Cassilândia, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

Últimas Notícias

28/01/2009 21:23

Banco Palmas mostra uma maneira diferente de emprestar

Roberta Lopes, ABr

Brasília - Numa época de crise aguda no sistema financeiro mundial, uma experiência no Ceará mostra uma outra maneria de administrar um banco que atenda os interesses da comunidade. O Banco Palmas é gerido pela comunidade do bairro Conjunto Palmeiras na cidade de Fortaleza (CE). Segundo o presidente do banco, João Joaquim de Melo Neto, o objetivo é fazer com que a comunidade tenha dinheiro para gastar dentro do próprio bairro e com isso promover a economia local.

"O banco comunitário é uma rede que estimula a produção, o comércio, e reorganiza a economia daquela comunidade” afirmou Melo Neto em entrevista ao Programa 3 a 1, da TV Brasil.

O banco tem uma moeda própria que é o Palma, indexado ao Real. Com isso, um Palma vale um Real. O banco funciona no sistema de microcrédito e hoje tem R$ 700 mil emprestados para pessoas da comunidade. O valor dos juros é entre 1% a 3% ao mês e valor máximo para empréstimo é de R$ 1 mil .

Além do sistema de microcrédito, há também um cartão de crédito usado em comércios da comunidade. Esse cartão funciona como um cartão de banco e ao final de um mês o dono do cartão paga ao banco o valor feito em compras. Melo Meto explica que a grande vantagem desse sistema é o fato de fazer com que o dinheiro circule dentro da comunidade.

“É um sistema local, que faz com que as pessoas produzam e consumam no próprio local e isso faz uma rede de consumidores”, disse.

Como o Palma circula somente dentro do bairro, quem precisar sair da comunidade para fazer compras pode trocar Palmas por Reais, sem qualquer custo adicional. A idéia do banco surgiu da necessidade da comunidade ter dinheiro para ter acesso a suas necessidades básicas como alimentação e vestuário.

“A idéia nasceu do debate da comunidade e de dizer que nós podemos resolver o nosso problema de pobreza. Nós não somos pobres, temos uma reserva monetária gigantesca a nossa volta. O segredo e fazer com que essa reserva não vá para o ralo então surgiu essa idéia de se criar um banco que automaticamente tivesse estimulo a produção e ao consumo”, explicou Melo Neto.

O capital inicial veio de doação de uma Organização Não-Governamental (ONG) no valor de R$ 2 mil e, logo na inauguração, todo o dinheiro foi emprestado. Na medida em que os empréstimos foram sendo pagos, o banco pode fazer seu caixa. Além disso, o banco também recebeu doações de ONGs de outros países como Espanha, Alemanha, Holanda, entre outros. Hoje, o caixa total do banco é de R$ 1, 8 milhões.


Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Segunda, 05 de Dezembro de 2016
Domingo, 04 de Dezembro de 2016
09:00
Maternidade
Sábado, 03 de Dezembro de 2016
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)