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11/07/2006 14:29

Área plantada no Brasil pode crescer

Famasul News

o maior exportador mundial dos produtos do complexo soja, carne bovina e de frango, café, açúcar, etanol e suco de laranja - já tem todas as condições de se transformar em grande abastecedor de alimentos e bioenergia do mundo.

“Estudo feito por indústrias de fertilizantes mostra que a tendência no Brasil é de que nos próximos 15 anos cerca de 30 milhões de hectares de terra hoje ocupados com pastagem para criação de gado sejam transferidos para a atividade agrícola”, disse Roberto Rodrigues, representante oficial do governo brasileiro para divulgação do agronegócio brasileiro na Alemanha.

Rodrigues, que era ministro da Agricultura do Brasil até semana passada, está em Berlim desde sexta-feira, 7 de julho. Hoje, (10/07), ele receberá o prêmio Personalidade Brasil-Alemanha 2006, iniciativa da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha e da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio.

Atualmente, 62 milhões de hectares são utilizados para culturas agrícolas temporárias e permanentes no Brasil. Outros cerca de 220 milhões de hectares de terra são ocupados por pastagem para criação de gado. O aumento da área destinada para agricultura, portanto, terá impacto muito significativo na produção do país. “Em 15 anos, a área usada para agricultura deve aumentar o equivalente a 50% do que foi ocupado em 500 anos de história do Brasil, utilizando-se apenas o que já está sendo explorado pela pecuária, sem desflorestamento ou prejuízos ambientais. Além disso, graças ao aumento de produtividade da pecuária brasileira, essa expansão agrícola também se dará sem redução da produção de carne”, explicou Rodrigues.

Segundo ele, a transferência de áreas para agricultura vai ocorrer sem prejuízo à produção pecuária graças à melhora dos padrões tecnológicos utilizados pelos criadores de gado do Brasil. Isso proporcionou ganhos de produtividade na criação de gado, liberando áreas para produção de grãos.

Produtividade - “ O crescimento da produção baseado no aumento dos níveis de produtividade foi um fator fundamental para a preservação ambiental. “Se isso não tivesse ocorrido, nós precisaríamos do dobro da área explorada atualmente para termos o atual nível de produção”, explicou.

Rodrigues também convidou a Alemanha e outros países para que se juntem na luta contra a fome do mundo. “ Embora Brasil e Alemanha tenham ficado fora da final da Copa do Mundo, juntos eles podem conquistar a Copa do Mundo da Agricultura e da Alimentação”, disse.

Bioenergia – Para Rodrigues, o mundo está assistindo o fim da civilização do petróleo e o surgimento do novo paradigma da agroenergia. “O maior exemplo de insanidade coletiva do século 20 foi a humanidade ter apostado em um combustível finito, não renovável e altamente poluidor, que é o petróleo”.

Essa situação abre um espaço muito grande para a produção do etanol e do biodiesel, segundo ele. Atualmente, o Brasil produz 16 bilhões de litros de etanol por ano. Em dez anos, serão produzidos mais 12 bilhões de litros de etanol só para atender o mercado interno.

Hoje, 6 milhões de hectares são plantados com cana de açúcar no país e outros 20 milhões de hectares têm potencial para o seu plantio, sobretudo na região Centro-Sul, onde estão localizadas as maiores usinas de álcool. Também já está avançada a pesquisa para uso de etanol em turbinas de precisão. “Atualmente, os aviões para pulverização de lavouras do Brasil já usam etanol como combustível”, informou Rodrigues.

De acordo com o ex-ministro, o Brasil tem interesse em oferecer tecnologia de produção de cana de açúcar e etanol para países da América Latina.

“ O Brasil está empenhado em que cada vez mais países passem a produzir etanol, pois dessa maneira é possível transformá-lo em uma commodity, o que dá maior agilidade de comercialização no mundo”, disse.

O ex-ministro também destacou a importância do biodiesel, sobretudo a partir da revolução tecnológica representada pelo Hbio, um processo de refinação desenvolvido pela Petrobrás, que permite a adição de óleo vegetal no óleo diesel. Atualmente três refinarias da Petrobras trabalham experimentalmente com Hbio.

Ele explicou ainda que o projeto do governo brasileiro de produzir biodiesel a partir da mamona é, na verdade, um investimento social na região mais pobre do Brasil, o Nordeste. Em 2007, 1,2 milhão de toneladas de soja poderão ser usadas para produção de biodiesel no Brasil.


Autor: Imprensa - MAPA

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