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22/10/2004 15:57

Bellini revela porque levantou a taça Jules Rimet

CBF News

Bellini foi o capitão da primeira Copa do Mundo que o Brasil conquistou, em 1958, na Suécia. Na época zagueiro do Vasco, foi ele quem eternizou o gesto de levantar a taça que os capitães de todas as seleções campeãs do mundo passaram a repetir.

Hilderaldo Luís Bellini nasceu em Itapira (SP), em 21 de junho de 1930. Chegou à Seleção Brasileira jogando pelo Vasco, passou pelo São Paulo e encerrou a carreira no Atlético Paranaense em um dia que ele jamais vai esquecer: 20 de julho de 1969, o dia em que o homem pisou na Lua. Neste ano, juntamente com Djalma Santos, também bicampeão do mundo pela Seleção Brasileira, Belini foi campeão paranaense.

Zagueiro de estilo vigoroso, líder nato, Bellini entrou para a história do futebol mundial ao erguer a Taça Jules Rimet no dia 29 de junho de 1958, no Estádio Rasunda, em Estocolmo, depois da goleada de 5 a 2 do Brasil sobre a Suécia no jogo decisivo do Mundial. O gesto, que é copiado até hoje, surgiu do acaso. Bellini conta como aconteceu.

- Não pensei em erguer a taça, na verdade não sabia o que fazer com ela quando a recebi do Rei Gustavo, da Suécia. Na cerimônia de entrega da Jules Rimet, a confusão era grande, havia muitos fotógrafos procurando uma melhor posição. Foi então que alguns deles, os mais baixinhos, começaram a gritar: "Bellini, levanta a taça, levanta Bellini!", já que não estavam conseguindo fotografar. Foi quando eu a ergui - conta.

O gesto de Bellini simbolizou à perfeição o primeiro título mundial do Brasil, conquistado por uma Seleção que muitos garantem ter sido a melhor da história. O zagueiro se tornou com o título um dos jogadores mais populares do Brasil, admirado pelos torcedores, que viam nele um exemplo de raça que levou a Seleção Brasileira a fazer o mundo se curvar ao nosso futebol.

O campeonato mundial da Suécia rendeu para Bellini a transferência do Vasco para o São Paulo (onde jogava na campanha do bicampeonato mundial, em 1962) e convites para muitos contratos fora dos gramados. Alto, com pose de galã, Bellini passou a ser requisitado para as mais variadas campanhas publicitárias em jornais, revistas e na TV que então começava a conquistar seu espaço. Participou de fotonovelas em quadrinhos de revistas da época e recebeu até mesmo convite para ser ator de cinema.

Foi nessa época que Belini conheceu Giselda, também de Itapira, com quem se casou em janeiro de 1963. Quando se conheceram, Giselda tinha 14 anos e lembra que não entendia direito por que falavam tanto naquele jogador que era nascido na mesma cidade. Bastou o primeiro encontro, quando Bellini foi a Itapira receber uma homenagem, para começarem a namorar.

- Me casei com 17 anos. Mas no início do namoro, eu tinha 14, e o Bellini chegou a quase desistir, alegando que a diferença de idade ia atrapalhar. Mas depois me presenteou no Natal com o anel de noivado. Disse que eu era a única pessoa de quem sentia falta, que eu seria a mulher da vida dele. Acho que não se arrependeu, já que estamos casados há 42 anos - conta Giselda.

Do casamento, nasceram Carla e Júnior, filhos dos quais Bellini e Giselda se orgulham. Carla trabalha com informática e Júnior é administrador de empresas, um funcionário bem-sucedido da Volkswagen. Professora universitária, trabalhando atualmente no Colégio Nossa Senhora de Sion, em Higienópolis, São Paulo, Giselda conta que o marido tem evitado dar entrevistas. Mas garante que ele não tem nenhum problema de saúde como chegaram a noticiar.

- Ele está bem, tem muitos amigos aqui no bairro, é uma pessoa muito querida e admirada pelas pessoas - diz Giselda.

Neste sábado, Bellini será homenageado pela Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo. No dia 4 de novembro, será a vez do São Paulo prestar a homenagem ao seu ex-zagueiro. No dia 20 de novembro, será em Itapira, quando a família do zagueiro, tradicional na cidade, será reverenciada pela Prefeitura local.

- Tem sempre algum evento acontecendo. Ele fica muito feliz com essas homenagens, orgulhoso por saber que até hoje é respeitado por tudo o que fez no futebol - diz Giselda.

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