Cassilândia, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

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30/09/2012 14:41

Camapuã completa 64 anos; leia a sua rica história

Camapuãnews

O município de Camapuã completa hoje 64 anos de emancipação política e administrativa. Mas, a sua história começou séculos atrás. Leia a matéria publicada hoje pelo Camapuãnews. A rica história de Camapuã.

HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE CAMAPUà – 64 ANOS

OBSERVAÇÃO NECESSÁRIA: Compilado pelo escritor, jornalista e advogado Etevaldo Vieira de Oliveira, tomando notas bibliográficas de diversos livros e escritos de dezenas de autores. Portanto, pode haver alguma divergência com outros textos.


CAMAPUà - Palavra de origem Tupi-Guarani, cujo significado é “Seios Erguidos”, graças à saliência geológica existente a aproximadamente 20 quilômetros da cidade, cujos morros eram vistos da serra próxima à cidade, que servia de “mirante” para os índios mostrar aos desbravadores, no início da civilização, a silhueta que representava os seios de uma mulher. Em seus primórdios e até a quinta década do século passado o nome Camapuã era grafado como “Camapuan”.


Em 1593, os jesuítas espanhóis procedentes da região do Guaíra, subiram o Rio Paraná, Rio Pardo e após Córrego Capim Branco, depois de passarem também pela Lagoa Sangue-Suga (Vila Industrial), aportaram à margem esquerda do Ribeirão Camapuã, a 13 quilômetros e 706 metros do Porto de Desembarque do Rio Capim Branco e a 3 quilômetros acima da atual cidade, iniciativa que teve uma duração de pouco mais de meio século.


Por volta de 1.630, bandeirantes paulistas destruíram a redução jesuítica, transformando o local num simples pouso daqueles que demandavam às minas de ouro de Cuiabá. A rota era dificílima, mas o ouro atraía os aventureiros, que se dispunham a percorrer 531 léguas entre Araritaguaba (hoje Porto Feliz, em São Paulo) até o arraial de Bom Jesus de Cuiabá (hoje Cuiabá), atravessando inóspitas selvas, cerrados e pântanos.


Navegando pelo Rio Tietê, cruzando o Rio Paraná, os piratininganos (paulistas) subiam o Rio Pardo até o altiplano da Serra de Maracaju, de onde cruzaram, por terra, com suas canoas e tomavam os rios da bacia do Rio Paraguai, até atingirem o destino. Na viagem enfrentavam 113 cachoeiras e corredeiras ameaçadoras, sendo 55 no Rio Tietê, 33 no Rio Pardo, 24 no Rio Coxim e 1 no Rio Taquari. Além disso, no trajeto enfrentavam constantes guerras, sem tréguas, com os índios nativos da região. Aqui em Camapuã, com vastos cerrados e matas, as tribos eram dos índios caiapós, traiçoeiros e muita habilidade em guerras.


Essas viagens dificílimas obrigavam os aventureiros a criarem pontos de apoio, onde os monçoeiros encontravam meios de se abastecerem em suas idas e vindas. Daí surgiu, por questões estratégicas, já que localizada em ponto de ligação das bacias fluviais, a redução de Camapuã e, posteriormente, a Fazenda Já em 1.723, criou-se um sítio de abastecimento e proteção aos navegantes no “Varadouro de Camapuã”, entre a Lagoa Sangue-Suga, afluente do Rio Pardo e Ribeirão Camapuã, afluente do Rio Coxim, tarefa esta realizada pelos irmãos Lemes. Os irmãos Lemes eram intrépidos e corajosos paulistas, dois deles inclusive eram fugitivos da justiça piratiningana, eram maldosos com seus servos, a quem tratavam como se fossem animais, ou seja, a chicote e força bruta. Eram muito temidos que ninguém olvidava a enfrentá-los. Eram quatro irmãos: Antão, Domingos, João e Lourenço. Assim, podemos dizer, foi o surgimento de Camapuã.


