Cassilândia, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

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21/02/2008 08:37

Brasileira é detida por três dias em aeroporto espanhol

Ana Luísa Médici /ABr

São Paulo - Patrícia Camargo Magalhães iria participar pela primeira vez de um congresso internacional de Física em Lisboa, capital de Portugal. Para economizar, resolveu pousar em Madri, na Espanha, antes de pegar um vôo de conexão.

Mas o sonho de estar em companhia de alguns dos mais importantes pesquisadores do mundo na área de Partículas Elementares foi interrompido por autoridades espanholas que não a deixaram entrar no país.

Em vez de participar do congresso, Patrícia ficou 3 dias detida no aeroporto de Madri, onde ficou confinada em uma sala com outras cerca de 60 pessoas.

Patrícia conta que, por causa da superlotação do local, foi obrigada muitas vezes a descansar e comer no chão. Também ficou sem tomar banho e escovar os dentes.

O argumento para não poder entrar no país Patrícia só soube no último dia 12, pouco antes de ser levada para o avião que a traria de volta ao Brasil. A razão, segundo ela, seria a falta de documentação adequada que justificasse o motivo e condições de estadia na Europa.

Ao chegar em Madri, às 9h30 do dia 10 de fevereiro, autoridades espanholas pediram a Patrícia o comprovante de reserva do hotel em que ela ficaria em Lisboa. Ela estava sem o documento e por isso foi detida no aeroporto.

Então, Patrícia entrou em contato com seu orientador, o professor titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) Manoel Roberto Robilotta, que também estaria no congresso.

Ele enviou um fax para a imigração espanhola no aeroporto de Madri, confirmando que Patrícia participaria do evento. A mesma carta foi enviada ao consulado brasileiro em Madri.

Robilotta também se mobilizou para que o hotel de Lisboa enviasse às autoridades espanholas a confirmação de reserva. O esforço foi em vão, e Patrícia não foi liberada. O Itamaraty também foi acionado no Brasil pela família de Patrícia.

O Ministério das Relações Exteriores diz que entrou em contato com o consulado brasileiro na Espanha pedindo a liberação dela. Mas, de acordo com o ministério, não foi possível convencer as autoridades espanholas.

Desde a última sexta-feira (15), o médico brasileiro Mohamed Kassen Omais está preso no Líbano sob a acusação de terrorismo. Segundo a família dele, Omais foi confundido com um homônimo cujo nome consta de uma lista de terroristas procurados.




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