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18/03/2005 07:57

Assembléia e a CPI da desnutrição indígena

Marcelo Pereira/ANL
divulgaçãodivulgação

O diretor clínico do Hospital da Missão Caiuá, Franklin Amorin Saião, foi a primeira pessoa a prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga casos de desnutrição indígena na região de Dourados. O médico que trabalha na Missão há 17 anos explicou que a fome na aldeia é antiga. "Desde 1928, quando foi fundada a Missão na região, já havia problemas de saúde. A intenção do grupo era evangelizar o povo indígena, mas diante do quadro houve a decisão de se levar educação e saúde", contou Amorin Saião.

O diretor explicou que o Centrinho, como é conhecido o hospital da Missão Caiuá, recebeu no ano passado cerca de R$ 7 milhões. Esses recursos, estabelecidos através de um contrato com a Fundação Nacional de Saúde - Funasa, dentro do Programa Nacional de Saúde Índigena, foram administrados pelo próprio órgão do governo, enquanto à Missão Caiuá coube uma parte do valor para contratação de funcionários. "Esse contrato existe desde outubro de 1999. Inicialmente os recursos eram gerenciados somente pela Missão. Mas, a partir de 2002, a Funasa assumiu o gerenciamento destes recursos, enquanto a Missão ficou responsável pelos recursos humanos", diz Franklin Amorin Saião.

O médico reconheceu que as dificuldades aumentaram desde 2002. A burocracia para processos de licitação foi uma das mudanças negativas para garantir a ampliação dos tratamentos. "Houve maior demora no processo de compra e recebimento de medicamentos", examinou Amorin Saião.

Durante depoimento, Saião disse que o hospital da Missão Caiuá gasta mais com a capacitação de agentes do que com medicamentos. O Centrinho é um hospital de baixa complexidade e todos os problemas de saúde mais graves são encaminhados para o Hospital Evangélico, no município de Dourados. Na opinião do médico, houve falha no envolvimento dos agentes de saúde. "Eles não vestiram a camisa. Também faltou acompanhamento para discutir problemas e soluções para a comunidade", citou o médico que em nenhum momento do depoimento soube explicar quantas crianças morreram de desnutrição na região.

Para o diretor, os recursos são suficientes para o atendimento hospitalar, mas por conta dos investimentos na melhoria física e aumento de pessoal o valor não é o ideal. Ainda precisamos de mais estrutura e enfermeiros, mas sem dinheiro não tem como providenciar. Mas os documentos entregues à Comissão indicam gastos com combustível, mecânica e aparelhos transmissores de rádios.

O médico ainda afirmou que existem implicações históricas para erradicar a fome. "Não houve sucesso quando tentaram ensinar aos índios a plantar. E as etnias Kaiowá, Guarani e Terena têm características muito diferentes para que se possa generalizar uma forma de tratamento para todos. São diferenças nos hábitos, costumes, religião e línguas", explicou Amorin Saião ressaltando que a situação mudou: "Hoje existe miscigenação".

Outra causa da fome seria o crescimento vegetativo nas aldeias de Dourados. De acordo com o depoimento do médico, foram cerca de 500 nascimentos no ano passado. "Com isso aumentaram também os problemas sanitários e a capacidade de plantio continuou a mesma", declarou Saião.

O diretor clínico do Hospital da Missão Caiuá, Franklin Amorin Saião, foi a primeira pessoa a prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga casos de desnutrição indígena na região de Dourados. O médico que trabalha na Missão há 17 anos explicou que a fome na aldeia é antiga. "Desde 1928, quando foi fundada a Missão na região, já havia problemas de saúde. A intenção do grupo era evangelizar o povo indígena, mas diante do quadro houve a decisão de se levar educação e saúde", contou Amorin Saião.

O diretor explicou que o Centrinho, como é conhecido o hospital da Missão Caiuá, recebeu no ano passado cerca de R$ 7 milhões. Esses recursos, estabelecidos através de um contrato com a Fundação Nacional de Saúde - Funasa, dentro do Programa Nacional de Saúde Índigena, foram administrados pelo próprio órgão do governo, enquanto à Missão Caiuá coube uma parte do valor para contratação de funcionários. "Esse contrato existe desde outubro de 1999. Inicialmente os recursos eram gerenciados somente pela Missão. Mas, a partir de 2002, a Funasa assumiu o gerenciamento destes recursos, enquanto a Missão ficou responsável pelos recursos humanos", diz Franklin Amorin Saião.

O médico reconheceu que as dificuldades aumentaram desde 2002. A burocracia para processos de licitação foi uma das mudanças negativas para garantir a ampliação dos tratamentos. "Houve maior demora no processo de compra e recebimento de medicamentos", examinou Amorin Saião.

Durante depoimento, Saião disse que o hospital da Missão Caiuá gasta mais com a capacitação de agentes do que com medicamentos. O Centrinho é um hospital de baixa complexidade e todos os problemas de saúde mais graves são encaminhados para o Hospital Evangélico, no município de Dourados. Na opinião do médico, houve falha no envolvimento dos agentes de saúde. "Eles não vestiram a camisa. Também faltou acompanhamento para discutir problemas e soluções para a comunidade", citou o médico que em nenhum momento do depoimento soube explicar quantas crianças morreram de desnutrição na região.

Para o diretor, os recursos são suficientes para o atendimento hospitalar, mas por conta dos investimentos na melhoria física e aumento de pessoal o valor não é o ideal. Ainda precisamos de mais estrutura e enfermeiros, mas sem dinheiro não tem como providenciar. Mas os documentos entregues à Comissão indicam gastos com combustível, mecânica e aparelhos transmissores de rádios.

O médico ainda afirmou que existem implicações históricas para erradicar a fome. "Não houve sucesso quando tentaram ensinar aos índios a plantar. E as etnias Kaiowá, Guarani e Terena têm características muito diferentes para que se possa generalizar uma forma de tratamento para todos. São diferenças nos hábitos, costumes, religião e línguas", explicou Amorin Saião ressaltando que a situação mudou: "Hoje existe miscigenação".

Outra causa da fome seria o crescimento vegetativo nas aldeias de Dourados. De acordo com o depoimento do médico, foram cerca de 500 nascimentos no ano passado. "Com isso aumentaram também os problemas sanitários e a capacidade de plantio continuou a mesma", declarou Saião.

Os membros da CPI da desnutrição, Maurício Picarelli, Bela Barros, Pedro Kemp, Dr. Loester e Luizinho Tenório, também interrogaram o médico contratado pelo convênio Funsa - Missão Caiuá, Zelik Trajber.

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Agência de Notícias do Legislativo - ANL
Marcelo Pereira


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