Cassilândia, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

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12/11/2005 19:14

Barros deixou cartas a parentes, amigos e à imprensa

Humberto Marques e Inara Silva/Campo Grande News

O ambientalista Francisco Alves de Barros, que na manhã de hoje ateou fogo ao próprio corpo – durante protesto contra a implantação de usinas na Bacia do Alto Paraguai – deixou pelo menos 15 cartas endereçadas a familiares, amigos e à imprensa. Na missiva endereçada aos veículos de comunicação, Barros faz críticas à ação do governo federal em questões como a transposição do rio São Francisco, reforma agrária, e, acerca do Pantanal, criticou duramente as propostas para a navegação no rio, implantação dos pólos siderúrgico e gás químico, além do projeto sobre a instalação de empreendimentos sucroalcooleiros na BAP (bacia do Alto Paraguai).

“Já que não temos votos para salvar o Pantanal, vamos dar a vida para salva-lo”, finalizou, em referência a posição dos parlamentares do Estado quanto à votação do projeto do Executivo estadual, que pretende autorizar a instalação de usinas na região. Leia, abaixo, a íntegra da carta que Francisco de Barros endereçou à imprensa:

“Meus queridos pares,

Pioneiros no Brasil na questão do meio ambiente, hoje somos passados para trás por interesses de maus políticos, maus empresários e PhD’s de aluguel. Em termos de Brasil, estamos vendo o barco afundar e ninguém diz nada.

São transgênicos entrando de contrabando pelo Sul, e o governo apoiando. São queimadas da Amazônia, e o governo impassível. Gente com terra do tamanho de um Estado, e a gente sem terra. É transposição do rio São Francisco, no lugar de revitalização.

No Pantanal, querem fazer do rio Paraguai um canal de navegação com portos para grandes embarcações e grandes comboios. É pólo siderúrgico, é pólo gás-químico. Agora, querem fazer usinas de álcool na Bacia do Alto Paraguai. Um terço dos deputados estaduais são a favor. Um terço contra. E um terço sem saber o que é. Já que não temos votos para salvar o Pantanal, vamos dar a vida para salva-lo”.

As cartas foram deixadas em uma pasta, entregue pelo ambientalista a Jorge Gonda – que estava no ato. Segundo o boletim de ocorrência lavrado no 1º DP pelo próprio Gonda e por Douglas Ramos (da Fundação para Conservação da Natureza de MS, a Fuconams, criada por Barros), a vítima deixou a pasta alegando que já retornaria para pega-la. Editor da revista Executivo Plus, Barros sofreu queimaduras em todo o corpo, e está internado na UTI da Santa Casa de Campo Grande. Seu estado é considerado gravíssimo.

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