Cassilândia, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

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11/06/2009 07:25

Artigo: Escolas particulares

Nelson Valente*

Quando se quer atingir alguém ou espalhar dúvida sobre o seu caráter, há uma frase que faz muito sucesso: "Cuidado com ele. É um defensor da escola particular". Não importa muito a prova. O que vale é a versão. O país se vê às voltas com as discussões em torno das leis complementares e o assunto permanece aceso.

Escolas públicas, confessionais ou filantrópicas, disputam posição nos orçamentos, enquanto as escolas particulares sofrem as consequências de uma economia perversa e brutalmente inflacionária. Se tudo sobe, seria ingenuidade supor a permanência do congelamento somente para elas. Isto seria o seu fim, com o que as pessoas de bom-senso não poderiam estar de acordo, pois um dos aspectos democráticos da Constituição de 1988 é a garantia de que o ensino será livre à iniciativa privada, com as suas características de atuação.

A preferência das verbas públicas, é claro, deve ser objetivamente dada às escolas oficiais, em todos os graus, com o respectivo compromisso de aperfeiçoar a qualidade de ensino, até mesmo para justificar o investimento que nelas se faz. O problema é que pouca gente parece preocupada com a qualidade referida. O grevismo, o assembleísmo e o corporativismo sentaram praça nos grandes centros urbanos e o resultado aí está, na falta de cumprimento físico dos calendários escolares, com o consequente rebaixamento dos padrões de ensino.

Os jovens são idealistas e neles se concentram as perspectivas do nosso futuro. Agregue-se a isso o registro de que hoje são 12 milhões de eleitores, a partir dos 16 anos, para justificar exageros que em seu nome são exercidos. O protesto contra absurdos cometidos por algumas escolas particulares é até justo, mas nem sempre as formas utilizadas podem ser consideradas defensáveis, como explodir bombas em colégios ou atirar pedras em alunos que, por qualquer razão, pensam de modo diferente. Aí chegamos ao perigoso domínio da intolerância.

A escola pública tem o seu lugar e a sua prioridade, mas deve conviver com outras formas também democráticas de oferecimento de oportunidades educacionais. Agir de modo diferente é contribuir para o desrespeito à família brasileira.



(*)Professor universitário, jornalista e escritor


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