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17/09/2015 07:30

Careca, aluno com tumor e já em metástase comove e faz turma raspar cabeça

Paula Maciulevicius, Campo Grande News
Alexandre agradeceu e disse que por essa dos colegas, ele não esperava. (Foto: Gerson Walber)Alexandre agradeceu e disse que por essa dos colegas, ele não esperava. (Foto: Gerson Walber)

Sob aplausos da turma de Técnico em Enfermagem, Alexandre entrou na sala com a ajuda de duas professoras. O tumor nos ossos em estado avançado e já em metástase dificulta o andar, mas não o sorriso de Alê, forma carinhosa com que é tratado pelos colegas do Colégio Paulo Freire. Alexandre tem 20 anos e há menos de dois meses soube do tumor. Depois de raspar a cabeça no início de setembro, na noite dessa quarta-feira ele foi homenageado pelos colegas, que mostraram que ele não está sozinho nessa.

A surpresa foi preparada em uma das salas do colégio. O espaço foi tomado por balões com escritas de "Fé", a frase #todospelo Alê e muitas lágrimas. Os meninos, não só da turma dele, como dos outros cursos, rasparam a cabeça, enquanto as meninas colocaram lenço. A ideia é de usá-lo todo dia, como sinal de solidariedade ao amigo de sorriso aberto.

"A gente sabe que vai chegar o dia em que ele vai estar no leito do hospitalar e não vai poder mais receber visita. Queremos que ele lembre de forma positiva da gente e dos grandes amigos que fez aqui", comenta uma das idealizadoras da ação, a estudante Mayara Ribeiro, de 23 anos.


Foi a coordenadora do curso, Kaysa Brandão, de 28 anos, quem ouviu dele o diagnóstico no dia 28 de julho. Com o resultado dos exames em mãos ele foi à aula. "Em quatro anos à frente do cursos, é a primeira vez que uma doença tão grave afeta alguém da turma", descreve.

No início da semana, a turma de Radiologia já havia dado início às homenagens. Depois da disciplina de Empreendedorismo, em que eles tiveram de abrir uma empresa e fazê-la lucrar, os estudantes juntaram todo o dinheiro arrecadado, cerca de R$ 4 mil e doaram a Alexandre.

O menino nascido em Rondônia, veio a Campo Grande há pouco mais de 1 ano para estudar. Por conta do tumor, ele teve de largar o estágio conseguido no Proncor, para seguir o tratamento. Só às aulas que ele não deixa de frequentar.

Colega de turma e amiga, Juliana Leite, de 18 anos, além do lenço, cortou parte do cabelo para doar para confecção de peruca às pacientes com câncer. "A gente se sensibiliza pela história e é uma maneira de eu colocar a minha fé em prol dele. De forma simples, a gente pode interferir na vida das pessoas", avalia.

Antes mesmo de Alexandre chegar à sala, o estudante Luís Felipe Nascimento, de 24 anos, já tinha se rendido às lágrimas. "É uma tristeza, ele é um amigo. Estudamos juntos e não demonstrava ter nada... Não tem nem o que falar". Careca, Luís Felipe raspou a cabeça como quem se põe no lugar de Alê.

Emocionado pela atitude dos colegas, Alexandre se resume a dizer "obrigado. Eu queria agradecer, mas não é fácil"... E em seguida a voz é tomada pelo choro. Alexandre Alves da Silva Borges de Albuquerque. Ao pronunciar o nome completo, Alexandre demonstra cansaço. Depois de muitas dores nas pernas, em especial na coxa, ele procurou um ortopedista, que pediu exames de ressonância magnética e raio-x. Assim que foi detectado o tumor, de imediato ele começou o tratamento com um oncologista.

Já foi um ciclo de quimioterapia e depois que os cabelos começaram a cair, no início do mês, ele decidiu raspar. "É grave, bem grave, o tumor está há 1 ano e meio comigo, deu metástase..."

Depois de encerrado segundo ciclo de quimioterapia, Alexandre vai retirar o tumor. Saber que pelo menos na falta de cabelos ele não está sozinho é um ânimo a mais. "Por essa eu não esperava, obrigado gente".

 

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