Cassilândia, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

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08/05/2016 14:00

Câncer de Próstata. O que é?

Portal Med

O que é câncer de próstata?

É o câncer que ocorre na próstata – uma pequena glândula em forma de noz que envolve a uretra masculina logo abaixo da bexiga urinária, podendo ser sentida através do exame de toque retal. Sua principal função é armazenar e secretar um fluido claro que constitui 10 a 30% do volume do fluido seminal, que, junto com os espermatozóides, constitui o sêmen.

O câncer de próstata é um dos mais frequentes tipos de câncer masculino. Este tumor geralmente tem crescimento lento e inicialmente fica confinado a esta glândula, local onde às vezes pode não causar sintomas ou danos sérios.

Enquanto alguns tipos crescem lentamente e necessitam de tratamento mínimo ou mesmo dispensam o tratamento, outros são agressivos e podem se espalhar rapidamente pelo organismo.

Os tumores de próstata que são diagnosticados precocemente – quando ainda estão confinados à glândula – têm uma chance maior de sucesso no tratamento.

Quais são os sintomas?

Ele pode não causar sintomas nos seus estágios iniciais, e mesmo não ser palpado durante uma consulta médica. Já os tumores mais avançados podem causar sinais e sintomas como:

Problemas urinários.
Diminuição da força do jato urinário.
Sangue na urina.
Sangue no sêmen.
Edema (inchaço) nas pernas.
Desconforto na região pélvica.
Dor nos ossos.
Quais são as causas?

As causas ainda não estão claras, mas o tumor começa quando algumas células da próstata sofrem mutações no seu DNA, o que leva a alterações no crescimento e divisão celulares, os quais passam a acontecer de maneira mais rápida do que o que geralmente acontecia.

O acúmulo de células anormais forma um tumor que pode crescer e invadir tecidos próximos. Algumas dessas células podem se separar e disseminar (metástase) para outras partes do corpo.

Existem fatores de risco?

Os fatores de risco que podem aumentar a chance de tumores na próstata são:

Idade avançada. O risco de câncer de próstata aumenta com a idade. Ele é mais comum acima de 65 anos de idade.

Ser negro. Homens negros têm um risco aumentado de câncer de próstata em relação aos homens de outras raças. Não está claro o porquê.

História familiar de câncer de próstata. Se um homem na sua família já teve ou está com câncer de próstata o seu risco pode estar aumentado.

Obesidade. É mais provável que homens obesos diagnosticados com este tipo de tumor tenham a doença em um estágio mais avançado, o que torna o tratamento mais difícil.

Quais são as complicações do câncer de próstata e do seu tratamento?

Disseminação do tumor. Os tumores de próstata podem se espalhar para tecidos vizinhos através da corrente sanguínea, ou do sistema linfático para os ossos e outros órgãos. Os tumores disseminados para outros órgãos são mais difíceis de tratar que o câncer confinado à glândula.

Incontinência urinária. Tanto o tumor, quanto os medicamentos usados no seu tratamento podem causar incontinência urinária. O tratamento da incontinência depende do tipo de tumor, da severidade da doença e da probabilidade de melhora no longo prazo. A terapêutica pode incluir medicamentos, colocação de cateteres ou sondas e cirurgia.

Disfunção erétil. A disfunção erétil pode ser resultado do câncer de próstata ou do seu tratamento, incluindo cirurgias, radiações ou tratamentos hormonais. Medicações, dispositivos a vácuo que auxiliam alcançar a ereção e cirurgias estão disponíveis para tratar esta condição.
Quais são os exames e como é feito o diagnóstico?

A maioria dos tumores de próstata é diagnosticada através de exames de rotina. Mas fazer exame em homens que não apresentam sintomas é uma conduta controversa. As organizações médicas ainda não chegaram à conclusão se o rastreamento traz mesmo benefícios. Algumas recomendam os exames preventivos, outras não.

O melhor é discutir com o seu médico se eles devem ou não ser realizados e conhecer os benefícios e os riscos destes exames preventivos. Juntos vocês podem escolher a decisão mais adequada ao seu perfil.

Exames da próstata incluem:

Toque retal: durante a realização do toque retal o médico calça luvas, passa um lubrificante no dedo e o introduz no reto para examinar a próstata. Caso o médico encontre alguma anormalidade na textura, forma ou tamanho da glândula, você pode precisar realizar alguns exames complementares.

PSA (Antígeno prostático específico): uma amostra de sangue é retirada de uma veia no seu braço e analisada. É realizada a avaliação do PSA, uma substância naturalmente produzida pela próstata. É normal uma pequena quantidade de PSA estar presente no sangue. Entretanto, se um nível acima do normal é encontrado, pode ser uma indicação de infecção ou inflamação na próstata (prostatite), aumento da glândula ou câncer.

O toque retal, associado à avaliação do PSA, ajuda a identificar tumores em seus estágios iniciais, mas os estudos ainda não comprovaram se estes exames salvam vidas. Por esta razão, há muitos debates e divergências sobre o rastreamento preventivo para o câncer de próstata.

O que fazer se o toque retal e o PSA estão alterados?

Se alguma anormalidade é detectada no toque retal ou no PSA, seu médico pode recomendar exames para verificar as condições da próstata, como:

Ultrassonografia transretal. Uma ultrassonografia transretal é feita com um aparelho de ultrassonografia conectado a um transdutor transretal comprido e fino com uma cabeça um pouco maior por onde são emitidas ondas. O transdutor é revestido com camisinha e gel próprio (à base de água) e outra camisinha por cima para manter essa “bolsa de gel” no local correto, pois é ela que permite a visualização das imagens. Um lubrificante é passado na ponta do transdutor que será inserido pelo reto em cerca de 3 cm. O exame é indolor e rápido e o paciente não sente nenhum desconforto. Ele fica deitado de lado, de costas para o médico, com as pernas semi-flexionadas. Neste exame, dentre outras estruturas podem ser visualizadas a próstata e a vesícula seminal.

Biópsia da próstata. É a coleta de uma amostra de tecido de células suspeitas (biópsia da próstata) para serem analisadas no laboratório com o objetivo de determinar a presença ou ausência de células malignas. Ela é realizada inserindo uma agulha na glândula.

Quando uma biópsia confirma a presença de câncer, o próximo passo é determinar a agressividade do tumor. A amostra de tecido é estudada e as células cancerosas são comparadas às células saudáveis. Quanto mais diferente das células saudáveis forem as células tumorais, mais agressivo o tumor e maior a chance dele se espalhar pelo organismo.

A escala mais usada para determinar a agressividade do tumor de próstata é o escore de Gleason. Este escore varia de 2 (câncer não agressivo) até 10 (tumores muito agressivos).

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