Nessa entrada, Domingos e Antão ficaram aqui em Camapuã, com diversos servos, enquanto João e Lourenço rumavam para Cuiabá. Aqui fizeram roças e plantaram diversos alimentos, que eram armazenados para servir de apoio aos viajantes. Nessa época, segunda década do século XVIII, a Fazenda Camapuã chegou possuir sobrados de madeiras, casas e igreja.


Cessada a abundância do ouro do arraial Bom Jesus de Cuiabá, em meados do século XVIII, a Fazenda Camapuã foi sendo abandonada e com o tempo entrou em completa decadência, só vindo a ressurgir ou ser habitada no final do século XIX e início do século XX.


Em 1727 as terras que constituíam a Fazenda Camapuã foram concedidas por “Cartas de Sesmarias”, documento de posse da época, ao Capitão-Mor LUIZ ROIZ VILLARES, quando governava a Capitania de Mato Grosso o Capitão General RODRIGO CESAR DE MENEZES. Em 1750, aproximadamente, a Fazenda Camapuã contava com aproximadamente 300 moradores, entre patrões, empregados e índios caiapós catequizados. Outro fato é que nessa época plantavam lavouras de subsistências e havia um rebanho bovino de mais de 600 reses. Logo depois, até os proprietários abandonaram a localidade. Vale lembrar entretanto, que dos pontos de abastecimentos criados aos longo da rota do ouro de Cuiabá, Camapuã foi o único que conseguiu sobreviver e transformar-se, após longos anos, em cidade.


Em 1.865 passou pela Fazenda o mestre de campo MANOEL DIAS DA SILVA, procedente do Estado de Goiás, arregimentando forças para combater os castelhanos. Já em 1.867 passou por aqui o escritor e Tenente do Exército Alfredo D’Estrangnolle Taunay, o Visconde de Taunay, escrivão da armada brasileira na guerra contra o Paraguai.


No tempo da descoberta do “Varadouro de Camapuã”, essa vasta região pertencia à Paróquia de Nossa Senhora de Candelária de Itú, São Paulo, que fazia parte do Bispado de São Sebastião do Rio de Janeiro, Diocese subordinada à Província Eclesiástica de São Salvador da Bahia, a única então existente no Brasil.


Em 06 de dezembro de 1745, o Papa Benedito XIV, criou a Prelazia do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, a qual Camapuã continuara pertencer até o ano de 1910.


Em 1770 as terras de Camapuã foram inventariadas e partilhadas, entre os herdeiros do Capitão-Mor Luiz Roiz Villares.


Em 1789, aproximadamente, cessada a “febre do ouro” e as penetrações das “bandeiras”, a Fazenda Camapuã caiu em completo abandono até o século XIX.


Em 1810 foram expedidas novas cartas de confirmação das primitivas sesmarias, cartas essas que foram devidamente registradas, sendo outorgadas pelo Capitão-General e Governador JOÃO CARLOS AUGUSTO D’OYNHANSEN GREVEMBURG.


Pela lei provincial de 26 de agosto de 1835, governava a diocese de Cuiabá Dom José Antônio dos Reis, quando foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo de Miranda, a cujo território passou a pertencer a região de Camapuã. Em 06 de abril de 1912, Camapuã, passou a pertencer a Paróquia de Santo Antônio de Campo Grande, hoje capital do Mato Grosso do Sul.


No período de 1727 até 1870 os proprietários moraram na Fazenda Camapuã e cultivavam as terras, sendo depois, por circunstâncias diversas, entre as quais uma revolta de escravos, obrigando a abandoná-las. Organizada constitucionalmente a República, o Governo de Mato Grosso, certo de que essas terras eram devolutas, vende parte delas a particulares que também as consideravam devolutas.


O repovoamento da região de Camapuã ocorreu no final do século XIX e início do século XX, pois aqui se encontrava inúmeras e prósperas fazendas de criação de gado e agricultura.


Segundo a história, os primeiros moradores de Camapuã foram João da Mota, Tibúrcio Dias, Firmino Borges de Lima, Lázaro Caiana, Francisco Gonçalves Rodrigues, Alaor Gonçalves Rodrigues, Francisco Faustino Alves, Protázio Paulino de Melo, Joaquim Capestrana, Benedito Bonfim , Camilo Bonfim e Lázaro Faustino.


