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19/08/2004 15:26

Artigo: Crianças de áreas rurais têm mais cáries

Agência Notisa

A partir da década de 80, houve uma expressiva redução da prevalência de cáries em crianças de idade escolar. No entanto, essa redução foi maior nas áreas urbanas e entre os segmentos populacionais mais abastados. Nas áreas rurais, a saúde bucal das crianças permanece deficiente. Isso é o que constataram Tatiana Mello e José Antunes da Universidade de São Paulo através de uma pesquisa que buscou mensurar a prevalência de cárie em escolares entre cinco e 12 anos, residentes na área rural de Itapetininga.

Como as áreas rurais, no Brasil, apresentam piores indicadores de renda, saneamento básico e níveis de escolaridade, elas acabam sendo importante pólo de concentração para os agravos à saúde bucal. De acordo com os pesquisadores, em artigo publicado na edição de maio/junho de 2004 dos Cadernos de Saúde Pública, “a maior concentração de estabelecimentos públicos e privados de saúde nas zonas urbanas configura outro importante fator de desigualdade no acesso aos serviços de saúde”.

Por isso, Tatiana e José resolveram examinar 291 escolares (142 de cinco anos e 149 de 12 anos) de dez estabelecimentos de ensino de primeiro grau localizados na área rural do município de Itapetininga. Foram feitos exames bucais e foi aplicado um questionário aos pais e responsáveis, que tinha como objetivo colher dados sobre as características sócio-econômicas das famílias, hábitos alimentares e de higiene dental.

A partir dos resultados, os pesquisadores constataram que os escolares das áreas rurais apresentaram índice de dentes cariados, perdidos ou obturados, mais elevado que o que é encontrado entre escolares de áreas urbanas, sendo o maior para aqueles o de cárie não tratada. Tatiana e José explicam no artigo que essa diferença nos índices deve-se às piores condições sócio-econômicas dos moradores das áreas rurais e ao menor acesso dessas pessoas ao tratamento odontológico. Eles verificaram ainda que a escovação das crianças é deficiente, principalmente das menores: “61% dos responsáveis pelas crianças de cinco anos da área rural de Itapetininga responderam que elas escovam seus dentes sozinhas, sem apoio ou supervisão dos adultos”.

Dessa forma, os pesquisadores ressaltam a importância de a Odontologia conhecer distribuição dos agravos e das necessidades de tratamento dentário preventivo e restaurador em cada segmento da sociedade. “Só assim será possível prever e planejar ações de saúde específicas e adequadas às suas necessidades”, afirmam no artigo.


Agência Notisa (jornalismo científico - scientific journalism)

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