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04/05/2006 08:19

Brasileiros disputam Mundial de Halterofilismo; um de GO

CPB

A delegação brasileira que representará o país no Mundial de Halterofilismo Paraolímpico, entre os dias 3 e 11 de maio, já está na Coréia do Sul, na cidade de Busan. Os halterofilistas Alexsander Whitaker, de São Paulo, Josilene Alves, de Goiás, João Euzébio e Maria Luzineide, ambos do Rio Grande do Norte, juntaram-se a aproximadamente 300 halterofilistas de 53 países.

“Vou brigar pela medalha e pela conquista da vaga para os Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008”, afirma Alexsander, quarto colocado na Paraolimpíada de Atenas (2004). Quem também representou a modalidade na Grécia foi João Euzébio, que conta com grandes chances de conquistar o pódio no Mundial. Josilene Alves e Maria Luzineide, embora nunca tenham participado de uma Paraolimpíada, chegam ao Mundial com o objetivo de mostrar o crescimento da participação feminina no esporte brasileiro.

A primeira vez na qual o halterofilismo paraolímpico apareceu numa Paraolimpíada foi em 1964, na capital japonesa Tóquio. Na época, o esporte era usualmente chamado de “Levantamento de Peso”. A deficiência dos atletas era exclusivamente a lesão de coluna vertebral. Desde então até os Jogos de Atlanta-96, a participação foi exclusivamente masculina. Quatro anos depois, em Sydney, as mulheres competiram pela primeira vez. Atualmente, cerca de 100 países dos cinco continentes possuem halterofilistas paraolímpicos.

Halterofilistas brasileiros no Mundial por estado e categoria.

Goiás (Goiânia): Josilene Alves, categoria 67,5Kg.

São Paulo (capital): Alexsander Whitaker, categoria 67,5Kg.

Rio Grande do Norte (Todos de Natal): João Euzébio Batista, categoria 82,5Kg, e Maria Luzineide, categoria 44Kg.

Descrição da modalidade: Ao contrário do que possa parecer, a modalidade não depende só de força, mas também de técnica. Tamanho crescimento foi ocasionado pela participação feminina, de competidores amputados, pessoas com paralisia cerebral, dentre pessoas com outros tipos de deficiência motora. As regras do esporte são similares às adotadas em competições olímpicas. O Comitê de Halterofilismo do Comitê Paraolímpico Internacional é o órgão responsável pela administração e desenvolvimento da modalidade, criado em 1989.

Em todas as classes, os atletas competem deitados durante suas tentativas. Halterofilistas com paralisia cerebral podem ficar com as pernas encurvadas e também podem se amarrar, com uma tira, no banco onde ficam deitados. Alguns competidores podem utilizar uma segunda tira para uma maior segurança deles próprios, com o objetivo de evitar movimentos involuntários. A barra, que pesa 25 quilos, é colocada horizontalmente em dois suportes – um à direita e o outro à esquerda do assento onde ficam os atletas. Assistentes oficiais levantam a barra e a colocam no nível dos dois braços esticados dos competidores. Nesta posição, um sinal é dado e começa uma das três tentativas a que os halterofilistas têm direito. Cada uma delas consiste em baixar a barra até a altura do peito, mantê-la imóvel e levantá-la com os braços até que eles estejam estendidos. O tempo para conclusão do levantamento é de dois minutos. Vence quem conseguir a maior soma de pesos levantados nas três chances.





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