Foram requerentes da área para criação do Patrimônio de Camapuã, por intermédio da Prefeitura Municipal de Herculânea (hoje Coxim), os senhores Francisco Faustino Alves, Protázio Paulino de Melo, Joaquim Capestrana , Benedito Bonfim , Camilo Bonfim e Lázaro Faustino.


Em 12 de outubro de 1915, o Conde Prates (Eduardo dos Santos Prates), requereu, através de devido processo, os direitos sobre as terras da Fazenda Camapuã, que haviam sido tomadas pelos escravos revoltosos em 1870. O processo foi longo, mas no ano de 1921, o então Presidente de Mato Grosso, Dom Francisco de Aquino, deu ganho da causa ao Conde Prates.


A Lei orçamentária nº 845, de 03 de novembro de 1921, autorizou o governo a desapropriar 3.600 hectares, para o Patrimônio da Povoação de Camapuã , que naquela época pertencia ao Município de Herculânea (hoje Coxim).


Em 1924, João da Motta construiu residência e um pequeno “bolicho”, no lugar onde hoje se localiza a cidade (mais propriamente na esquina da Rua Pedro Celestino com a Rua Francisco Faustino), sendo esta a primeira casa residencial da localidade, que serviu também como o primeiro comércio da região.


Em junho de 1925, o Tenente-Coronel do Exército Brasileiro Juarez Távora, passou por Camapuã, juntamente com o seu grupo da Coluna Prestes, pois o mesmo fazia parte do grupo de revolucionários que estavam fugindo dos legalistas. Na época, muitos proprietários de terras e gados foram muito judiados e agredidos por integrantes dos revolucionários, vez que muitos eram bandidos e baderneiros fugitivos da justiça, que encontraram guarida na ideia revolucionária de Prestes e seus seguidores.


Por volta de 1932, o senhor Camilo José Bonfim foi nomeado como Comandante de Quarteirão de Área e Fiscal Geral do Município de Herculânea (hoje Coxim), no então Patrimônio de Camapuã.


Em 1933 teve início a construção da primeira Igreja de Camapuã, denominada Igreja de São João Batista, no Patrimônio de Camapuã, pelo primeiro morador da Vila João da Motta, homem de fé fervorosa, que no entanto não viu a sua obra concluída, pois o mesmo veio a falecer em 1938, mas a Igreja foi terminada, através de Antônio José de Oliveira, que era o construtor.


Em 19 de maio de 1933, através do Decreto nº 272 , do criado o Distrito de Paz de Camapuã, na comarca de Coxim, instalado a 22 de julho de 1953 e tendo como primeiro Juiz de Paz Manoel Alves Rodrigues. O primeiro Escrivão de Paz Oficial do Registro Civil foi Lafaiete Djalma Coelho, que oficializou o primeiro casamento civil de Camapuã, sendo contraente o casal Saturnino Alves Cabral e Virgilina Dias Cabral.


O Decreto nº 319, de 30 de outubro de 1933, anexa mais uma área de 500 hectares ao Patrimônio da Povoação de Camapuã, no Município de Coxim. Pela Lei nº 83, de 17 de setembro de 1937, foi criada a primeira escola pública de Camapuã, pelo então Interventor do Estado Sr. Júlio Müller, sendo o primeiro Professor dessa Escola João Rodrigues. Pelas cadeiras dessa Escola, de sua fundação até hoje, passaram um rosário de senhores e senhoras que enobreceram e até hoje enobrecem a nossa gente.


Em 1938, foi criada a Coletoria estadual do Distrito de Camapuã sendo o primeiro agente Wilson Carneiro e o primeiro escrivão da Coletoria Benvindo Araújo Lima. Nessa época ocupava o cargo de Fiscal Geral do Município de Herculânea (hoje Coxim), no então Distrito de Camapuã , João Batista de Araújo.


