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13/08/2012 08:32

Cassilândia: diretor da Cautex explica o projeto da borracha natural

Anderson Viegas, Agrodebate
Getúlio Ferreira, diretor da CautexAnderson ViegasGetúlio Ferreira, diretor da CautexAnderson Viegas

Com o investimento de aproximadamente R$ 2 bilhões até 2023, sendo R$ 300 milhões já aplicados no empreendimento, projeto lançado nesta quinta-feira (10), pela Cautex Florestal, em Cassilândia, pretende transformar Mato Grosso do Sul até 2030 no segundo maior produtor de borracha natural do País. Atualmente o Estado nem figura na lista dos principais produtores nacionais.


O projeto do Complexo da Borracha Natural vai reunir todos os elos da cadeia produtiva no município sul-mato-grossense. Para isso, segundo o diretor da empresa, Getúlio Ferreira, será construído um viveiro de mudas, intensificado o plantio de seringais na região, implantada uma agrovila para acomodar os trabalhadores do empreendimento, instalado um centro de treinamento de mão de obra e criado um parque industrial para beneficiamento da borracha dos seringais e ainda para abrir indústrias de transformação da matéria-prima.

O viveiro, conforme Ferreira, será construído a partir de outubro deste ano e terá capacidade para produzir 2 milhões de mudas por ano. Será o quarto viveiro da empresa, que já possui duas unidades em Macaubal (SP), cada uma com capacidade para 1 milhão de mudas, e outra em Paranaíba, que também produz 1 milhão de mudas.

Quanto a intensificação do plantio de seringais, que demoram sete anos para entrar entrar no período de produção e tem vida útil para extração do látex de até 40 anos, o gestor da Cautex diz que a empresa já tem cultivados 5 milhões de árvores em 90 propriedades em cinco estados: Mato Grosso do Sul (3,350 milhões de seringueiras), São Paulo (800 mil), Mato Grosso (300 mil), Goiás (280 mil) e Minas Gerais (270 mil).

\\\"Até 2016 temos como meta alcançar 20 milhões de seringueiras plantadas em uma área de 40 mil hectares, mas pretendemos começar a produzir já em 2014, quando as primeiras árvores cultivadas entram no período de produção. Em 2023, quando o complexo estiver em pleno funcionamento devemos produzir 80,732 mil toneladas de borracha natural, o que é muito significativo, já que a produção nacional prevista chegaria a 280 mil toneladas\\\", comenta.

Com a previsão de gerar mais de cinco mil empregos diretos e indiretos no complexo, a empresa deve iniciar também em outubro a construção do centro de treinamento de mão de obra. Por ano, a previsão é capacitar cerca de 800 pessoas para trabalhar na enxertia e como tratoristas, operadores de máquinas, sangradores, supervisores de sangria e gerentes de produção.

Para abrigar esse contingente de trabalhadores, que equivale a cerca de 24% da população da população de Cassilândia, aproximadamente 20,9 mil pessoas, conforme o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também será construída uma agrovila com 1.500 moradias.


Completando a cadeia produtiva da borracha natural, Ferreira lembra que o projeto terá ainda um parque industrial que abrigará uma industria de beneficiamento e as fábricas que farão a transformação da borracha. Ele revela que uma empresa de grande porte já assegurou instalação na região e outras três de médio porte já iniciaram negociações neste sentido.



Projeto quer transformar em polo da atividade
A estimativa do diretor é que em 2023, quando estiver operando plenamente o empreendimento gere um Produto Interno Bruto (PIB) para Mato Grosso do Sul de R$ 1,12 bilhões. \\\"Para um pequeno produtor que tenha até 6 mil plantas, por exemplo, em que duas pessoas trabalhem na atividade o rendimento mensal familiar pode chegar a R$ 8 mil. Já para um grande produtor, que tenha mais de 100 mil árvores, em uma área de 200 hectares, o lucro operacional, já descontados os custos com a mão de obra, que é de 32% do faturamento e com manutenção, que é de 8%, sem contar os impostos, pode chegar a R$ 120 mil por mês, ou R$ 1 por planta mês\\\", explica.

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