Cassilândia, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

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18/11/2010 10:27

Artigo: Lembranças de Carlos Pulino

Carlos André Prado Pulino – médico oftalmologista

MUSEU DO LOUVRE II
Ainda no museu, procuramos também pela Vênus de Milos, estátua encontrada na ilha de mesmo nome em 1820 e que pertence à idade helênica, do fim do Séc. II a.C. Esta obra tornou-se o protótipo de beleza feminina grega. Aqui podemos rodear a estátua de mármore, que fica num pedestal no meio de uma sala, observando cada detalhe da sua anatomia e percebendo a perfeição e simetria das formas femininas captadas pelo artista. Dizem que muito cirurgião plástico já se inspirou nela para refazer as mamas de suas pacientes.
Outra estátua famosa, que foi encontrada em 1863 na cidade de Samotrácia, tem a cabeça e os braços mutilados e remonta a 190a.C. É a Vitória de Samotracia, com 2,75m de altura, em mármore branco. Surge tão imensa,
linda, e imponente, no meio de um salão, que nos deixa sem fala quando nos deparamos com ela. Dizem que ficava na proa de um barco. Suas vestes parecem ser de tecido que cola ao seu corpo como se estivesse sobre um forte vento, evidenciando-lhe as formas femininas. É tão perfeita que parece ser real. Uma maravilha! Aliás, esta ala do museu com obras da Grécia antiga é imensa e deslumbrante, a gente sente não ter tempo suficiente para parar e ver melhor tanta beleza.
Lembro de ter estudado na escola sobre o primeiro código de leis escritas que se tem notícia, elaborado por Hamurabi, grande rei da Mesopotâmia, que era muito preocupado com a justiça para o seu povo. Pois aqui vi que ele realmente existe. O código de Hamurabi está lá, foi escrito em uma pedra escura, quase negra, de 2,25m de altura, toda cheia de inscrições, com 282 artigos e abrangendo diversos assuntos. Este código revolucionou e alterou as leis da época.
Quando estudei sobre o Egito, uma coisa que caía em toda prova era pergunta a respeito de uma estátua muito famosa, chamada de O Escriba Sentado. Ela representa o homem culto, com conhecimento da escrita, que
anotava as leis e os mandamentos dos faraós. É uma estátua pequena, de no máximo 50cm de altura e data de 2600 a 2400a.C. Ela não tem grandes detalhes, mas a perfeição dos olhos é o que mais nos intriga, dando a nítida sensação que ela nos fixa independente do ângulo que a olhamos, tamanha é a perfeição e semelhança dos dois cristais usados na sua confecção.
Claro que vimos muitas coisas mais neste museu, coisas muito interessantes e bonitas, mas não dá para mencionar tudo. Nas alas das artes egípcias, chama muito nossa atenção e curiosidade as várias múmias,
não só as dos faraós em seus ricos sarcófagos de ouro e pedrarias, mas também as de pessoas do povo, bem mais simples. Vimos até de famílias inteiras, com o pai, a mãe e crianças. A capacidade do povo egípcio na arte de embalsamar seus mortos está ali exposta e nos surpreende quando lembramos há quantos milênios existem. Encantam também as jóias delicadas, artesanais que eles conseguiam fazer. Acredito que estas obras citadas sirvam pelo menos como um aperitivo e um incentivo às pessoas que pensam, um dia, conhecer o Louvre.
Saindo do museu, depois de tanta cultura, optamos por algo bem light.
Fomos simplesmente passear pela Rua Rivoli, que fica bem ao lado. Lá existe um comércio intenso de artigos franceses, inclusive perfumes, só que as lojas são mais simples, menos sofisticadas, com preços mais acessíveis. O forte são os souvenires, e um que eu achei o máximo foi uma latinha, lembra uma lata de sardinhas, escrito no rótulo “Ar de Paris”, custando o equivalente a um dólar (R$ 2,20). A instrução era para que o turista quando estivesse em seu país, abrisse a lata e matasse a saudade respirando o ar de Paris! Na viagem que fizemos no ano 2000, época da comemoração dos 500 anos do Brasil, minha mulher e eu fizemos uns broches de miçangas com as cores da nossa bandeira, que todo o grupo de viagem, composto por 11 pessoas, usava nas lapelas dos casacos. Foi um sucesso inesperado. Em toda loja, alguns europeus e principalmente brasileiros que lá trabalhavam se apresentavam e chegavam a implorar pelo souvenir. Chegavam a nos seguir nas ruas perguntando se tinha mais um para outros amigos que lá moravam. Ganhamos muitas amostras de perfumes em atenção ao presente que lhes oferecemos. Se soubéssemos que faria tanto sucesso, teríamos confeccionado muitos mais para levar.
Tivemos a certeza de que o sentimento pela pátria e pelos seus símbolos se mantém no coração dos que por um ou outro motivo optaram por viver longe do nosso país.

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