No ano de 1940 chega a Camapuã Francisco Schroder, exímio oleiro e aqui instalou a sua olaria e fabricou tijolos para a construção da primeira casa de alvenaria, construída no ano de 1941 e pertencente ao Antônio Barbosa. Também no ano de 1.940 foi instalado em Camapuã o primeiro cinema, pertencente a Habbib Lauandes, homem dinâmico e que utilizava para passar filmes uma máquina que pertenceu ao primeiro cinema de Campo Grande, o Cine Santa Helena, hoje ainda lembrado por inúmeros cidadãos.


A primeira Escola Pública de Camapuã, através do Decreto nº 405/48, de 28 janeiro de 1948, ganhou o seu primeiro prédio próprio. Era então Governador do Estado de Mato Grosso o Dr. Arnaldo Estevão de Figueiredo. A Escola passou a chamar “Grupo Escolar Miguel Sutil” e teve como primeiro Diretor Joaquim Faustino Rosa, que posteriormente foi Vereador e Prefeito de Camapuã por três mandatos. Hoje no local está a magnífica e remodelada Escola Estadual Miguel Sutil.


Camapuã foi elevado a categoria de Município, com Território do Distrito de Paz do mesmo nome e parte do de Coronel Galvão (hoje Verde de Mato Grosso), desmembrado do Município de Coxim e parte do Alto Sucuriú, desmembrado do Município de Três Lagoas, através da Lei nº 134, de 30 de setembro de 1948. O primeiro Prefeito de Camapuã foi nomeado pelo então Governador Dr. Arnaldo Estevão de Figueiredo e foi o Alvino Antônio Martins (conhecido como Capadinho), e que hoje, orgulhosamente dá o seu nome a Avenida que demanda ao Bairro Alto. A primeira eleição para Prefeito foi realizada no dia 29 de maio de 1949.


Quanto a essa primeira eleição há algo a ser esclarecido: o primeiro prefeito eleito foi Ernesto Sólon Borges, no entanto, o concorrente Joaquim Faustino Rosa, que havia perdido a eleição, recorreu ao Tribunal Eleitoral em Cuiabá e conseguiu assumir o cargo por apenas três meses, visto que o Prefeito eleito Ernesto Sólon Borges recorreu ao Superior Tribunal Eleitoral, na então Capital Federal Rio de Janeiro, ocupando definitivamente o cargo de Prefeito até o final do seu mandato.


Os primeiros vereadores de Camapuã foram Domingos Rodrigues Ferreira (1º presidente da Câmara); Temístocles de Oliveira Filho; Adolfo Antunes; João Batista Araújo e Agenor Mendes Fontoura.


A planta da “atual” Igreja São João Batista foi elaborada pelo Dr. Joaquim Teodoro de Farias, a pedido da Comissão da Igreja, que na época (1953) que era composta pelos senhores Francisco Firmino de Melo, Joaquim Faustino Rosa e Jaime Carlos de Oliveira. Hoje, entretanto, a Igreja Matriz de São João Batista está totalmente remodelada, com casa paroquial, salão paroquial, centro catequético, além de ampliação relevante quanto a planta original.


Em 13 de Janeiro de 1957, chegou a Camapuã, o primeiro vigário da Igreja São João Batista: Frei Vicente de Mussum. Também neste ano chegou o primeiro Cirurgião Dentista Dr. Sudalydio Rodrigues Machado, filho de família tradicional de Camapuã e que foi também exímio professor, cujo nome está imortalizado pelo patromínico da Escola Municipal Dr. Sudalydio Rodrigues Machado, no Bairro Alto.


Camapuã teve seu primeiro curso Ginasial criado em 1963, que teve como primeira Diretora a professora Laura Maria de Andrade.


A partir do dia 02 de janeiro de 1968, Camapuã passou a contar com a presença do seu primeiro médico residente: Dr. Newton Pereira dos Santos, ainda hoje um conceituado médico de nossa cidade, que já foi Vereador e Presidente da Câmara Municipal.


A primeira Escola de 2º Grau (ensino médio) de Camapuã, foi criada pelo Decreto nº 764, de 12 de Dezembro de 1968, com nome de Escola Normal de Camapuã , tendo como primeiro Diretor, o Sr. Edson Rodrigues Miranda, homem de inteligência brilhante na sociedade e na política, já tendo sido Vereador e Secretário Municipal de Administração e de Educação e Cultura.


