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15/08/2005 16:55

Banco do Brasil eleva juro na safra 2005/2006

Fabiana Silvestre / Campo Grande News

Uma das estratégias adotadas pelo Banco do Brasil para tentar frear a inadimplência dos produtores de Mato Grosso do Sul, que chega a 11,5%, foi o aumento do percentual de recursos livres para a próxima safra, com juros de 18% a 20% ao ano (dependendo da atividade), em relação aos recursos controlados (8,75%).

Conforme o superintendente do banco no Estado, Marcos Galles, os recursos livres passarão de 49% (aplicados na safra passada), para 60% nesta. Já os recursos controlados sofrerão redução de 51% para 40%. Segundo Galles, dos R$ 1,2 bilhão destinado à safra 2004/2005, R$ 200 milhões já estão disponíveis nas agências do banco.

Confira a disposição dos recursos a serem financiados:

Até R$ 50 mil – 100% controlados;
R$ 51 mil a R$ 100 mil – 70% controlados e 30% livres;
R$ 101 mil a R$ 200 mil – 50% controlados e 50% livres;
R$ 201 mil a R$ 500 mil – 40% controlados e 60% livres;
R$ 501 mil a R$ 1 milhão – 30% controlados e 60% livres;
Acima de R$ 1 milhão – 20% controlados e 80% livres.

Compasso de espera – A expectativa do Banco do Brasil, interessado em receber os débitos que chegam a R$ 350 milhões no Estado, e dos produtores, em quitar as dívidas e contrair novos financiamentos, é quanto à votação, no Conselho Monetário Nacional, de resolução que autorize a rolagem da dívida dos produtores inadimplentes.

A prorrogação do prazo foi anunciada pelo ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, mas não foi efetivada. “Também estamos na expectativa que seja autorizada pelo conselho nesta semana”, afirma Galles. Caso não seja aprovada, ele informa que o Banco do Brasil notificará os produtores inadimplentes, que, se não quitarem os débitos, serão inscritos na dívida ativa e não poderão contrair novos financiamentos do banco.

Para o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Leôncio Brito, “não há o que fazer, estamos em compasso de espera” até que o conselho se manifeste. “O raciocínio será um se prorrogar o prazo e outro se não prorrogar”, diz.

Ele pediu o apoio do banco para, juntamente com a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) e a bancada ruralista no Congresso Nacional, pressionar o governo para que cumpra a promessa feita pelo ministro Rodrigues, de rolagem das dívidas. A proposta será votada no Conselho Monetário Nacional nesta semana.

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