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19/12/2015 07:35

Após pedido de namoro, acidente e coma, casal sobe ao altar para celebrar a vida

Naiane Mesquita, Campo Grande News
Após pedido de namoro, acidente e coma, casal sobe ao altar para celebrar a vida

 

Todas as noites, Linda percorria a Santa Casa até o quarto de Jorge. Depois de um grave acidente, ele precisava que alguém guardasse seu sono, primeiro em coma e depois consciente, mas sempre em risco. Ela havia acabado de completar 19 anos e ser pedida em namoro pelo jovem. Apaixonado, ele fez questão de oficializar o relacionamento para o pai dela, apenas 48 horas antes da moto que pilotava ser atingida em um cruzamento por um veículo.

 

Do dia do acidente, Linda Inês da Silva Melo de Santos, hoje com 21 anos, só se lembra do desespero ao saber do estado do namorado.

“Chorava muito, nem conseguia entender o porque daquilo, a gente tinha acabado de começar a namorar. Na terça nós ficamos, na quarta ele me pediu em namoro, na quinta foi falar com meu pai e na madruga de sexta para sábado, ele sofreu o acidente”, relembra.

A família dele nem sabia da existência da jovem, mas mesmo assim ela foi até o hospital em busca de notícias. “Eu ligava e só dava desligado o celular dele. Um amigo foi até a minha casa me contar. Eu não conhecia a família dele, mas mesmo assim não sai do hospital, tive que eu mesma me apresentar. Ele ficou sete dias em coma, fraturou a cabeça do fêmur, teve traumatismo craniano, infecção no pulmão...”, diz, um por um, os problemas em decorrência da batida.

Ao lado da sogra todo esse tempo, Linda ainda teve de lidar com a amnésia do namorado quando acordou finalmente do coma. “Ela perguntou de mim e ele não lembrava, na época nem falava só dizia que não com a cabeça. O Jorge só foi lembrar quando ela disse o nome do meu pai. Nos reencontramos finalmente então”, diz.

Jorge Henrique Cuevas de Santos, 24 anos, diz que quando viu a jovem pela primeira vez no hospital já pensou que com ela a história de amor poderia ser diferente.

“Ela foi chegando, só pegou na minha mão. Na época eu não podia falar então eu escrevi: Desculpa por não ter ido à formatura. Era do pai dela. Ela começou a chorar e eu completei: tive um probleminha”, descreve.


Daquele momento em diante, os dois nunca desistiram. Linda que não sabia muito sobre o namorado, nem era íntima o suficiente, precisou ajudar a enfermeira a limpá-lo e trocar as fraldas usadas durante a recuperação. Os dois são unânimes ao dizer que morriam de vergonha. “Ele fechava o olho, com vergonha, e eu também, a gente nunca tinha tido aquele contato mais íntimo”, ela ri.

Da cama, Jorge continuou alguns meses na cadeira de rodas até morar na casa da sogra, que também ajudava nos cuidados diários.

“A mãe dele precisava trabalhar e eu estava de férias da faculdade e ainda tinha minha mãe. Ele acabou indo morar em casa e nós ajudávamos na recuperação dele. Era difícil, mas eu decidi que iria enfrentar tudo isso ao lado dele e confiava que Deus iria recompensar a gente. Enfrentei muita coisa para ficar ao lado dele, assim como ele enfrentou para ficar comigo”, se emociona Linda.

Depois de oito meses em tratamento, Jorge conta que um dia decidiu pedir para a namorada deixar de lado o jeitinho de enfermeira e viver a vida ao lado dele. "Falei, vamos ser namorados agora, deixa os cuidados um pouco de lado". Um ano depois, também em dezembro, mas de 2014 veio o pedido de casamento, "meio em tom de brincadeira, mas eu levei a sério", ri Linda. Um ano depois os dois subiram ao altar para celebrar a vida.

È difícil não se encantar pela doçura e o carinho na voz dos dois. Sempre sorridentes agora que tudo passou, eles comemoram a união em uma festa que reuniu a família de todos, principalmente a de Linda, que Jorge conquistou todos os dias um pouquinho.

“Meu pai quase considera ele mais do que a mim. Foi lindo, meu pai e minha mãe adoraram muito, consideram ele como filho. A emoção foi grande porque todos sabiam o que ele tinha passado e vê como ele ficou. Está bem, está vivo, se eu tivesse passado tudo isso ao lado dele e ele não casasse comigo ia dar uns cascudos no Jorge”, brinca a noiva, sempre bem-humorada.

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