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20/03/2007 15:13

Banca ruralista critica opção por Stephanes

Marta Ferreira - Campo Grande News

Depois da gafe de escolher para o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) um deputado investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) – Odílio Balbinotti, que desistiu da pasta por razões óbvias – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode enfrentar nova safra de críticas caso se confirme o nome do ex-ministro da Previdência Reinhold Stephanes, deputado do PMDB do Paraná, para a pasta. Integrantes da bancada ruralista ouvidos pelo Campo Grande News criticaram a opção de Lula, já dada como certa por parte da imprensa, alegando, principalmente, que Stephanes não tem currículo suficiente para assumir um setor tão importante no País. Entre esses deputados, o sul-mato-grossense Waldemir Moka, integrante da lista de ministeriáveis do PDMB, aparece como o preferido para a vaga que pode ficar com Stephanes.

“ Ele [Stephanes] não tem vinculação com o setor”, criticou o deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP/RS), que é produtor rural e engenheiro agrônomo e integra a Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. “ A gente lamenta essa escolha”, completou.

Para o deputado gaúcho, aliada ao fato de que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) pouco trata do setor agropecuário, a escolha de um ministro que não tem tanto trânsito no setor indica que está havendo descaso do governo Lula com o agronegócio. “ O ministério da Agricultura está perdendo força política”, define. Essa perda, na avaliação de Heinze, se traduz em menos dinheiro. Ele disse ao Campo Grande News que examinou números do orçamento do setor hoje e exemplificou com os investimentos previstos em Sanidade Animal. “Nós queríamos R$ 260 milhões, foram aprovados R$ 120 milhões, menos da metade”.

Embora tenha classificado o ex-ministro como uma pessoa “séria”, o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Agrário, Odacir Zonta (PP/SC), disse que, “como membro ligado à agricultura, ele é um ilustre desconhecido”, ao avaliar a possibilidade de escolha que, disse estar torcendo para não ser ratificado. Zonta comentou que o agronegócio brasileiro é a principal expressão da economia nacional e, que pela diversidade de fatores a serem avaliados para cuidar da pasta, é preciso ser próximo dela para não perder tempo. “Ela é muito dinâmica. É preciso estar no dia a dia do setor para conhecer e saber agir”.

A crítica dos deputados é parecida com a que foi feita pelo governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), em entrevista à Folha On Line. . "Stephanes não é da área. É melhor alguém que seja. Se para alguém que é do ramo a agricultura já é um tremendo desafio, imagina para quem não é."

Waldemir Moka é o preferido

Ronaldo Caiado (PFL/GO), outro que foi ouvido pelo Campo Grande News, disse que só comentaria a escolha depois que ela for oficializada, mas adiantou que sua torcida era, como a dos outros dois parlamentares entrevistados, para que o deputado Waldemir Moka (PMDB/MS) fosse o escolhido de Lula.

O deputado Heinze acusa o ex-governador Zeca do PT pela não escolha de Moka, se ela se confirmar. Zeca e Moka, apesar de primos, são adversários históricos, tanto quanto o PT e o PMDB em âmbito estadual.

O deputado Heinze diz que o veto ao nome do peemedebista partiu de Zeca, que passou o fim de semana com Lula, e avaliou como “pequena” a atitude. “Se ele tivesse grandeza, não pensariam em questões partidárias ou pessoais e sim na agricultura do País”.

Zonta defendeu o nome de Moka, junto com o de Moacir Micheletto (PMDB/PR), para a Agricultura. “São nomes que têm história ligada ao setor”, lembrou. Heinze acrescentou, em defesa de Moka, que ele trabalhou em defesa da agricultura desde que assumiu uma vaga na Câmara Federal. Moka está em seu terceiro mandato e já presidiu a Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Agrário.

Além dele e de Stephanes, a lista de nomes que o PMDB apresentou a Lula para a escolha do ministro da Agricultura é composta Fernando Diniz (MG), Valdir Colato (SC), Tadeu Felipelli (DF) e Eunício Oliveira (CE). Moacir Micheletto (PR) chegou a ser cogitado para integrar a lista, mas não foi levado pela cúpula do PMDB ao presidente Lula. O presidente disse hoje em Goiás que só anunciará amanhã o nome do ministro da Agricultura.

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