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22/09/2004 07:09

Brasil Paraolímpico continua com tudo em Atenas

Comitê Paraolímpico Brasileiro

Ontem foi um dia de mais vitória em Atenas. O cobra d’água Clodoaldo Silva bateu mais dois recordes: um mundial e outro paraolímpico. Desta vez, a façanha foi nos 200m livre. O nadador potiguar obteve o tempo de 2min55s75. Para rechear ainda mais o quadro de medalhas brasileiro, que terminou este dia 21 de setembro, Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, em 13º lugar no quadro geral dos Jogos Paraolímpicos, o meio fundista Odair dos Santos conquistou mais uma medalha prateada para o Brasil. A delegação fecha o dia com seis ouros, quatro pratas e dois bronzes.



Clodoaldo retomou seu posto de recordista mundial nos 200m livre. A primeira vez que bateu recorde nesta prova foi em 2002, quando trouxe do Mundial de Natação Paraolímpico, na Argentina, três recordes mundiais – nos 50, 100 e 200m. Depois disso, todas as vezes que nadou em competições oficiais, bateu o seu próprio recorde nos 50 e 100m livre. Nos 200m, que Clodoaldo afirma não ser a sua melhor prova, ele perdeu a marca em agosto de 2003, para o japonês Yuji Hanada, que ficou com o bronze na prova de hoje.



O destruidor de recordes ainda compete em mais cinco provas. Amanhã é a vez dos 50m borboleta, que o nadador também diz que não é especialista. Mas podemos esperar tudo de Clodoaldo “Recorde” da Silva (apelido dado pelos seus amigos da natação). Hoje, depois de nadar, o natalense conversou ao telefone com sua mãe, Maria das Neves da Silva, a quem ele tem tremenda admiração. “Obrigado por ter me colocado no mundo mãe”, disse emocionado.



O nadador teve paralisia cerebral por falta de oxigênio durante o parto, o que afetou os movimentos das pernas e trouxe uma pequena falta de coordenação motora. Conheceu a natação como processo de reabilitação, em 1996, e logo depois começou a se dedicar ao esporte de alto-rendimento. Somente em paraolimpíadas, ele já coleciona seis medalhas: dois ouros, três pratas e um bronze.



“Tudo que estou recebendo é premiação de quatro anos de trabalho. Essa não é a minha prova. Nos 200m tem que usar muito a cabeça. Não gosto de pensar. Eu gosto é de meter o braço”, completou Clodoaldo. O segundo lugar ficou para o espanhol Richard Oribe com 3min02s25 e o bronze foi o japonês Yuji Hanada com 3min05s65.



A EVOLUÇÃO DA FERA: Clodoaldo tem quebrado recordes atrás de recordes. Suas fantásticas performances se devem a uma preparação profissional e intensiva disponibilizada pelo CPB. Com o programa de avaliações físicas, psicológicas e nutricionais – inédita no mundo – o nadador potiguar melhorou em vários aspectos, como no físico. Um exemplo disso é a maior extensão de braçada que o tubarão tinha em 2002: 1,53m. Hoje, chega a significativos 1,87m. Clodoaldo é apenas um das dezenas de paraolímpicos já submetidos a esta séria e eficaz iniciativa. Para a natação, foi desenvolvido um software que faz uma análise quantitativa e qualitativa da performance do atleta durante as provas. O número e a velocidade das braçadas são alguns dos fatores observados pelo programa de computador.



Atletismo: Prata da vez

O meio fundista Odair dos Santos conquista mais uma prata para o Brasil



No Estádio Olímpico de Atenas, a vez foi do paulista Odair dos Santos. O jovem de 23 anos chegou em segundo lugar na prova mais disputada do atletismo na Paraolimpíada: os 1.500m. Ele conquistou o tempo de 3min54s06, deixando o queniano Emanuel Asinikal, para trás com 3min54s74. O tunisiano Maher Bouallegue foi o grande vencedor e agora é o atual recordista mundial com o tempo de 3min51s09.



“Foi o melhor tempo de toda minha carreira. Não esperava ter um desempenho tão bom. Estou muito feliz por essa medalha”, afirmou. Ao término da prova, o atleta brasileiro deu uma volta paraolímpica com a bandeira brasileira nas mãos, juntamente com outro brasileiro – Gilson dos Anjos, que terminou na 9ª colocação. Mais uma demonstração de união da delegação que está na Grécia.



Essa é a primeira vez que Odair compete numa edição paraolímpica e ainda terá chances de abocanhar medalhas em mais três provas: 800m, 5000m e revezamento 4x100m. O tempo que conquistou hoje nas terras helênicas também o possibilitará a disputar a maior competição de atletismo do País: o Troféu Brasil, cujo o índice para competir os 1.500m é de 3min56s.

Perfil do atleta: Ele é um paulistano de 23 anos. O ano de 2003 foi o marco inicial de sua carreira meteórica como atleta paraolímpico. Neste mesmo ano, Dinho já faturou três medalhas de ouro nos 400m, 800m e 1500m, no Parapan-americano de Mar del Plata, na Argentina. Antes disso, Odair Ferreira dos Santos corria pelas ruas da cidade, mas não era para competir. Ele inspira-se no estilo de corrida do pentacampeão da São Silvestre, o queniano Paul Tergat. Em Atenas, sua primeira Paraolimpíada, ele sonha com uma medalha, de preferência, a de ouro. Nas poucas horas vagas, o atleta ouve uma boa música. Sua retinose pigmentar não o impede de brilhar nas pistas de atletismo.

Classificação: de forma simplificada, as classes para deficientes visuais podem ser divididas e explicadas por: T11, atletas cegos; T12, atletas que enxergam apenas vultos e T13, para atletas que conseguem formar imagens. A deficiência do nosso tímido corredor foi causada por retinose pigmentar.




Assessoria de Comunicação do CPB

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