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02/07/2004 15:08

Artigo: Homens sabem pouco sobre métodos contraceptivos

Agência Notisa

Geralmente, questões relacionadas ao planejamento familiar cabem à população feminina. Os homens, apesar de exercerem uma grande influência sobre suas companheiras, principalmente em comunidades do interior do país, ainda relegam às mulheres decisões que dizem respeito à reprodução. Por isso, Danilo Cerqueira e José Tavares, da Universidade Federal da Bahia, resolveram analisar qual o grau de conhecimento de 179 homens de um povoado carente e rural da região do semi-árido da Bahia sobre os diferentes métodos contraceptivos e a freqüência de utilização dos mesmos.

De acordo com artigo publicado na edição de março/abril de 2004 dos Cadernos de Saúde Pública, todos os entrevistados tinham idade superior a 17 anos e foram submetidos a uma entrevista individual. Segundo os pesquisadores, a média de idade dos entrevistados foi de 40 anos, a maioria residia no povoado pelo tempo médio de 31 anos e 3 meses e tinha como fonte de renda principal atividades que não necessitam de qualificação formal, como lavoura e biscate. Além disso, cerca de 40% deles eram analfabetos e a maior parte (74,9%) tinha relacionamento sexual fixo. O número médio de filhos foi de 4,1.

Através do questionário, a equipe constatou que a maior parte dos homens atribuiu a responsabilidade por educar e cuidar dos filhos ao casal. No entanto, 30% acreditavam que essa responsabilidade era única e exclusivamente feminina. “Quanto à preocupação com a prevenção de gravidez indesejada, foi referida como de responsabilidade do casal por 39,7%, da mulher por 28,5% e do homem por 26,8% dos entrevistados”, afirmam os pesquisadores no artigo.

No que diz respeito ao conhecimento dos entrevistados sobre os métodos contraceptivos, a equipe observou que o conhecimento de pelo menos um método contraceptivo foi elevado, sendo as principais fontes de informação os meios de comunicação de massa. De acordo com os pesquisadores, “o método contraceptivo mais freqüentemente referido foi a camisinha, seguido da pílula anticoncepcional e da laqueadura tubária. Os métodos menos conhecidos foram o diafragma (22,9%), o creme vaginal (35,8%) e o DIU (46,4%)”. O coito interrompido e a vasectomia também foram métodos referidos pelos homens.

No entanto, os pesquisadores verificaram que o conhecimento sobre os mecanismos de ação dos métodos contraceptivos foi pequeno: “somente os mecanismos da camisinha (64,2%) e do coito interrompido (60,9%) são conhecidos pela maioria dos entrevistados. O conhecimento sobre os mecanismos de ação dos demais métodos foi inferior a 4,0%. Além disso, apenas metade dos homens referiu utilizar sempre algum método sexual. Nesses casos, o mais comum era a camisinha e a escolha, na maioria das vezes, partia do homem”.

Dessa forma, os cientistas alertam para o fato de pouco mais de um terço dos entrevistados não estar utilizando nenhum método contraceptivo, o que evidencia, segundo eles, a necessidade de atuação dos Programas de Planejamento Familiar na busca de oferecer aos casais informações necessárias sobre os diversos métodos e as conseqüências de sua utilização.

Agência Notisa (jornalismo científico - scientific journalism)

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