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08/02/2012 07:38

Artigo: As nossas buscas

João Bosco Leal

É muito comum ver o encantamento de crianças por alguma outra do sexo oposto, mesmo quando ainda na mais tenra idade. São as primeiras paixões, normalmente encontradas quando começamos frequentar ambientes com maior aglomeração infantil, como na pré escola. Independentemente de ser um menino ou uma menina, seus olhos brilham ao ver, ou só de falar na outra.

Durante a vida poderemos nos apaixonar muitas vezes e por motivos diversos. Por alguém com um sorriso nos olhos, com cara de sapeca, de quero mais, que nos fará feliz enquanto durar, por alguém que desejamos mas não nos retribuirá ou ainda por quem teremos dificuldades no relacionamento.

Algumas dessas paixões nos marcarão com boas lembranças, ainda que vagas, enquanto outras, poucas, com as quais por algum motivo acabamos nos decepcionando, nos deixarão marcas não muito agradáveis e as outras serão literalmente apagadas de nossas mentes.

Seria melhor se conseguíssemos só nos lembrar das paixões que nos fizeram felizes e esquecer as escolhas que não foram de convivência agradável, que nada nos acrescentaram, pois apesar de sempre nos ensinarem algo, as paixões que nos causaram decepção, dor ou sofrimento, deveriam ser totalmente esquecidas, como se não tivessem existido e continuarmos nos apaixonando, até que uma dessas paixões vire algo mais sério, profundo, calmo e pacífico.

Entretanto, somente aqueles que conseguirem ultrapassar a fase da paixão, conhecendo os limites, qualidades, defeitos e virtudes do parceiro e continuarem tendo o prazer de com ele estar, conversar, planejar, sorrir e chorar juntos, terão encontrado o verdadeiro e tão buscado amor.

Nessa busca teremos algumas dificuldades, alegrias e tristezas, altos e baixos, mas de muito mais fácil superação se entendermos que de nada adianta tentarmos levar adiante paixões que não se transformarão em amor ou amores unilaterais. Tanto as paixões quanto os amores necessitam de reciprocidade para sua sobrevivência, ou morrerão, por maior que sejam. E essa reciprocidade necessita ser na mesma intensidade, ou um dos lados acabará se cansando de mais dar do que receber.

Mesmo os relacionamentos comerciais não sobrevivem se só um dos lados lucra. Quando isso ocorre, o lado que sempre lucra estará destruindo seu próprio futuro, uma vez que seu parceiro comercial não sobreviverá às constantes perdas e sem essa existência, os lucros dele provenientes também cessarão.

As maiores aproximações entre as pessoas, desconhecidas, parentas ou até entre pais e filhos, inicialmente ocorrem por afinidades diversas, mas só continuarão se houver reciprocidade. O mesmo ocorre com os relacionamentos afetivos entre os casais, que para sobreviver depende da reciprocidade na troca de carinhos, amizade e companheirismo entre eles.

É ótimo estar apaixonado por alguém e perceber que esta pessoa também te curte, pensa em você, te espera ansiosa, se preocupa com detalhes para seu bem estar e prazeres, com sua saúde, mas nada disso terá continuidade se você não retribuir na mesma intensidade.

As visões e interpretações diferentes sobre um mesmo fato, discórdias e desentendimentos são comuns em qualquer relacionamento, comercial ou afetivo. Mas nenhuma discordância pode provocar desrespeito e a maturidade deve fazer com que aprendamos a nos desculpar por nossas faltas. Se erramos, provocamos dor ou sofrimentro, é necessário que nos desculpemos e mais, que demonstremos não só com palavras, mas com atitudes, que esses erros não se repetirão.

A mentira, o orgulho e o não dar o braço a torcer precisam ser totalmente inexistentes em um relacionamento desde seu início, ainda no começo da paixão, para que esta se solidifique e possa se transformar em amor. Sem falsidades, teremos chances mais reais de transformarmos uma admiração em paixão e esta em amor. Certamente aí teremos um relacionamento com muito maiores probabilidades de duração.

Não busque somente um corpo ou um rosto, que logo envelhecerão, mas enquanto o amor não chega, apaixone-se quantas vezes puder, pois nada na vida é melhor que estar apaixonado.

João Bosco Leal* www.joaoboscoleal.com.br

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