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22/04/2005 15:39

Campanha vacina maiores de 60 contra gripe

ACS - MEC

Todas as pessoas com mais de 60 anos têm um compromisso marcado para o dia 25 de abril. A data dará início à sexta edição da Campanha Nacional de Vacinação do Idoso. Na ocasião, elas receberão a vacina contra o vírus influenza, causador da gripe, e terão a oportunidade de atualizar o cartão de vacinação nas doses contra tétano, difteria e febre amarela.

Os idosos hospitalizados e residentes em casa de repouso também receberão a vacina contra infecções pneumocócicas. O objetivo é proteger essa população das complicações da gripe e de outras doenças preveníveis de grande incidência nessa faixa etária. A campanha vai até 6 de maio, em todos os postos e serviços de saúde do país.

Mesmo quem já tomou a dose contra a gripe deve se vacinar novamente. Isso porque, a cada ano, é preparada uma nova vacina a partir das cepas (subtipos) do vírus que circularam no país no ano anterior. "O vírus da gripe é muito mutável", explica o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância Sanitária (SVS) do Ministério da Saúde, Expedito Luna. Só não podem ser vacinados aqueles que têm alergia comprovada à proteína do ovo, pois a dose é produzida em embriões de galinha. "Por mais que a vacina passe por um processo de purificação, é possível que sobre algum resquício do ovo", afirma Expedito.

A vacina contra a gripe é produzida com base nas três cepas de maior circulação no Hemisfério Sul. Essa combinação torna a dose mais potente. Ela diminui em 90% dos casos o risco de contrair a doença. A dose leva duas semanas para ter efeito e deve ser tomada todos os anos. A vacina não causa gripe. Os vírus presentes nela estão mortos e não podem se reproduzir e provocar a doença.

Estimativas de estudos internacionais indicam que a vacina contra a gripe provoca redução da mortalidade em até 50% entre a população idosa. Além disso, constam nos resultados desses estudos a redução de 19% do risco de hospitalização por doença cardíaca e em até 23% do risco de doenças cerebrovasculares. "O Brasil é um dos poucos países que têm oferecido gratuitamente a vacina para maiores de 60 anos", lembra Expedito.

Recursos - O investimento do Ministério da Saúde na campanha deste ano totaliza R$ 123 milhões, sendo R$ 104,6 milhões na compra de 18,3 milhões de doses contra o vírus influenza, R$ 7 milhões na compra de 285,4 mil doses contra pneumococos, R$ 1 milhão na compra de 1,1, milhão de doses contra difteria e tétano e R$ 486 mil em 1 milhão de doses contra febre amarela. Os estados e municípios receberão um total de R$ 4,8 milhões, com repasse fundo a fundo, para ações de mobilização. A publicidade teve investimento de R$ 5 milhões.

A campanha segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de priorizar os idosos na vacinação. A gripe entre jovens não representa problema de saúde pública. Como o organismo do idoso é mais vulnerável à gripe, pode sofrer complicações, como a pneumonia ou a desestabilização de um quadro de doença cardíaca ou renal.

Um dos maiores desafios em relação à saúde da população com mais de 60 anos é a prevenção de enfermidades que interferem no desenvolvimento de suas atividades diárias, sendo a gripe uma das principais. No Brasil, existem hoje 25 mil pessoas com mais de 100 anos de idade, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000. A população de 60 anos ou mais corresponde a 8,6% do total de habitantes do país, para quem são destinados cerca de 24% dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

As campanhas de vacinação de idosos começaram em 1999. Milhões de pessoas são vacinadas todos os anos no Brasil. Em 2004, o país superou a meta, vacinando 85% da população com mais de 60 anos, e conquistou uma das melhores coberturas vacinais em todo o mundo. Mais de 80% dos municípios brasileiros superaram a meta de vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde nos anos de 1999, 2001 e 2003.

Forma e gravidade podem variar

A gripe é considerada uma das doenças infecciosas que mais preocupam as autoridades sanitárias no Brasil e no mundo. No último século, ocorreram três pandemias (epidemia em escala mundial), responsáveis por mais de 50 milhões de mortes, problemas sociais e perdas econômicas: a Gripe Espanhola (1918), a Gripe Asiática (1957) e a Gripe de Hong Kong (1968).

Hoje, o crescimento do fluxo de viagens internacionais e da população com mais de 60 anos (mais vulnerável) facilitam a disseminação do vírus. Isso exige da política nacional de saúde estratégias adequadas, com atenção especial à ampliação das coberturas vacinais dos grupos de risco, às pesquisas e ao desenvolvimento de vacinas.

A forma e a gravidade da gripe variam muito. Seus principais sintomas são febre, calafrios e mal-estar generalizado, freqüentes nos primeiros dias. A rinite e a faringite também podem ocorrer. Quando os sintomas iniciais diminuem, aparecem problemas respiratórios, como dor de garganta, tosse seca, coriza e congestão nasal. A gripe é curada espontaneamente em cerca de uma semana. Os pacientes idosos mantêm, em geral, a infecção por semanas e podem apresentar complicações. As mais freqüentes são a pneumonia bacteriana, a pneumonia viral primária e o agravamento de doenças crônicas pré-existentes. A gravidade aumenta com a idade.

Agência Saúde

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