O asfalto chegou em Camapuã através do esforço do ex-Prefeito Joaquim Faustino Rosa, quando era Governador do nosso Estado o Dr. Pedro Pedrossian (1981/1982), quando também foi lançada e executada a obra de asfaltamento da BR-060, denominada APAPORÉ, que hoje forma o corredor de transporte que liga a capital Campo Grande a Goiânia e Brasília, e que também está servindo de rota para o transporte da região norte do Brasil para a região sudeste e sul, ligando aos Estados de Minas Gerais e São Paulo, nos município de Paranaíba, Aparecida do Taboado, Inocência e Três Lagoas.


Hoje Camapuã é Comarca de 1ª. Entrância, tendo trabalhando aqui dois Juízes de Direito, dois Promotores Públicos, um Defensor Público (deveria ter dois), dezenas de servidores e dezenas de advogados militantes na Comarca. O prédio do Fórum é padronizado com os das demais Comarcas do estado. O prédio do Ministério Público, ao lado do Fórum, também foi construído recentemente e é padronizado com os das demais Comarcas. Existe também na cidade o prédio do Tribunal Regional Eleitoral que fica próximo ao Fórum e Ministério Público.


A Comarca possui também a 14ª Zona Eleitoral e aproximadamente 9.700 eleitores. É sede também da 14ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/MS, sendo Presidente o Dr. Moacir Francisco Rodrigues. A OAB/MS em Camapuã atende na Sala da OAB, no prédio do Fórum. Entretanto já possui terreno próprio e está viabilizando a construção, ao lado do Cartório Eleitoral.


O município possui o Hino Oficial denominado Hino de Camapuã, que tem como autor da letra o advogado, jornalista e escritor Etevaldo Vieira de Oliveira, e, como compositor da melodia o maestro Paulo Roberto Moreira.


Nas comunicações possui uma Agência de Correios, três emissoras de rádio e diversos jornais, muitos com edições interrompidas, destacando-se como principal fonte de informação o JORNAL PRINCESA DO VALE, com circulação ininterrupta há mais de doze anos e com periodicidade variável entre mensal, quinzenal e decenal. Está no ar também, na área de comunicação o site www.camapuanews.com.br, conhecido como CAMAPUÃ NEWS, cujo conteúdo divulga notícias de Camapuã, da região e gerais de interesse da população. Hoje este site tem a média diária de 5.000 acessos, o que é excelente para cidade de pequeno porte. O diretor do Jornal Princesa do Vale e também do site Camapuã News e o advogado, jornalista e escritor Etevaldo Vieira de Oliveira.


Camapuã possui dois hospitais, sendo um público e outro particular (este está fechado), diversos médicos, farmacêuticos, dentistas, enfermeiros, etc.


O município possui quatro escolas estaduais, uma particular e seis escolas municipais, o que garante vagas suficientes para a demanda. Na parte educacional, é importante que se diga que existem mais de uma centena de professores, responsáveis pela educação de nossos jovens e crianças.


Existe em funcionamento na cidade um pólo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul-UEMS, na modalidade ensino à distância, já tendo formado em licenciatura plena em 2005, no curso de Pedagogia 70 professores, e conta hoje conta com novas turmas em diversos cursos, com mais de cem acadêmicos. Em convênio com a Prefeitura, a UFMS e UEMS mantém um Centro de Apoio localizado na Escola Municipal Ernesto Solon Borges, que conta com biblioteca, coordenação e centro de informática com dezenas de computadores, colocados pela Prefeitura.


Possui também, em convênio entre a Prefeitura e a UNIDERP, três cursos acadêmicos interativos: Administração, Ciências Contábeis e Letras. Esses cursos são ministrados na Escola Municipal Dr. Sudalydio Rodrigues Machado e conta com quase cem acadêmicos. Possui também cursos interativos da UNIDERP/ANHANGUERA, através de convênio com a Prefeitura, cujas aulas estão sendo ministradas na Escola Municipal Dr. Sudalydio Rodrigues Machado.


