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20/03/2019 06:20

Aquário deve perder tapumes para por fim à imagem de obra fantasma

Campo Grande News

Com a “alma” do Aquário do Pantanal quase pronta, na avaliação do secretário de Infraestrutura do Governo de Mato Grosso do Sul, Murilo Zauith, não há necessidade em manter os tapumes que cercam o empreendimento, localizado nos altos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

Equipe de engenheiros e arquitetos do Estado estão na construção fazendo levantamento do dinheiro que ainda precisará ser desembolsado para o término da obra. Um escritório foi montado no local e os servidores trabalham exclusivamente em torno do prédio.

“Aquele tapume foi feito antes de começar a obra, quando era um canteiro. Hoje a obra está edificada, precisa de acabamento, então não tem necessidade do tapume fazendo todo esse cercamento de uma área que não está sendo utilizada. Eu penso que quanto mais aquela nave puder ser vista, melhor", afirmou ao secretário Murilo Zauith ao Campo Grande News.

A ideia é substituir o tapume por outro que permita a visualização da construção ou recuar o que já existe, também para que as pessoas consigam enxergá-la, para aproximar a população do Aquário do Pantanal, tão mal visto depois de pelo menos três anos consecutivos de obras, constantes paralisações e R$ 200 milhões aplicados.

Em 2011, o empreendimento foi lançado com custo de R$ 80 milhões, seguiu até 2013, quando parou. Foi retomada em 2016, parando de vez no fim daquele ano.

Até o fim deste mês, o Governo de Mato Grosso do Sul vai terminar o levantamento no empreendimento e anunciar quanto deverá custar aos cofres estaduais a retomada do Aquário. “Vamos reunir todos os poderes. A obra não é mais uma obra de governo, mas sim de Estado”.

O secretário evitou falar em quanto falta e afirma que o combinado com o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), foi, após o término do levantamento, alocar os recursos necessários. Até o ano passado, o próprio chefe do Executivo estadual afirmou que concluiria o empreendimento com R$ 38 milhões.

Na tarde desta terça-feira, o Campo Grande News foi ao local. Até a entrada principal, é possível ver caminhões entrando e saindo com entulhos. Segundo apurou a reportagem, dentro e fora do empreendimento passam por limpeza e reparos, “a custo zero”. 

"Alma" - Durante o encontro previsto para o fim do mês, a ideia é fazer um passeio no Aquário do Pantanal para mostrar em qual fase a obra está e o que ainda precisa ser feito. Segundo o secretário, os 8 tanques e as bombas, "alma" do local, estão instaladas. "A alma é isso aí e já está bem adiantada, está bem encaminhado".

O Campo Grande News também visitou a construção em agosto de 2018. Na ocasião, o que se viu foi um prédio erguido, mas pelo tempo, já com algumas partes de sua estrutura deterioradas. Fios à mostra, materiais espalhados pelo local e algumas paredes rachadas. São esses alguns dos reparos que a atual equipe de Infraestrutura está fazendo, antes da retomada. 

O que falta - Depois que anunciar o valor estimado, o Executivo estadual vai abrir uma nova licitação para contratar empresas, que serão responsáveis pela conclusão do empreendimento. Murilo Zauith, secretário de Infraestrutura, afirma que, após a contratação e reinício, o Aquário do Pantanal ficará pronto em 1 ano.

O Governo do Estado trabalha para que a licitação já seja aberta em abril, mas não especificou o dia.

Representantes da empresa que vendeu os tanques, que é dos Estados Unidos, vieram a Mato Grosso do Sul, segundo o secretário, para ver como vai ficar o local. "É do interesse deles também ver o Aquário funcionando, será o maior aquário de água doce do mundo, então é um cartão para eles".

Outra visita recebida na manhã de hoje foi de representantes da Petrobras, com quem o Governo de Mato Grosso do Sul possui um convênio para construção do Museu Interativo de Biodiversidade. De acordo com o titular, a reunião foi motivada pela notícia de que a obra será finalizada.

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