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01/09/2008 10:26

Artigo: PECUÁRIA DE CORTE E A CONSERVAÇÃO DO PANTANAL

PECUÁRIA DE CORTE E A CONSERVAÇÃO DO PANTANAL

Urbano Gomes Pinto de Abreu,
Sandra Aparecida Santos,
Leonardo Freire de Barros,
Ivens Teixeira Domingos.

Pecuária e conservação

De acordo com o mapa de cobertura vegetal dos biomas do Brasil realizado pelo Ministério de Meio Ambiente (MMA), o Pantanal Mato-grossense é considerado o ecossistema mais conservado do Brasil, com a maior percentagem de cobertura vegetal nativa (86,8%) e menor área com ação antrópica (11,5 %). Entretanto, praticamente 95% da região é constituída de propriedades privadas, das quais, 80% da área é utilizada para bovinocultura de corte a mais de 250 anos. O primeiro registro oficial de atividade pecuária na região data de 1737, fato que deveria ter conduzido o Pantanal para se tornar uma área com marcante ação antrópica. Então, como explicar uma região que é a maior planície inundável da terra, ocupada com atividade econômica há quase 300 anos, possa ser considerada o ecossistema mais conservado do Brasil?
A resposta envolve vários aspectos, sociais, ambientais e econômicos, importantes, mas se considerarmos uma tendência de correlação negativa entre pobreza e desequilíbrio ecológico, ou seja, quanto maior a pobreza de determinada região maior a pressão sobre os recursos naturais de maneira geral. A pecuária de corte enriqueceu e conservou o Pantanal. Assim sendo, a meta de conservação do Pantanal passa, necessariamente, pelo fortalecimento da bovinocultura tradicional dessa região. A sustentabilidade desta atividade econômica garante a conservação da região. Conclusão óbvia já escrita em publicações por diversos pantaneiros, mas, citando Nelson Rodrigues, “só os profetas enxergam o óbvio”.
De maneira geral, a pecuária de corte é considerada uma atividade com forte impacto ambiental negativo sobre as regiões onde é desenvolvida no país. As generalizações são perigosas e, no caso do Pantanal, ocorreu e ocorre justamente o contrário, a pecuária de corte extensiva foi e é a garantia da conservação deste ecossistema.


Corumbá e o Pantanal

A planície do Pantanal em Mato Grosso do Sul é formada por nove municípios, Aquidauana, Bodoquena, Corumbá, Coxim, Ladário, Miranda, Sonora, Porto Murtinho e Rio Verde. Estes municípios perfazem um total de 89.319 km2 (64.64% da área da planície), e o restante da área situa-se no estado de Mato Grosso (48.035 km2 ou 35,36 %).
Corumbá, que possui área total de 64.677 km2, pode ser considerado o município mais “pantaneiro”, uma vez que possui 61.819 km2 na planície, ou seja, 95,60 % da sua área municipal está na planície pantaneira. Além disso, 44,74 % da área total do Pantanal Mato-Grossense localizam-se no município de Corumbá.
As sub-regiões do Paraguai, dos Paiaguás, da Nhecolândia, do Abobral e do Nabileque possuem áreas dentro do município de Corumbá (Figura 1), sendo a Nhecolândia e o Paiaguás as mais tradicionais e de maior área, (19,60% e 19,48% , respectivamente da área total da planície pantaneira) para o desenvolvimento da pecuária extensiva de gado de corte, principalmente a fase de cria.
Assim, Corumbá, além de apresentar parte significante da planície pantaneira, possui a maior parte das duas principais sub-regiões que compõem o Pantanal Sul Mato-Grossense. Conseqüentemente, o fortalecimento da pecuária de corte é fator importante para o desenvolvimento regional do município.
De acordo a última estimativa do rebanho nacional realizado pelo IBGE datada de 2006, o município de Corumbá possui os maiores rebanhos de bovinos e de eqüinos do Brasil com 1.994.810,00 e 31.369 cabeças, respectivamente. Ou seja, 1% dos bovinos e 0,5% dos eqüinos do Brasil, estão nos Pantanais de Corumbá.


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