O Gabinete do Prefeito e as Secretarias Municipais, à exceção da Secretaria de Desenvolvimento Social, estão todos localizados no Paço Municipal, inaugurado no final de 2008, pelo então prefeito Moysés Nery. A Câmara Municipal é dotada de boa infraestrutura, com gabinetes para os Vereadores, dois Plenários, sendo um para quarenta assistentes e outro para cento e oitenta, ambos com dependências confortáveis e climatizadas e com salas devidamente equipadas para o trabalho dos Vereadores e funcionários. O prédio da Câmara contém dois pavilhões, ambos com dois pavimentos.


O comércio de Camapuã conta com variação de estoque, com prevalência para mercados, casa de móveis e eletrodomésticos, mercearias, lojas de vestuários e calçados, lojas de produtos agropecuários, uma vez que a agricultura, e principalmente a pecuária, são as maiores fontes de rendas do Município. Camapuã hoje possui um invejável rebanho bovino do Estado. Daí, os profissionais liberais da área da agricultura e pecuária serem em grande número em nossa cidade. Recentemente Camapuã recebeu o título de “Capital do Bezerro de Qualidade” e está lutando para receber a Certificação Digital do Ministério da Agricultura.


A segurança é garantida por uma Delegacia de Polícia, com um delegado e diversos agentes e o 3° Pelotão da Polícia Militar, comandada por um Capitão PM e que conta com diversos praças comandados. O prédio da Delegacia de Polícia é adequado e o prédio do 3º Pelotão foi inaugurado recentemente e divide espaço com a Cadeia Pública, que possui quatro celas.


A cidade possui ainda Creches, Casa de Idosos, APAE, Centro Espírita (Casa da Sopa), Centro de Atendimento à Mulher, Casa do Migrante, Maçonarias, dezenas de Igrejas Evangélicas de diversos seguimentos e seis Igrejas Católicas. Possui três Agências Bancárias, uma casa lotérica, dois cartórios, uma gráfica, quatro postos de gasolina, diversos sindicatos e associações, clubes de futebol, um estádio de futebol denominado Estádio Joaquim Faustino Rosa (Carecão), em homenagem ao ex-prefeito Joaquim Faustino Rosa) e que foi construído em 2004/2005 pelo ex-prefeito Moysés Nery, um ginásio de esportes e um parque poliesportivo municipal denominado “Parque Poliesportivo do Estudante”, construído pelo ex-prefeito Hugo José Bomfim, em 1994-1995, além de diversos campos de futebol em vilas da cidade.


No Município existe o Distrito de Pontinha do Cocho, que fica distante 74 quilômetros da sede. Até 2004 possuía também o Distrito de Figueirão e a Vila Santa Tereza, que com a criação do Município de Figueirão em 29 de setembro de 2003, foram desmembrados de Camapuã.


A ligação com a capital do Estado Campo Grande é através de 42 quilômetros pela BR-060 e mais 98 quilômetros pela BR-163, passando por Bandeirantes e Jaraguari. A BR-060 cruza dentro da cidade, o que traz um grande fluxo de veículos que rumam para o Distrito Federal, Estado de Goiás e Minas Gerais.


Recentemente foi entregue à população, totalmente pavimentada, a rodovia MS-436, que liga Camapuã-Figueirão-Alcinópolis, numa extensão de 180 quilômetros, o que deve facultar muitos moradores de Alcinópolis e Costa Rica viajar até Campo Grande passando por Figueirão e Camapuã, utilizando a MS-436.


A área territorial do município de Camapuã, divulgada pelo IBGE é de 6.230 quilômetros quadrados.


Camapuã faz divisas com os municípios de São Gabriel D\'Oeste, Costa Rica, Figueirão, Água Clara, Bandeirantes e Ribas do Rio Pardo.


