Cassilândia, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

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01/08/2015 12:30

Boa educação desde filhote pode inibir o instinto de fuga dos pets

Saúde Plena

 

Ficar sem seu companheiro fiel, sem saber onde ele está, se seu pet está alimentado, com frio, ou machucado, tira a tranquilidade de qualquer um. Muitos colocam faixas, fazem campanhas no Facebook, perguntam para todos os vizinhos sobre informações do paradeiro de seu pet. Mas o que fazer para diminuir as chances de seu companheiro fugir? E uma vez que ele já tenha fugido, o que fazer para aumentar as chances de recuperá-lo?

Segundo a veterinária Giovana Mazzotti, especialista em comportamento animal, a educação do bicho é de suma importância. Para ela, é obrigação do dono educar o pet, assim como uma criança deve ser educada. “A pessoa compra um filhote sem estudar a raça, sem saber do que se trata. Muitas vezes, não adestra, não educa, e o animal fica muito independente e mimado, então se sente à vontade para sair de perto do dono”, aponta a veterinária.

Já o adestrador de cães Luiz Cláudio Barbosa afirma que, se o cachorro já tiver a “mania” de sair, a única saída é a educação corretiva por meio de adestramento. “Se o animal já tem esse hábito, ele vai tentar sair em qualquer oportunidade que tiver. Como ninguém consegue prestar atenção 24 horas por dia, no primeiro descuido o animal acaba fugindo.” O adestrador diz ainda que a fuga pelo portão é o comportamento mais rejeitado pelos donos. “A prioridade dos donos, que normalmente chega até mim, é essa história de o cachorro sair pelo portão quando o dono abre.”

Foi o caso da estudante Louyse Sousa e seu shih-tzu, Lucke. Quando, por descuido, o portão de casa ficou aberto por menos de uma hora, o pequeno Lucke saiu e desapareceu na rua. Quando Louyse percebeu a falta do pet, já não o encontrou mais pelas redondezas de casa. No mesmo dia, a estudante publicou uma foto do shih-tzu em seu perfil no Facebook. Segundo ela, em quatro dias, o post já havia sido compartilhado mais de 400 vezes.

Porém, apesar da campanha via rede social, e de cartazes pregados por praças e pet shops próximos à residência de Louyse, a busca não deu resultado por meses. Chegaram muitas ligações, dando dicas sobre Lucke, mas nenhuma levou a estudante a encontrar o animal. A jovem, inclusive, pensou que poderia não ver Lucke novamente. “Quando foi chegando o quarto mês de sumiço dele, já não acreditava mais que ele voltaria, estava muito triste”, diz ela.

Até que recebeu, então, outra ligação sobre o desaparecimento do pet. “Era uma moça, dizendo que estava com o Lucke. Não acreditei muito que era ele, mas tinha que ter certeza.” Ao chegar ao local de encontro, mesmo olhando para seu cachorro, Louyse continuou desconfiada. “Ele estava muito diferente, muito peludo e sujo. Comecei a achar que era ele mesmo quando veio correndo para cima de mim, me arranhou e babou toda, como ele sempre fez. Então, o virei de barriga para cima, e reconheci uma marca de nascença. Era ele mesmo.”

A veterinária afirma ainda que cada caso de fuga é diferente, tem suas particularidades, medos e ânsias. “O dono deve dedicar algum tempo para conhecer de verdade seu pet, para conhecer suas diferentes reações aos estímulos externos. Isso pode fazer a diferença em diversas situações.” Segundo ela, alguns cachorros apresentam reações exageradas a certos fatores, como calor, frio, escuro, barulho etc.

Assim aconteceu com Mousse, a weimaraner de Felipe Darsa. A cadela tinha muito medo de barulho e, quando a família viajou para o ano-novo e a deixou em casa com a empregada, Mousse fugiu. “A empregada nos avisou no dia seguinte pela manhã. Achamos que ela se assustou com os fogos de artifício e, como não tinha ninguém para acalmá-la, saiu correndo.” A família fez de tudo para recuperar a weimaraner, sem obter sucesso na busca. “De campanhas virtuais a faixas nas proximidades de casa, nada deu resultado. Foi um baque na família, ficamos muito tristes.”

Segundo a veterinária Giovana Mazzotti, uma boa dica para donos de cães fujões é deixá-los com a coleira — sem a guia — o tempo inteiro. “Para facilitar a captura do cão, caso ele fuja, é bom mantê-lo com a coleira integralmente. Ela facilita tanto a identificação do cachorro, quanto o momento de agarrá-lo, caso ele esteja fugindo.”

Para não perder seu pet:
Eduque-A educação do pet é o fato primordial para que ele resolva fugir ou não. Cães mais independentes ou com menos respeito pelos donos têm mais chance de tentar fugir.

Use placas de identificação de metal -Ela deve conter o nome do dono, além de telefones e endereço. O metal garante que a placa não se deteriorará rapidamente caso o pet esteja perdido.

Mantenha portões e cercas fechados -Faça checagens regulares em sua cerca, atrás de possíveis buracos ou falhas em geral. Lembre-se de se manter alerta na abertura e no fechamento dos portões. A maioria das fugas acontece desse modo.

Evite a proximidade com fêmeas no cio - fêmeas no cio liberam feromônios, que podem ser sentidos pelos machos a dezenas de metros de distância, o que deixa tanto fêmeas quanto machos muito agitados, aumentando as chances de fuga.

Nunca deixe o animal fora de casa sem coleira -A famosa voltinha sem coleira representa um perigo enorme. O animal se distrai muito facilmente, e o mundo exterior é muito atraente para pets.

Se o animal fugir:
Faça campanhas nas redes sociais.

Peça ajuda dos amigos para compartilhar para o maior número de pessoas que puderem.

Imprima cartazes e cole em praças, pet shops e centros de zoonoses da região de sua casa.

Não desista! Há relatos de animais que apareceram após muito tempo sumidos.

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