Cassilândia, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

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20/09/2007 16:30

Artigo: Programa de Gestão Ambiental da Embrapa Pantanal

Fábio Galvani/ Aldalgiza Inês Campolin / Rubens da Silva Pinheiro

A preocupação ambiental é um tema relevante que deve envolver governo, empresas e a sociedade civil como um todo. A adoção de um Sistema de Gestão Ambiental por parte das empresas privadas, públicas e demais instituições, trás diversas contribuições sociais que promovem a saúde da população, além de uma melhor utilização dos recursos. Assim, as empresas e instituições do setor público, particularmente as que têm como missão direta promover o bem-estar da sociedade, deveriam ser as primeiras a tomar a iniciativa de implantar um sistema eficiente de Gestão Ambiental.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem procurado adequar sua atuação institucional na adoção de práticas baseadas em ética para com o meio ambiente. Assim ao explicitar seu compromisso ambiental institucional para a sociedade, a Embrapa sinaliza para a necessidade de considerar em seu dia-a-dia e em suas linhas de atuação o componente ambiental, de forma sustentável e, assim tornar coerente seu discurso com a prática.

Na Embrapa Pantanal encontra-se em fase de implantação um Programa de Gestão Ambiental baseado em diversas ações voltadas a melhorias de processos implementadas a partir de 1995.

Uma das iniciativas bem sucedidas foi a implantação, a partir de 2001, do Projeto Solar, que propõe um controle gerencial dos resíduos sólidos produzidos na empresa, incentivando a prática da coleta seletiva na Unidade e também na residência de funcionários, contribuindo para reduzir o consumo de matérias-primas que causam impacto ambiental desde a fase de extração, geração, beneficiamento e destino final. Entre as principais contribuições da reciclagem destacam-se a economia de matérias-primas e energia, o combate ao desperdício e a redução da poluição ambiental. Desde a implantação do Projeto Solar, a Embrapa Pantanal contribuiu para evitar a derrubada de 204 árvores adultas e economizou o consumo de 102 mil litros de água. Em 2003 o Projeto Solar recebeu o Prêmio por Excelência na categoria Destaque da Unidade, e está sendo difundido para outras empresas e escolas dos municípios de Corumbá e Ladário (MS).

Em 2004 iniciou-se o processo de compostagem dos resíduos orgânicos gerados na Unidade, com produção final de húmus a ser utilizado na produção de mudas e para venda como "terra vegetal", além disso, foi implantado um sistema simplificado de tratamento de água no campo experimental (Fazenda Nhumirim), para torná-la potável.

Com a aprovação de um projeto interno à Empresa intitulado Gestão Ambiental e Gerenciamento de Resíduos de Laboratórios e Campo Experimental da Embrapa Pantanal, diversas ações voltadas para a gestão de resíduos químicos gerados nos laboratórios e na Fazenda Nhumirim foram priorizadas e estão sendo implementadas. Este projeto contemplou ainda ações voltadas para a Educação Ambiental do público interno como: dinâmicas sobre percepção ambiental; palestras de sensibilização com a metodologia Os Seis Elementos, além de seminários para apropriação e aprofundamento de conceitos sobre ar, água, solo, flora, fauna e uma oficina para construção coletiva do “Kit” Os seis elementos onde, diversos pesquisadores da Unidade contribuíram para o sucesso de sua execução.

Um fator limitante até 2005 era a falta de espaço físico para a construção de um local apropriado para o gerenciamento de resíduos produzido nos laboratórios (GERELAB), além da falta de recursos financeiros específicos para tal. Estes problemas foram solucionados por meio da obtenção de recursos e o início da construção em 2006 e já finalizada, do GERELAB. O comprometimento das chefias com a Gestão Ambiental na empresa ficou também evidenciado com a constituição do Comitê Local de Gestão Ambiental (CLGA) da Embrapa Pantanal, tendo na pessoa do chefe-geral como presidente do comitê. Ainda em 2006, a Unidade passou a participar do projeto institucional Proposta corporativa para a eliminação do passivo de resíduos químicos, biológicos e materiais contaminados das Unidades, que prevê diversas ações dentre as quais: a remoção e destinação final do passivo (estoque de resíduos já existentes) da Unidade, a elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos; o licenciamento ambiental para a retirada dos resíduos perigosos e o acondicionamento dos resíduos perigosos da Unidade. Em março de 2007 foram retirados 835,9 kg de resíduos da Unidade pela empresa Silcon Ambiental, do Paraná, que venceu a licitação e é a responsável pelo transporte e encaminhamento para sua eliminação adequada.

A implementação de um Programa de Gestão Ambiental numa empresa é algo que exige, antes de tudo, mudança de atitudes e por isto, traz resultados somente a médio e longo prazo e requer compromisso com sua continuidade. O Programa de Gestão Ambiental da Embrapa Pantanal, como política institucional, veio para ficar, contudo para seu sucesso, é importante que o mesmo seja muito bem equacionado, discutido e assimilado por todos os funcionários. Certamente ainda existe um grande trabalho pela frente, mas as perspectivas são animadoras, considerando-se a premência de que toda a sociedade contribua para o aumento da “consciência ambiental” e por conseguinte, a sustentabilidade ambiental, a Embrapa Pantanal já está fazendo sua parte.
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Fábio Galvani, (fgalvani@cpap.embrapa.br), é pesquisador, Dr. em Ciências e Engenharia de Materiais, Aldalgiza Inês Campolin (Alda@cpap.embrapa.br), é pesquisadora, M.Sc. em Educação, Rubens da Silva Pinheiro (Rubens@cpap.embrapa.br), é Assistente, Esp. em Engenharia de Segurança do Trabalho, são empregados da Embrapa Pantanal (www.cpap.embrapa.br

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