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19/12/2012 17:15

Artigo: De quem é a culpa de tantas separações?

Rubens Paulo Gonçalves*

O mundo a nossa frente nos mostra que como em um rio, poderemos observar sua corrente, mas nunca mudar seu curso. O curso da história é inexorável. A roda, as grandes descobertas, os grandes descobrimentos, a exploração do homem pelo homem, as guerras, os ditadores , as civilizações que nos antecederam , o poder e a glória, não resistiram ao tempo.
O que foi de vital importância em um tempo deixa de nos impressionar em outro. Tudo é consumido como fazendo parte de uma época, de um estado, que não é aquele que vivemos hoje como se tudo fosse incorporado a uma mesma massa de sobrevivência que pouco nos impressiona.
Quando o terceiro de meus quatros filhos se separou, consolidei a ideia de que não vivo das minhas experiências. Vivo das observações das novas, que acontecem a cada dia e que modificam totalmente, as “minhas verdades”.
Talvez a teoria existencialista que destaca a subjetividade, a liberdade e a responsabilidade individual , seja um parâmetro para pensarmos o que acontece!
Começa por definir que as regras sociais (inclusive casamento), nada mais são que uma tentativa de ordenação social querendo com isso traduzir que quanto mais ordenada, mais funcional seria a sociedade. Cada questionamento; o que fazemos , quem somos, para onde vamos e o que nos move, revela-nos a falta de uma diretriz realmente alicerçada na felicidade que muitas vezes nem poderemos definir. Regras não definem ou conduzem a uma certeza de felicidade. Não adianta a ordem?
Se a natureza precede a essência, é lógico pensar que nada de nós existe antes disso e a cada um não é dado nada, a não ser a capacidade de auto definir-se a cada ato e escolha.
Sou totalmente responsável pelo que sou e sobre o que realizo. Sartre diz que, somos condenados a ser livres, com isso querendo expressar que “ condenado porque não se criou a si próprio e no entanto livre pois após ser lançado ao mundo é responsável por tudo que fizer”.
“ Eu seria um grande pai de família, mas não tenho muita paciência” ou ainda “ O ideal é que eu ficasse mais tempo com meus filhos, mas tenho que trabalhar”. Nada disso serve de desculpa ou consolo. Não podemos responsabilizar ninguém pelo que fizemos. O que determina o que somos, são nossas ações do dia a dia e não aquilo que poderíamos ter feito.
Quando escolhemos um caminho, é importante pensar que estamos negando todos os outros a nossa frente. A vida com responsabilidade é então recheada de angustia até pela nossa liberdade ou por causa dela. Quando então se pensa que viver é procurar sempre o crescimento, e isso só depende de nós, uma profunda solidão poderá se instalar, mas, realmente crescer não é tarefa fácil.
Realmente para que se aprenda, é preciso trilhar as estradas, cair nos buracos, caminhar por atalhos errados e perigosos. O pior é que isso é verdade em qualquer idade que tenhamos.
Amar e ser amado! Estar com o outro! Decidir conjuntamente! Brigar , discutir , mas sempre tendo o outro como o seu amor!
Será que isso é tão difícil?
A responsabilidade da escolha, a responsabilidade do caminho! É de cada um! Não existe uma responsabilidade segundo uma época.
“ Ah! Hoje o mundo está diferente!” Não!! O mundo está aí como sempre esteve. Não podemos atribuir a fatores fora de nós as derrotas de nossos planos. Nós somos o inicio, o meio e o fim de nossas escolhas.

Rubens Paulo Gonçalves*, Médico pela PUC do Paraná,Ginecologista e Obstetra pela Febrasgo, com residência no Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP, Dr. Rubens Paulo Gonçalves, mora em São Paulo e trabalha desde 1971 no Hospital Albert Einstein, na Pro Matre e no Hospital São Luiz, além de dirigir o Centro Ginecológico e Obstétrico Paulista. Também, é autor de três livros com temática médica: Gravidez para Grávidas, Desafio da Menopausa e Envelhecer Bem e escreve atualmente para seu site: www.rubenspaulogoncalves.com.br

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