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16/10/2005 17:52

Brasil já tem oito bancos de sangue de cordão umbilical

Alana Gandra/ABr

O número de bancos de sangue de cordão umbilical, públicos e privados, vem aumentando no Brasil nos últimos anos. Em 2000, não havia no país nenhuma unidade coletora e armazenadora. Hoje, cerca de três bancos privados e dois públicos, integrantes da rede pública de bancos de sangue de cordão umbilical Brasilcord, atuam neste segmento, com operação nacional, além de outros três bancos privados, cuja ação é mais localizada.

De acordo com informação do banco de células de sangue do cordão umbilical do Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, há no exterior mais de cem bancos de sangue de cordão.

Um dos bancos privados de maior expressão nacional é o banco de sangue de cordão umbilical do Pólo de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Bio Rio). A Cryopraxis elevou em apenas um ano o número de coletas diárias, que era de duas a três, em 2004, para cerca de dez/dia este ano, atingindo padrões internacionais.

O diretor da Cryopraxis, Eduardo Cruz, explicou que a coleta quadruplicou em cinco anos em função das perspectivas do potencial de utilização do sangue do cordão em outras terapias, como já vem ocorrendo em vários países. Nos Estados Unidos, o banco de sangue de cordão é considerado como "um banco da família", que apresenta um patrimônio potencial para possível uso futuro no combate a vários tipos de doenças, esclareceu. Cruz espera que a coleta se eleve ainda mais, atingindo até 50/dia ou 1,5 mil por mês.

Também presidente do Pólo Bio Rio, Cruz explicou que a Cryopraxis nasceu há seis ou sete anos quando um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) constatou a crescente preocupação e interesse da comunidade científica em relação ao assunto das células-tronco. Essas células surgem no ser humano ainda na fase embrionária, antes do nascimento, e podem gerar, a princípio, qualquer tecido existente no organismo.

Ele esclareceu que a Cryopraxis é uma empresa pioneira em manter um banco de sangue de cordão umbilical autólogo no Brasil, onde o doador armazena seu próprio material para uma futura necessidade dele ou de um familiar que tecnica e juridicamente possa fazer uso daquela reserva. Ao contrário dos bancos públicos de sangue de cordão nos quais o material doado pode ser usado por outras pessoas.

Ele contou que há seis anos, quando o banco de sangue de cordão da UFRJ começou a funcionar, a única aplicação prevista para esse material era nas doenças relacionadas ao sangue, como leucemias e linfomas. Nessa época, era grande a dificuldade de se achar um doador compatível. Em famílias com história de câncer, indicou-se a conveniência, "se a família tem condição financeira", de armazenar o sangue do cordão umbilical da criança para uma necessidade eventual futura.

O primeiro transplante do mundo de sangue de cordão umbilical foi feito em 1988. Eduardo Cruz revelou que, "à luz do conhecimento científico daquela época, a probabilidade de que alguém guardasse sangue do cordão para uso próprio futuro era de um para 333 mil. Hoje, o quadro é de um para 27".
O médico observou que, se as novas pesquisas que vêm sendo efetuadas provarem o uso do sangue do cordão também para tratar degenerações cardíacas, "a chance de que você use (esse material) será de um para dois".

De 2001 para 2005, o número de profissionais empregados na Cryopraxis aumentou de cinco para 100, gerando mais de 500 postos de trabalho indiretos que atuam em parceria. A rede de coletadores da empresa inclui 400 enfermeiros habilitados e credenciados em todo o país. Eduardo Cruz chamou a atenção das autoridades para o exemplo dado por essa empresa, que nasceu em uma incubadora e provou que o investimento tecnológico pode dar certo no país, mostrando "capacidade geradora de riqueza".

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