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14/01/2015 09:01

Câmara cria Comissão Processante para julgar oito vereadores

Viviane Olivera, Campo Grande News

A Câmara Municipal de Vereadores de Ribas do Rio Pardo, distante 103 quilômetros de Campo Grande, aprovou na noite desta terça-feira (13), por unanimidade a implantação da Comissão Processante para investigar os oitos vereadores afastados durante a Operação Viajantes deflagrada no final do ano passado.

Os parlamentares irão apurar as denúncias de concussão (é o ato de exigir dinheiro ou vantagem em razão da função), peculato e improbidade administrativa. Os investigados podem ter os mandatos cassados. A abertura do processo foi apresentada pelo presidente da comissão provisória, Osmar Nunes Medeiros (PSB).

De acordo com o site Rio Pardo News, a denúncia pede providências referentes as irregularidades na contratação de empresas e no pagamento de diárias a vereadores e funcionários do legislativo. A Casa de Leis estava lotada e a sessão foi marcada por muita tensão. Na lista dos vereadores julgados está o ex-presidente da Câmara, Adalberto Alexandre, o Betinho. Ele é o único que está preso.

Também está na relação o vereador do PSC, Antonino Ângelo da Silva, ex-vice presidente da Câmara, a veterana vereadora do PSDB, Célia Pinto, Cláudio Lins, o vereador mais jovem e mais votado em 2012, Diony Erick, Fabiano Duarte do SSD, Justino Machado Nogueira, vereador pelo PDT e Lucineide Friosi do PSC.

Os membros da Comissão Processante são Douglas de Souza, Sônia Passos e Luis Ribeiro. Os parlamentares tem cinco dias para iniciar os trabalhos e até noventa dias para apresentar o parecer final. Todos os envolvidos deverão ser ouvidos ao longo dos trabalhos.

Operação - De acordo com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a investigação começou quando a promotoria de Ribas do Rio Pardo recebeu denúncia e provas de que parlamentares estavam solicitando pagamento de diárias, mas sem viajar. Para viagens dentro de Mato Grosso do Sul, era feito pagamento de R$ 750, já para destinos fora do Estado, a diária era de R$ 1.500. Por conta disso, em nove meses foram gastos cerca de R$ 600 mil pela Câmara somente com diárias.

Além disso o grupo contratava, com a ajuda de cinco servidores que também estão afastados, empresas sem licitação ou por procedimentos licitatórios que não passavam de farsa, para beneficiar empresas de familiares e de amigos dos agentes públicos.

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