Esse é o município de Camapuã. A cidade é conhecida também como a “Princesa do Vale”. (Matéria atualizada em 17/09/2012)


HINO OFICIAL DE CAMAPUÃ
(Lei Municipal n. 1.508, de 3 de dezembro de 2007)
Autor da letra: Dr. Etevaldo Vieira de OliveirA
Autor da musica: Paulo Roberto Moreira


(Dentro em breve será lançado o CD oficial, elaborado pelo autor Etevaldo Vieira, com este Hino e outros Hinos e canções pátrios)


Qual verde pluma dos sutis palmares,
Volvendo as colinas ventanias calmas,
É Camapuã entre serras e vales,
Filha da beleza e a mãe das almas,
Acalenta ao seio o solitário andante,
Recebe outros filhos com dom fraternal;
Com cânticos alegres nas manhãs brumosas,
Nas noites de névoas as relvas plumosas,
É Camapuã, estandarte sem rival.


Sereia encantada de amor infinito,
Princesa do Vale, Princesa do amor,
Ao soprar das brisas de auras fogosas
Sibilando aos ares a paz do Senhor...


Saudoso João da Mota e outros gigantes
Intrépidos heróis que creram e venceram
Ernesto Sólon Borges e Faustino Rosa
Políticos astutos que aqui cresceram
Terra centenária de séculos de glória
Rota das Monções ao Oeste imponente
Eterno “Varadouro de Camapuã”
Espalhou fagulhas e raízes cristãs
Ecos de bravura como em ouro reluzente.


Sereia encantada de amor infinito...


Passado eterno revestido em flores,
Qual círios vestais de alegre pureza...
É Camapuã desdobrando em colinas,
A brisa oscilante mostra a realeza.
Na magia dos píncaros das serras altosas,
Passado dourado de plumas brilhantes;
Superfície verde de relvas intensas,
Pedaço de chão desta Pátria imensa,
É Camapuã com seus filhos pujantes.


Sereia encantada de amor infinito...


Cantando a pureza da terra gentil
Raios cintilantes deslizando aos vales...
Na dança das pétalas das flores sutis,
Dançando alegremente n’amplidão dos ares;
Nos penhascos ínvios e cerros celestes,
O verde dos leques das “palmeiras mil”;
É Camapuã cidade abençoada,
Porque nossa terra despertou de um nada,
Hoje é celebrada em todo nosso Brasil.


Sereia encantada de amor infinito...


POEMA SERTANEJO (adaptada para canção/música sertaneja)
Autor: Etevaldo Vieira de Oliveira


Sou filho da terra, onde o sol é forte
Brilha e reluz como um diamante
Este chão querido, me deu muita sorte
Já que os meus pais foram bandeirantes
Entretanto o sonho, de um novo amanhã
Corre em minha mente como nuvens brancas
Onde a brisa sopra em ondas constantes
Eu vejo surgir esta terra pujante
Nos vales e serras que aqui se estancam.


Quando há muito tempo abrindo os sertões
Meus antepassados por aqui passaram
Em sua canoas em “Rota das Monções”
Os nossos indígenas eles catequizavam
Desse esforço bruto nasceram povoados
Que hoje despontam rumo ao progresso
Que hoje são cidades que enobrecem a alma
Dos seus descendentes, que lutam e trabalham
Para que o norte tenha mais sucesso.


O ponto de parada era em Camapuã
Fazenda nascente nos sertões bravios
A divisa das águas Paraná e Platina
Extensa floresta cortada por rios
Surgiu Beliago às margens do Coxim
Águas majestosas balançando ao vento
O sonho do ouro rumo às riquezas
Guaicurus, Paiaguás e Caiapós, destreza
Faziam dos sonhos grandes desalentos.


Cidades nasceram e meus pais já se foram
Mas os seus legados ainda carrego
O progresso chegou e a miscigenação
E o meu sertão se carregou de ego
Ribas do Rio Pardo, Rio Verde e Rio Negro
Pedro Gomes, Coxim, Sonora e Bandeirantes
E São Gabriel em progresso sem fim
As águas dos rios Camapuã e Coxim
Formam o Taquari majestoso e gigante.


