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22/07/2004 14:52

Associação:Leucemia aguda "de novo” e ingestão alcoólica

Agência Notisa (jornalismo científico - scientific journalism)

Alguns pesquisadores têm estabelecido relações estatísticas de proteção ou de agravo entre a ingestão de bebidas alcoólicas e o câncer. Sabidamente, o álcool é fator de risco para neoplasia gastrointestinal , orofaríngea e de mama. Por outro lado, estudos, mais especificamente que dizem respeito às patologias malignas hemopoiéticas (linfomas, leucemias etc.), descreveram relações inversas entre o uso alcoólico e a incidência das doenças. Rauscher, Shore e Sandler, pesquisadores norte-americanos, o primeiro da Universidade de Illinoiss em Chicago, os dois restantes do Research Triangle Park do National Institute of Environmental Health Sciences, investigaram, de forma pioneira, através de um estudo de caso controle, a relação para risco entre o consumo de álcool e a leucemia aguda em adultos.

Em artigo que será publicado na revista Leukemia Research, os pesquisadores descrevem estudo ético aprovado pelo National Institutes of Health (ministério da saúde norte-americano) que validou 765 casos e 618 controles, estes colhidos aleatóriamente. Todos os casos eram portadores de leucemia aguda “de novo” (primária)) e foram coletados através do Câncer and Leukemia Group B (CLGB), uma cooperativa de pesquisa em tratamento de câncer que congrega várias instituições e fornece dados de diagnóstico dos EUA e Canadá. Metodicamente distribuídos quanto às variáveis residência, resposta à pesquisa por depoimento ou procuração, gênero, sexo, grau de instrução, idade, patologias cruzadas, tabagismo etc., os investigados foram submetidos a perguntas sobre uso de bebidas alcoólicas que englobavam fermentados e destilados, com estratégias diversificadas: “nós tabulamos as médias de uso semanal de cerveja, vinho e licores separadamente, e somamos as respostas para criar uma variável de ingesta para todas as bebidas alcoólicas combinadas”, dizem os cientistas. No que chamaram licores eles englobaram as outras modalidades tais como uísque, gim, vodca e rum. Como bebedores leves, moderados e pesados foram classificados, respectivamente, aqueles “que bebem um a cinco drinques por semana, seis a oito (em torno de um por dia) e mais do que oito por semana (acima de uma ingesta diária)”. Segundo o relato textual dos pesquisadores, usuários esporádicos ou abstêmios foram igualmente enquadrados, “o que não alterou os resultados”. Por outro lado, com relação a quantidades sorvidas, canecas e garrafas de cerveja foram cuidadosamente contabilizadas junto a copos de vinho e doses dos destilados.

Analisando os resultados, Rauscher e colegas encontraram, do ponto de vista estatístico, o uso leve e moderado de cerveja como fator de proteção para a leucemia aguda, contrapondo-se à ingesta moderada e pesada de vinho, que aparece como fator de risco positivo: “as categorias de ingesta leve e moderada de cerveja foram associadas a um risco relativo de 0,57 e 0,59. O risco relativo combinado para ingesta leve e moderada de cerveja foi de 0,58 (95%CI:0,44, 0,76) para todos os entrevistados combinados, e 0,64 (95% CI: 0,47, 0,87) após exclusão dos que responderam ao questionário por procuração. O risco relativo combinado para uso moderado e pesado de vinho foi 2,1 (95% CI: 1,2, 3,8) para todos os entrevistados e 2,6 (1,4, 4,8) após exclusão dos que foram representados oficialmente. As outras bebidas não foram associadas a risco”, dizem no texto, especulando sobre probabilidades causais para tais achados com relação, por exemplo, aos diferentes nutrientes que compõem a cerveja e o vinho,entre outros fatores.

No artigo, eles lembram trabalhos que já evidenciaram proteção pela bebida alcoólica para linfoma não hodgkins e leucemia linfocítica. Entretanto, afirmam, “nós não conhecemos outros estudos que ao investigarem a associação entre a ingesta de álcool e a incidência de câncer hemopoiético, tenham analisado em separado a cerveja e o vinho”, o que, segundo eles, teria ajudado a determinar a validade etiológica natural da diversidade encontrada com relação à leucemia aguda. A pesquisa foi financiada por doação do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos à Universidade de Illinois em Chicago e pelo National Institute of Environmental Health Sciences.

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