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16/08/2010 08:33

Artigo: Lembranças das viagens de Carlos Pulino

Carlos André Prado Pulino – médico oftalmologista

MUSEU DO LOUVRE I
Sugiro aos que vão visitar Paris, que façam um roteiro prévio de acordo com o gosto de cada um e com o tempo de que irão dispor, priorizando sempre os locais mais importantes. Estando lá a gente fica mesmo excitado e confuso e pode até escolher conhecer locais menos interessantes ou que não seriam, de fato, a nossa primeira escolha. Eu, particularmente, gosto da parte cultural, dos museus, teatros, igrejas, locais históricos, cemitérios, cafés e restaurantes típicos, mas há os que prefiram mais badalação, o agito das boates, shows, etc...

Entre os atrativos da cidade não se pode deixar de visitar: o Museu do Louvre, a Torre Eiffel, Os Invalides, o Túmulo de Napoleão I, o Museu D’Orsay, as igrejas Saint-Germain-des-Prés, Sainte Chapelle, Notre Dame, Sacré-Coeur, o cemitério Père-Lachaise, o Palácio de Versailles que fica numa cidade próxima, os esgotos de Paris (isso mesmo, são atrações concorridíssimas!), o Teatro Ópera, o Pantheon, o Arco do Triunfo, a Universidade Sorbonne,

O Moulin-Rouge e vários outros locais que irei lembrando à medida que for descrevendo meus passeios.
Vou começar falando do Museu do Louvre. Chegamos lá bem cedo e já tinha uma grande fila para a compra dos ingressos, que hoje devem custar em torno de R$ 40,00. A entrada fica no centro de uma grande praça, onde tem uma pirâmide enorme de vidro. A gente entra e desce por uma escada rolante bem alta, até o piso inferior. Ali, novamente outra fila para comprar os ingressos propriamente ditos. Uma coisa a que devemos nos acostumar na Europa é com as filas, pois mesmo na baixa temporada, tem fila para tudo. Aliás, filas e escadas! Na última vez em que visitei o museu, aconteceu uma passagem interessante: estava uma garoinha fina, a fila na praça tinha mais ou menos quinhentos metros e fazia uma grande curva. Entramos no final dela. Quando faltavam uns cem metros para chegarmos à pirâmide e à escada rolante, um pessoal a nossa frente encontrou uns conhecidos e eles se achegaram e foram conversando, acompanhando a fila, com o nítido propósito de furá-la. Mas, ao se aproximarem do funcionário do museu que orientava a descida pela escada rolante, várias pessoas da fila apontaram os que tentavam fura-la. Foi um bate boca em várias línguas, mas o funcionário retirou todo mundo e mandou que eles entrassem lá no final!

O museu é tão grande que eu precisei vir três vezes para conseguir encontrar e ver as obras que eu queria conhecer, isto apesar de eu ter pego um mapa na entrada, indicando a localização de cada galeria e das obras de arte. São quatro pisos e inúmeras alas, uma imensidão, e só se consegue conhece-lo por completo se ficarmos o dia todo durante mais de dois meses! Sendo isso uma utopia, decidimos conhecer apenas algumas obras, as mais importantes ou mais famosas, observando no caminho o que houvesse de interessante ou que chamasse nossa atenção.

Bem, o Louvre foi construído em 1190, à margem do Rio Sena para servir de fortaleza e, mais tarde, foi a residência real. Só a partir de 10 de agosto de 1793, foi aberta ao público a primeira galeria, tornando-se assim um museu.
Ele possui obras raras, famosas, e é tido como uma das maiores pinacotecas do mundo. Entre as pinturas, procuramos pela Mona Lisa ou Gioconda que é seu nome original, pintada por Leonardo da Vinci. É a tela mais famosa do mundo, embora meça apenas 77x53cm! Em agosto de 1911 o quadro foi roubado, ficando meses desaparecido. Um poeta francês e o pintor Pablo Picasso foram acusados do roubo e chegaram a ficar presos durante três meses, até que conseguiram provar sua inocência. Só algum tempo depois foi descoberto que o verdadeiro ladrão era um italiano ex-funcionário do museu. Este indivíduo achou que a obra tivesse sido roubada pelas tropas de Napoleão e, com esta atitude, ele a estaria devolvendo ao país que seria seu legítimo dono.
Em 1956, novamente o quadro voltou às manchetes dos jornais, pois um maluco jogou-lhe ácido e sua parte inferior foi danificada. Em outra ocasião, atiraram-lhe uma pedra. Assim, atualmente, a famosa obra fica protegida por vidro de segurança, pendurada na parede do museu, numa tentativa de protegê-la de novos atentados. A primeira impressão da tela chega a ser decepcionante. Só depois de ficar algum tempo olhando para ela é que comecei a descobrir seu magnetismo e sua força, que prende nosso olhar e atenção, não só pelo sorriso enigmático, mas também pela expressão de todo o rosto. A gente fica espichando o pescoço para vê-la de todos os ângulos no meio da multidão que a cerca. E se pergunta como uma tela tão pequena consegue encantar tanta gente?

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