto da propriedade e não viu ninguém. “Ele ficou desvairado pela cidade. Foi na rodoviária e não sabia o que fazia. Ele tinha esperança que ela voltaria”, disse.

Na rodoviária, um policial viu que o jovem estava estranho e perguntou o que havia acontecido. O amigo contou toda a história e disse que Adriele havia pego a moto que ele estava, foi levar um rapaz em uma fazenda e não voltou mais.

A partir daí, segundo os familiares de Adriele, a polícia de Goiás começou a investigação sobre o desaparecimento da jovem.

Moto furtada – Elias, conhecido na cidade como Dr. Fogão, padrasto de Adriele, disse ao programa Rotativa no Ar, que a moto que Adriele foi para Itarumã não era produto de furto. “Ela foi com um amigo para Itarumã. Este rapaz foi quem conseguiu a moto emprestada”, contou.

Suposta dívida – “Eu vi a reportagem do caso da Adriele no jornal O Globo, do Rio de Janeiro. Inclusive, ela relatou que o menino fez isso porque a Adriele devia R$1.000,00 (mil reais), teria já batido na suposta namorada e dado um tampa na cara do menor. Isso é mentira. Porque, se a Adriele devesse R$1.000,00 ela não teria caído na lábia dele e ido lá. Ela, inclusive, estava comprando uma motocicleta minha que estava no Chapadão do Sul”, contou o padrasto de Adriele.

Reconhecimento do corpo -  O corpo foi reconhecido pelas irmãs por meio de fotografias. \"O cheiro estava muito forte, preferimos reconhecer pelas fotos. Ela estava bastante inchada também. Reconhecemos pelo piercing, tatuagem e aparelho nos dentes\", contou uma das irmãs da vítima.

Agradecimentos - “Foi um crime muito bárbaro. Estamos aqui para agradecer as pessoas que tem nos ajudado e trabalhado com afinco no caso. Tem gente querendo fazer moral na frente de quem realmente tem trabalhado”, desabafou Elias, o padrasto de Adriele.

A irmã citou diversos nomes de pessoas que ajudaram a família a desvendar o caso e destacou a participação do cabo Gilberto, da Polícia de Goiás: “O cabo Gilberto mora perto da delegacia. Desde quando começou o caso, ele não tem tido folga. A gente liga altas horas da noite e ele retorna. Queremos agradecer por ele estar trabalhando com afinco”.

De Cassilândia, destacaram o trabalho do investigador Malheiros, do delegado Rodrigo de Freitas, do vereador Arthur, da conselheira Oneida, do motorista Célio, e da Márcia do Conselho Tutelar.

Kelly complementou: “Se não fossem eles, não ia descobrir esse caso. Nós viemos descobrir disso através da competência dos policiais, principalmente o cabo Gilberto”.

Disse ainda: “O que mais me dói é que a suposta namorada eu tirei da rua e a coloquei dentro de casa. A família dela não reconheceu tudo o que a minha família fez. Foi uma injustiça muito grande, uma tamanha falsidade, que chocou mesmo”.

Respeito - A família pede para que colegas e amigos evitem de ficar perguntando sobre o caso. Disseram que o assunto já está sendo informando pela imprensa e que a família não aguenta mais ficar contando. “Acabo de falar aqui, vem alguém e me pergunta”, disse Elias.

Eles disseram ainda que a mãe de Adriele está muito mal com a morte da filha, e pediram respeito e colaboração de todos para não ficarem tocando no assunto.

Segunda-feira a família estará no estado de Goiás prestando depoimentos sobre o caso.

\"Ela é ser humano e ela não merecia isso. A gente quer justiça\", disse Késia, no final da entrevista.

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