Cassilândia, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

21/03/2016 11:17

Após saga no Japão, Maria volta com a dor de trazer filhas na mala

Aline dos Santos e Luana Rodrigues, Campo Grande News
Maria Aparecida (à direita) chegou hoje a campo Grande após jornada no Japão. (Foto: Marcos Ermínio)Maria Aparecida (à direita) chegou hoje a campo Grande após jornada no Japão. (Foto: Marcos Ermínio)

Ao fim de uma saga de 73 dias, Maria Aparecida Amarília Scardin, 62 anos, retornou do Japão com uma bagagem dolorosa: as filhas vieram numa mala vermelha. “Nunca imaginei que minhas filhas iriam voltar para o Brasil dentro de uma mala. É muito doloroso”, diz a mãe, que desembarcou na manhã desta segunda-feira (dia 21) em Campo Grande.

Ela conta que pretende fazer um novo velório e construir uma capela no cemitério Cruzeiro para colocar as urnas com os restos mortais de Akemi e Michelle Maruyama. No mesmo local, ela já sepultou um filho.

A jornada de Maria na terra do sol nascente começou em 8 de janeiro, quando seguiu para o Japão após as filhas serem assassinadas. As irmãs foram encontradas mortas em 29 de dezembro de 2015. Elas moravam há 12 anos no distrito Ippongi-choum, na cidade de Handa, no Japão. O principal suspeito é o marido de Akemi, o peruano Tony La Rosa, que está preso.

Vivendo da solidariedade dos brasileiros, que ajudaram a custear despesas da viagem e a cremação, que custou R$ 30 mil, Maria conta que fez uma investigação paralela. “Conversei com amigos e parentes no Japão”, diz.

Segundo ela, o genro teria matado as irmãs e colocado fogo no apartamento somente horas depois. Maria atribui ao pai de Tony a sugestão de incendiar o imóvel. “Relatei tudo à polícia e pode dar novo rumo para a investigação”, diz. Ela tinha auxílio de intérprete no Japão.

A mãe conta que foi todos os dias prestar depoimento, porque, apesar da distância, matinha contato diário com as filhas. Ela afirma que no Japão é tudo “muito burocrático” em termos de investigação e que o genro não foi indiciado. Ele está preso por outros crimes, como dirigir embriagado.

Abatida, Maria lamenta não ter conseguido trazer as netas de 3 e 5 anos, filhas de Akemi. As crianças estão num abrigo. Mas não esconde a gratidão a quem lhe ajudou. "Deus existe e é maravilhoso. Apesar do que passei nada me faltou, muita gente me ajudou”, conta.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Segunda, 11 de Dezembro de 2017
Domingo, 10 de Dezembro de 2017
10:00
Receita do dia
Sábado, 09 de Dezembro de 2017
09:09
Cassilândia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)