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18/07/2012 20:08

Aumento do preço do diesel chega à bomba e deve afetar vários setores

Paula Vitorino, Campo Grande News

A alta de 6% no preço do diesel, registrada nesta segunda-feira (16), já reflete no bolso do consumidor e, principalmente, de quem depende do combustível para trabalhar. Este é o segundo aumento em pouco mais de um mês. A primeira alta foi de 2%, após mais de um ano de estagnação no preço.

“É um grande transtorno. No final do mês é que a gente vê o gasto a mais no bolso”, diz a agropecuarista Maria Alves, de 46 anos, que viaja constantemente com veículo a diesel.

O consumidor Renato Felipe Magalhães, de 43 anos, ainda lembra que o aumento do diesel é mais preocupante do que outros combustíveis justamente porque a maioria dos usuários são “trabalhadores do transporte”, o que influencia o preço de outros setores.

Nas bombas, a reportagem apurou que o reajuste de 8% representa aumento entre 9 e 11 centavos por litro.

Efeito cascata-O que em pequenas quantidades pode parecer pouco, o Sindicargas (Sindicatos dos Trabalhadores e Transportadores de Cargas de MS) alerta representar um grande rombo no bolso para quem abastece diariamente até uma média de 300 a 400 litros–caminhões de médio e grande porte que realizam viagens interestaduais.

No cálculo do Sindicato, uma transportadora que consome cerca de 20 mil litros por mês vai perder cerca de 1,2mil litros com o aumento.

O prejuízo, alerta o Sindicargas, não pode ser absorvido pelas transportadoras e vai ser repassado para o consumidor final, que consome os produtos transportados em todo o Brasil. Cerca de 70% do transporte realizado no país é feito por meio das rodovias.

Ainda de acordo com o Sindicato, o preço do diesel em Mato Grosso do Sul é um dos mais caros do país, o que prejudica a competitividade do Estado.

Com a alta, o preço do combustível no Estado está variando entre R$ 2,10 e R$ 2,40, de acordo com o Sindicato.

Frete - A alta do diesel vem junto com a queda do preço oferecido pelo frete, o que representa prejuízo dobrado para os motoristas, diz o sindicato.

“Não está mais compensando fazer frete. O preço está caindo e a gente acaba gastando quase tudo que ganha com o óleo (combustível)”, diz o motorista Erly Garcia, de 35 anos.

De acordo com o Sindicato, o gasto com o combustível representa 60% do ganho com o frete.

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