A minha família há quase dois séculos
Nesta terra rica plantou melhorias
Guardo na lembrança os velhos rabiscos
Que meus bisavôs desenharam um dia
Eles mostram paisagens de matas extensas
E o azul ofuscante dos morros e serras
Retratam as lutas, labutas e glórias
De nossos guerreiros que fizeram histórias
Que deram as vidas em defesa das terras.



A CIDADE
(Etevaldo Vieira de Oliveira; livro Sonhos & Realidades - 2ª edição - 2008 - Editora Viena)


Vindo de priscas eras
Que longe se vão.
Despertada ao silvar das flechas
Dos índios algozes
Que serpejavam às serras e vales.


Surgiu como pepitas brilhantes,
Laureando a fértil terra
Com raios prateados da luz.


Hoje a cidade histórica
Acorda com os clarins da alvorada,
Com os gorjeios dos pássaros,
Saudando o dia que aparece.


Os raios das luzes
Mandam mensagens aos céus,
Mensagens de paz e fé.


A igreja dos jesuítas,
Só restos... sinais não comidos pelo tempo,
Traz recordações das manifestações cristãs.


O velho caminho dos jesuítas,
O velho caminho dos bandeirantes,
O velho caminho dos monçoeiros,


Na divisa da Bacia do Paraná
Com a Bacia do Paraguai
Denominada: “Varadouro de Camapuã”,
Sonhos do ouro – sede dos desbravadores.


E assim,
A nossa cidade que hoje desperta,
Vem de sonhos imemoráveis...
Mas que hoje são concretizados
Por novos idealizadores.


BRADOS DE UM FILHO
(Etevaldo Vieira de Oliveira; livro Sonhos & Realidades - 2ª edição - 2008 - Editora Viena)


Com tépidas sombras de matas frondosas,
As flores são aves que voam ao vento,
Manchando em arco-íris o vasto horizonte.
Às vezes se ouve: “-como és gigante!...”
Pelos seus vales correm águas plácidas,
Uivante nas serras um vento agreste,
Às vezes se unindo ao silêncio dos seios dos montes!...


Nas baixas planícies as relvas molhadas,
O vento nas matas e nas palmas brilhantes;
Sob a brisa oscilante das verdes manhãs...
Se alguém se pergunta: “-isto o que é?”
As brisas do silêncio respondem: “-é Camapuã”.


Traçando os sertões os rios caudalosos,
Entre vales e serras de grandes palmeirais;
Riachos curvosos cruzam esta terra
Rumo a horizontes levando saudades...
Arrulhando: “Camapuã, a mais bela cidade...”


Nos céus desta terra estrelas fascinantes,
Oscilantes brilhando, brilhando oscilantes;
Sempre indicando onde há paz imortal...
Silenciosas flores sorriem p’ra natureza,
As aves não esquecem o canto matinal!...


Grandeza de terra, grandeza de espírito,
É Camapuã a “Princesa do Amor”,
Nas matas surgiu como uma roseira,
Toda regada de gente hospitaleira,
Enfim, hoje desfechou como eterna flor!...


JOVEM DE CAMAPUÃ
(Etevaldo Vieira de Oliveira; livro Sonhos & Realidades - 2ª edição - 2008 - Editora Viena)


Nestes vales, a linda Camapuã
- a linda Camapu㠖
Largos campos verdejantes,
Despertando pra a Pátria,
O céu parece mais azul...
Largos campos verdejantes
- a linda Camapu㠖
Em Mato Grosso do Sul...


Nesta cidade entre montes
- entre montes –
Com seus vales sempre azuis,
Onde a beleza flutua
Suas ruas calmas e belas...
Com seus vales sempre azuis
- entre montes –
Grandes vales, onde o progresso impera...


Esta cidade relembra, velhos tempos
- velhos tempos –
Que os Jesuítas a fundaram...
( - como heróis e pioneiros
Os bravos e fortes bandeirantes...)
... que os Jesuítas a fundaram
- velhos tempos –
Tempos remotos e distantes...


N’amplidão desta terra, surgem os jovens
- surgem os jovens –
Com esperança e muita fé,
Novas forças para os problemas
São luzes no abismo escuro...
Com esperança e muita fé
- surgem os jovens –
Do nosso mundo o futuro...

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